8.5.10

Nietzsche, Kant & Sinatra - Sobre a existência  

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"Fazer é ser"
"Ser é fazer."
"[cantarolando]"

20.4.10

Neil Gaiman - Snow, Glass, Apples  

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I do not know what manner of thing she is. None of us do. She killed her mother in the birthing, but that’s never enough to account for it.

They call me wise, but I am far from wise, for all that I foresaw fragments of it, frozen moments caught in pools of water or in the cold glass of my mirror. If I were wise I would not have tried to change what I saw. If I were wise I would have killed myself before ever I encountered her, before ever I caught him.

14.4.10

ZEN  

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"Uma coisa legal do "Zen" é que, oras, qual outro metaparadigma se perpetua por anedotas (koans)? 
E ainda por cima nem precisa apelar pro sagrado nem para o dogmático!

Esses simples contos, em sua simplicidade, é tipo a porra de uma gota d'água contendo o oceano!
Manjou a gota, manjou o oceano!"


Osho &Timóteo Pinto

8.4.10

Neil Gaiman - Nicholas era...  

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...mais velho que o pecado e sua barba não podia ficar mais branca. Ele queria morrer.

Os anões nativos das cavernas do Ártico não falavam sua língua, mas chilreavam na deles e realizavam rituais incompreensíveis quando não estavam trabalhando nas fábricas.

Uma vez por ano, forçavam-no, aos prantos e sob protestos, pela Noite Sem Fim. Durante a jornada permaneceria ao lado de cada criança do mundo, deixando um dos presentes invisíveis dos anões ao pé da cama.

As crianças dormiam, congeladas no tempo.

Ele invejava Prometeu, Loki, Sísifo e Judas. Seu castigo era mais sombrio.

Ho.
Ho.
Ho.
 

Retirado do livro "Fumaça e Espelhos: contos e ilusões"



27.3.10

Nietzsche - As Borboletas e as Bolhas de Sabão  

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"Creio que aqueles que mais entendem
de felicidade são as borboletas e as
bolhas de sabão...

Ver girar essas pequenas almas leves, loucas,
graciosas e que se movem é o que, de mim,
arrancam lágrimas e canções.

Eu só poderia acreditar em um Deus que
soubesse dançar.
 
E quando vi meu demônio, pareceu-me sério,
grave, profundo, solene.

Era o espírito da gravidade. Ele é que faz cair
todas as coisas.

Não é com ira, mas com riso que se mata.
 
Coragem!

Vamos matar o espírito da gravidade!

Eu aprendi a andar.  
 
Desde então, passei por mim a correr.
 
Eu aprendi a voar.

Desde então, não quero que me empurrem
para mudar de lugar.

Agora sou leve, agora vôo, agora vejo por baixo
de mim mesmo, agora um Deus dança em mim!"

Friedrich "Bigode" Nietzsche
 
 
 

26.3.10
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http://www.religiousstudies.uncc.edu/aburlein/Foucault%20and%20Religion/syllabi/foucault_handbig.jpg

12.3.10

Desapegue-se!  

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clique na imagem para amplia-la.

7.3.10

Mate Buda.  

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Noções e conceitos podem ser úteis se aprendermos a usá-los habilmente, sem sermos aprisionados por eles. O mestre zen Lin Chi disse : "Se você vir Buda em seu caminho, mate-o." Ele quis dizer que, se você tem uma idéia de Buda, ela impede você de ter uma experiência direta de Buda, porque você está preso a um objeto de sua percepção. E o único meio de você se livrar e experimentar Buda é matar sua noção de Buda. Este é o segredo da prática.

Se você se prende a uma idéia ou noção, você perde a oportunidade. Aprender a transcender suas construções mentais sobre a realidade é uma arte. Os mestres devem ajudar seus estudantes a aprenderem como não acumular conceitos. Se você carrega noções, nunca será emancipado. Aprender a olhar profundamente para enxergar a verdadeira natureza das coisas, ter contato "direto" com a realidade e não somente descrever a realidade em termos de noções e conceitos, é a prática.

Thich Nhat Hanh - Cultivando a Mente de Amor

3.3.10

deLEuzes 00002  

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A questão fundamental de nosso paradígma político ainda é a mesma que merda que Spinoza viu tão bem (e que Wilhelm Reich redescobriu): Por que diabos lutamos por nossa "servitude" com tanta vontade como se fosse a nossa salvação?!

22.2.10

Rizoma - Creme e Castigo  

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Conheça o terrorista Noël Godin, que espalha medo na Europa com seus ataques de torta doce.
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Há infinitas formas de subversão. Mas poucas equiparam-se, em comodidade e eficiência, à torta de creme". São palavras de Noël Godin, um distinto senhor de 50 anos, nascido na Bélgica. Desde 1969, ele e sua brigada internacional de entarteurs, como são chamados, vêm melecando os rostos de personalidades poderosas com deliciosos bolos de creme e tortas, direto das melhores confeitarias. Se o ataque fracassa ou é cancelado, eles simplesmente comem as tortas, com certa satisfação. Algumas das 22 vítimas foram a romancista Marguerite Duras, o cineasta Jean-Luc Godard, vários políticos europeus e até mesmo o todo-poderoso Bill Gates.

Só o filósofo Bernard-Henri Levy, conhecido por sua prepotência, já foi alvejado 5 vezes. Certo dia, ele andava pelo aeroporto de Nice em companhia de sua terceira esposa, a atriz Arielle Dombasle, vestido impecavelmente com uma camisa da Christian Dior. Estava sendo filmado, e sorria para as câmeras, com doçura. Enquanto o casal se enfileirava para o check in, sombras esquivavam-se ao fundo, segurando algo intrigante feito de creme. No momento em que o casal apanhava os bilhetes de embarque, três torteadores surgiram do nada, com Noël Godin liderando a turma. O filósofo gritou: "Oh não. Oh não, de novo não" - e foi coberto de recheios, glacê e chantili.

As tortadas sempre são delicadas: entre os praticantes da modalidade, é proibido o lançamento à distância. Os torteadores apenas pousam o artefato suavemente junto ao rosto da vítima -- mas, em geral, não recebem respostas tão sutis. Levy, por exemplo, reagiu por meio de coléricos murros dirigidos a Noël Godin, no mesmo instante em que uma torteadora defendia-se com mais um bocado de creme, e uma segunda entretinha-se em despejar chocolate com cobertura de chantili na cabeça de Arielle " Dombasle. Levanta!", ordenou o filósofo a um dos torteadores, "Ou eu chuto a tua cabeça!".

Os membros da brigada estão proibidos de reagir fisicamente aos ataques, mesmo violentos. Na ocasião, a esposa de Bernard-Henri Levy unhou vigorosamente uma das torteadoras; já o filósofo preferiu quebrar a câmera de vídeo e socar o cameraman no nariz. Os "guerrilheiros" tampouco devem tentar fugir após os ataques: a polícia retirou Noël Godin do local apenas quando ele já estava sendo sufocado por Levy e recebia bolsadas histéricas da atriz.

Os primeiros cinco segundos após um ataque de tortas", postula Noël, "revelam o caráter real da vítima". O cineasta Jean-Luc Godard, vejam só, reagiu com bom-humor: retirou o cigarro da boca, lambeu lentamente o creme e ainda declarou que aquilo era "uma verdadeira homenagem ao cinema mudo". Depois disso, não foi mais incomodado pelos torteadores. "Bem despachada, a torta de creme é um acurado barômetro da natureza humana", constata Noël.

:: A Flor-de-Lótus Não Voltará a Crescer Em Sua Ilha ::

"Sempre disse a mim mesmo que era necessário reagir, sustentar a subversão por meio do humor", declara o belga, sobre o poder das tortas de creme como armas de guerrilha imaginativa (pois suscitam, ao mesmo tempo, comédia e terror). Antes de ser torteador profissional, ele já punha em prática suas idéias pela Europa: quando jovem, fora expulso da Faculdade de Direito por desrespeitar um professor. Sabia-se que o sujeito tinha ajudado a redigir a constituição do ditador Antonio Salazar, e mesmo assim todos estavam indiferentes. Noël e os amigos vestiram-se de operários, entraram na sala de conferências e, assoviando a Internacional Comunista, despejaram um tubo de cola direto na cabeça do mestre.

A expulsão da faculdade não calou Noël, que licenciou-se em história do cinema na Universidade de Lieja e logo foi contratado para trabalhar numa revista católica, resenhando filmes. "Comecei a publicar mentiras absurdas - primeiro aos poucos, depois freqüentemente". Inventava filmes que não existiam e ilustrava-os com fotos de parentes. Escrevia dezenas de entrevistas fictícias com cineastas, sem deixar o próprio quarto. Consciente de que tinha uma porção de leitores devotos, Noël anunciava uma conversão a cada três meses, inclusive de penitentes tão improváveis quanto Luis Buñuel e Tennessee Williams.

Os leitores da revista "Amigos do Cinema", em pouco tempo, foram apresentados à obra de gênios inteiramente insólitos, como Sergio Rossi, Aristide Beck e Vivianne Pei, a única diretora cega da história do cinema, autora do longa-metragem "A Flor-de-Lótus Não Voltará a Crescer Em Sua Ilha". O filme da suposta diretora tailandesa foi descrito por Noël tão vivamente que um especialista em cinema asiático chegou a viajar à Tailândia para procurá-la.

Noël pôde continuar publicando matérias desse naipe graças a um editor crédulo, e também porque a revista não era distribuída fora da Bélgica. Além disso, seus leitores não primavam por um senso crítico dos mais aguçados (até aí, nenhuma novidade). Era quase um convite para prosseguir: o intrépido repórter cobriu o lançamento do filme "Vegetais de Boa Vontade" (1970, Jean Clabau), no qual Cláudia Cardinale fazia o papel de uma endívia gigante. Resenhou também o desenho animado maoísta "Germinal II", com Jean-Louis Barrault fazendo a voz de um formão.

Nas páginas da revista, Marlene Dietrich liderou expedições para encontrar o monstro do Lago Ness, Michael Caine pilotou um carro movido a iogurte e Louis Armstrong confessou ter sido canibal (além de ter financiado, também, o filme "Vegetais de Boa Vontade"). Em entrevista exclusiva, o diretor Richard Brooks confessou que seus filmes eram uma porcaria e ainda arrematou: "Eu sou um cretino".

:: "Quando encontro um novo tom de cinza, sinto-me extasiado" ::

Noël Godin entrou para o negócio das tortas após escrever uma excelente reportagem sobre o dia em que um de seus diretores fictícios, Georges Le Gloupier, atacou Robert Bresson com uma torta de creme. Na edição seguinte, inventou que Marguerite Duras, escritora amiga de Bresson, planejava uma revanche. "Dias depois, fiquei sabendo que Duras estava mesmo vindo para a Bélgica"; foi então que resolveu atacá-la com uma torta de verdade, no momento em que ela dissertava sobre o tema de seu segundo filme, Destroy, She Says. Redigiu uma matéria em que creditava o ataque a Le Gloupier. Em seguida, pegou gosto pelo ofício.

Já são mais de 20 os contemplados com suculentas tortas de creme na região facial. São escolhidas como vítimas as pessoas públicas vazias, fúteis ou simplesmente idiotas, das mais diversas nacionalidades, que compartilhem uma parte do poder. O que têm em comum? Todas se levam a sério demais, acham que são importantes e não possuem o menor senso de humor. "Acredito sinceramente que podemos acertar o Papa", completa.

As tortas são essenciais para lembrar alguns cidadãos de que eles são apenas humanos. Bill Gates, por exemplo, foi alvejado porque escolheu trabalhar pelo status quo, sem realmente usar sua inteligência e imaginação. Quanto a Bernard-Henri Levy, uma só frase dele poderia justificar as 5 tortadas: "quando encontro um novo tom de cinza, sinto-me extasiado".

:: Sérios e dogmáticos ::

O ato de lançar tortas na cara é uma espécie de Esperanto visual e tem uma linhagem nobre, que pode ser traçada através de Jerry Lewis, Wile E. Coyote, os irmãos Marx e yippies como Abbie Hoffman -- todos heróis de Noël, que ainda gosta de Júlio Verne e se considera anarquista. Para ele, o que diferencia os torteadores de muitos revolucionários é que os últimos tendem a ser sérios demais e costumam tornar-se insuportavelmente dogmáticos. Segundo o torteador, é exatamente o que falta no atual movimento "antiglobalização": são sérios além da conta, e bolcheviques demais. "Muitos deles são escoteiros", presume.

Desde jovem, Noël Godin disseminou práticas de sabotagem cotidiana, como obstruir fechaduras, provocar erros na contabilidade, espalhar ameaças de bomba, grudar um naco de piche nas câmeras de vigilância. "Nunca curei-me da febre de maio de 1968", diz. Ele e os colegas entarteurs sempre vestem-se de roupas esdrúxulas (é o uniforme oficial do time), com longas barbas falsas, óculos grossos e gravatas-borboleta. Quando um deles foi preso, após cobrir de creme o ministro da Cultura francês, o argumento usado no tribunal foi de que lançar tortas na cara era um velho costume belga. Ganhou a absolvição.


"Os intelectuais são muito sérios", lamenta Noël, defendendo a guerrilha criativa e manifestando sua simpatia pelos escândalos públicos de Antonin Artaud -- como nas vezes em que ia a restaurantes caros de Paris e usava as mãos para comer, assustando as senhoras respeitáveis. Exemplos assim, finaliza Noël, provam definitivamente que "qualquer um pode matar o poderoso através do rídiculo, tendo em mãos uma torta de nada".

p.s.: Fontes fidedignas asseguram que tortas de creme de ovo são mais eficientes quando o alvo é móvel; já as tortas-merengue de limão resistem melhor durante ataques bruscos. Os anarquistas da brigada de São Francisco, por sua vez, preferem tortas de côco (como as que atiraram no economista Milton Friedman) e de creme de tofu (usada no ataque ao diretor da Monsanto).
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LINKS

Reportagem no jornal Observer - http://www.mindspring.com/~jaybab/observer.html
Reportagem na revista espanhola Babab - http://www.babab.com/no09/noel_godin.htm
Alguns links sobre os entarteus e Noël Godin - http://www.babab.com/no09/noel_godin.htm
Leia também: a biografia de Noël Godin,"Creme e Castigo", ainda não disponível em português.

18.2.10

O Cão de Pavlov e O Gato de Schrödinger  

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      por Papa Duubhglas Juarezzz

( I )

Pééé!

Esse era o som da campainha. É, eu sei… Uma grande bosta, mas com o tempo você se acostuma. E depois de um tempo, você até sente falta quando viaja.

Mas, quando se é um cachorro, você não viaja muito. E se você é um cachorro inteligente que assiste tv, você descobre que em algumas viagens, os cachorros não voltam. Mas isso não impede de você abanar a porra do rabo toda vez que vê o dono balançar a chave do carro.

Se você é um cachorro inteligente de verdade, você não vê tv.

Eu sou um cachorro de 1931.

Não precisa ser inteligente de verdade pra saber que em 1931 não existia tv, mas se você é inteligente de verdade, você não está nem aí pra isso; aliás, você está lendo um texto escrito por um cachorro!

17.2.10

Salvador Dali - Alice no Pais das Maravilhas  

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http://www.lockportstreetgallery.com/Dalis/AinW/AinW1-A.jpg 


14.2.10

William S. Burroughs - The Man Who Taught His Asshole To Talk  

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Did I ever tell you about the man who taught his asshole to talk? His whole abdomen would move up and down, you dig, farting out the words. It was unlike anything I ever heard.

This ass talk had sort of a gut frequency. It hit you right down there like you gotta go. You know when the old colon gives you the elbow and it feels sorta cold inside, and you know all you have to do is turn loose?

Well this talking hit you right down there, a bubbly, thick stagnant sound, a sound you could smell.

This man worked for a carnival, you dig, and to start with it was like a novelty ventriloquist act. Real funny, too, at first. He had a number he called The Better ‘Ole that was a scream, I tell you. I forget most of it but it was clever. Like:

‘Oh I say, are you still down there, old thing?’

‘Nah I had to go relieve myself.’

After a while the ass start talking on its own. He would go in without anything prepared and his ass would ad-lib and toss the gags back at him every time.

Then it developed sort of teeth-like little raspy in-curving hooks and started eating. He thought this was cute at first and built an act around it, but the asshole would eat its way through his pants and start talking on the street, shouting out it wanted equal rights.

It would get drunk, too, and have crying jags. Nobody loved it and it wanted to be kissed same as any other mouth.

Finally it talked all the time day and night, you could hear him for blocks screaming at it to shut up, and beating it with his fist, and sticking candles up it, but nothing did any good and the asshole said to him:

‘It’s you who will shut up in the end not me. Because we don’t need you around here any more. I can talk and eat and shit.’

After that he began waking up in the morning with a transparent jelly like a tadpole’s tail all over his mouth. This jelly was what the scientists call UDT — un-differentiated tissue, which can grow into any kind of flesh on the human body.

He would tear it off his mouth and the pieces would stick to his hands like burning gasoline jelly and grow there, grow anywhere on him a glob of it fell.

So finally his mouth sealed over, and the whole head would have amputated spontaneous — (did you know there is a condition occurs in parts of Africa and only among Negroes where the little toe amputates spontaneously?) except for the eyes, you dig?


That’s one thing the asshole couldn’t do was see. It needed the eyes. But nerve connections were blocked and infiltrated and atrophied so the brain couldn’t give orders any more. It was trapped in the skull, sealed off.

For a while you could see the silent, helpless suffering of the brain behind the eyes, then finally the brain must have died, because the eyes went out, and there was no more feeling in them than a crab’s eyes on the end of a stalk.’

8.2.10

Xamanismo na Prática 00006 - A Estrutura Interna do Tai Chi  

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Existem inúmeras escolas de Tai Chi Chuan e de Tai Chi Chi Kung no ocidente. Os estilos e formas variam. Porém, em nenhuma destas escolas, os conhecimentos da estrutura interna ou Chi Kung interno é ensinado. Temos escolas já trabalhando com o Tai Chi Chi Kung respiratório, mas os segredos da energia e de sua administração vão bem além de um trabalho realizado na respiração, e requerem conhecimentos de como transformar a energia negativa em positiva e como atingir a longevidade e a saúde administrando essa energia multiplicada.

Um dos motivos da ausência destas informações nos cursos de Tai Chi Chuan está nas diferenças de didática e de pensamentos do ocidente/oriente. O pensamento chinês não é dicotomizado como o nosso, e a parte empírica e experimental é unicamente valorizada. Para o ocidental, com uma mente racional sofisticada, e um emocional profundamente desequilibrado, esta lacuna de explicações sobre as bases energéticas da técnica torna difícil a compreensão dos movimentos internos energéticos e de como realiza-los. Falta o passo a passo, ensinado com uma didática que se adeque a nosso modelo de conhecimento, que nos ensine o que fazer internamente para sentirmos o movimento da energia.


Outro fato importante de se pontuar é que, mesmo na China moderna, poucas escolas ensinam o verdadeiro Tai Chi. A maioria se limita a ensinar o balé externo e nada sobre a técnica energética eficiente que pode mudar a vida do praticante. Desconhecendo este fato, muitos ocidentais erroneamente acreditam que, se o professor é chinês, é um bom professor. Pensa também que pode encontrar algum mestre na China que lhes ensine esta estrutura interna, o que pode acontecer ou não.

Felizmente, as posturas milenares e a forma do Tai Chi por si só trazem benefícios bem mais lentos, bem menores, mas sem duvida alguma as pessoas que o praticam se beneficiam de alguma forma.
A estrutura interna do Tai Chi tem como base filosófica o I Ching e, como base técnica os exercícios da Alquimia Interna Taoista, que ensinam como usar os músculos sutis internos para administrar as energias Yin e Yang do corpo. Mantak Chia foi o primeiro mestre a sistematizar essas técnicas em uma linguagem compreensível a um ocidental. Estudou anatomia e escreveu inúmeros livros explicando quais músculos que partes internas do corpo são beneficiada por cada exercício e como devemos praticar internamente o Tai Chi Chuan.

Sua forma de Tai Chi foi bastante simplificada. Segundo ele, os alunos dispersam sua energia quando precisam aprender muitos movimentos. O tempo que deveria ser gasto aprendendo a mover a energia, é tomado para se aprender estes inúmeros movimentos externos. Segundo Mantak Chia, o aluno que compreende e aprende primeiro a mover a energia internamente, aprenderá muito mais facilmente qualquer movimento externo. Pois na verdade estes movimentos foram criados para ajudar a mover esta energia. Fica fácil concluir porque as turmas de Tai Chi começam grandes e terminam com alguns poucos que realmente se dedicam durante décadas para então chegar a mover a energia o que dificilmente vem a acontecer. Muitos professores de Tai Chi, com 30 anos de experiência que aparecem nos meus cursos, não sabem abrir os canais de circulação de energia de seus alunos e nem sabem para onde mover as energias multiplicadas pela técnica.

Que informações preciosas são estas e como aprender a estrutura interna do Tai Chi?
Precisamos seguir certas fórmulas milenares que vão criar esta estrutura interna naturalmente. Precisamos compreender que tipo de energia é esta e o que a faz mover-se e multiplicar-se dentro de nós.

O I Ching nos ensina que tudo no universo é energia e números. A energia é regulada pelo número, daí todos os movimentos do Tai Chi serem realizados dentro de um numero especifico. Mas que tipo de energia é esta?

Temos três tipos básicos de energia de onde todos os infinitos tipos surgem. A energia Jing Original, que é a energia primordial que vem da terra e recebemos de nossos pais entra pelo ponto R1, localizado na sola dos pés. Essa energia quando recuperada e transformada em chi, cria sensação de que temos uma bola dentro do ventre. Esta bola é chamada pelos praticantes de Tai Chi de bola de Chi. Ela é sensorial e bem real. Muitos professores de Tai Chi que tomam meus cursos se surpreendem quando finalmente conseguem realmente sentir esta bola de energia dentro de seu corpo.

O outro tipo de energia é a Chi, a energia vital mais conhecida do grande público. É a energia do plano humano e cósmico. A energia que chamamos de VIDA, é dourada, morna e entra pela glândula pituitária, localizada entre as sobrancelhas, conhecida como o Terceiro Olho. Essa energia para ser multiplicada, precisa de um trabalho de transformação das emoções negativas em energia positiva utilizável.
O terceiro tipo de energia mais sutil, é a energia Shen, a energia celeste espiritual, violeta.
O segredo de todas as praticas chinesas é aprender a mover, transformar e equilibrar nos Tan Tiens estes três tipos de energia.

Não basta trabalhar estas energias e aprender a movê-las se as vias de circulação das mesmas estão bloqueadas. Precisamos abrir estas vias; a órbita microcósmica, o canal regulador, as 3 rotas principais, os 8 vasos maravilhosos para que possamos realmente operar essas energias dentro de nós.

A postura chamada de Abraçando a Arvore é uma das 8 posturas que abrem estes canais. Infelizmente os praticantes do Tai Chi também desconhecem pequenos detalhes internos que tornam esta postura eficiente:
a) a torção sutil do calcanhar
b) o movimento em espiral do antebraço e das mãos
c) o alongamento dos tendões quando aliado ao enraizamento com a energia da terra criando uma força descomunal no praticante
d) a pressão interna do Chi conseguida pela respiração correta que propicia a criação de um campo de força conhecido como o Chi Kung da Camisa de Ferro tornando o corpo invulnerável a doenças, agressões verbais ou ataques vindo de fora.
e) a flexibilização do diafragma pélvico e sua utilização para gerar um poder de sucção interno, que literalmente suga a energia e a puxa para cima.
f) A técnica de como usar os músculos Chi internos ou pubo-cocigenos para multiplicar os níveis internos de energia, e seu uso como uma comporta para direcionar a energia.

Tudo isto são conhecimentos imprescindíveis para aqueles que querem ser eficientes na arte do Tai Chi Chuan.

Sem conhecer esta estrutura interna, o Tai Chi pode ser belo, pode até ser eficiente, mas quando temos esta estrutura, 20 ou 30 anos de pratica podem se transformar em apenas alguns meses de treinamento para se atingir eficiência nesta técnica milenar chinesa.


Revelada ao Ocidente por Mantak Chia
Autora: Ely Britto
Instrutora de Alquimia Interna Taoista
Credenciada na Tailândia por Mantak Chia

2.2.10

Gibran Kahlil Gibran - Vossos Filhos Não são Vossos Filhos  

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Vossos filhos não são vossos filhos. 
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. 

Vêm através de vós, mas não de vós. 
E embora vivam convosco, não vos pertencem
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos, porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas
Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho. 
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós, porque a vida não anda para
trás e não se demora com os dias passados. 
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas. 
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe. 
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria: Pois assim como ele ama a flecha que voa, Ama também o arco que permanece estável.





mais do autor:


Dizeis: darei só aos que precisam. 
Mas os vossos pomares não dizem assim; 
dão para continuar a viver, pois reter é perecer.

Aprendi o silêncio com os faladores, 
a tolerância com os intolerantes, 
a bondade com os maldosos; e, 
por estranho que pareça, 
sou grato a esses professores.
O amigo é a resposta aos teus desejos. 
Mas não o procures para matar o tempo! 
Procura-o sempre para as horas vivas. 
Porque ele deve preencher a tua necessidade, 
mas não o teu vazio.

No amor, fiquem juntos, mas nao tao juntos, 
pois os pilares do templo ficam bastantes afastados 
e o carvalho e o cipreste nao crescem um na sombra do outro.


Nenhum homem poderá revelar-vos nada 
senão o que já está meio adormecido na aurora do vosso entendimento.



22.1.10

"se a realidade é um saco alucinação me faço"  

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13.1.10

Aforismo 00020  

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Na busca do conhecimento, todos os dias algo é adquirido,
Na busca do Tao, todos os dias algo é deixado para trás.

E cada vez menos é feito
até se atingir a perfeita não-ação.

Quando nada é feito, nada fica por fazer.

Tem-se o mundo deixando as coisas seguirem o seu curso.
E não interferindo.

Molda-se o barro para fazer um vaso;
É o espaço dentro dele que o torna útil.

Fazem-se portas e janelas para um quarto;
São os buracos que o tornam útil.

Por isso, a vantagem do que está lá
Assenta exclusivamente na utilidade 

do que lá não está.


ação na inércia e inércia na ação.

wu we

12.1.10

As Ruínas Circulares  

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http://4.bp.blogspot.com/_c-epeyzj-lk/SkaT0Mw39xI/AAAAAAAAAf8/qpP5rdZDyaA/s400/un_sonhos_thumb%5B48%5D.jpg

And if he left off dreaming about you...
Through the Looking-Glass, VI


    Ninguém o viu desembarcar na unânime noite, ninguém viu a canoa de bambu sumindo-se no lodo sagrado, mas em poucos dias ninguém ignorava que o homem taciturno vinha do Sul e que sua pátria era uma das infinitas aldeias que estão águas acima, no flanco violento da montanha, onde o idioma zenda não se contaminou de grego e onde é infreqüente a lepra. O certo é que o homem cinza beijou o lodo, subiu as encostas da ribeira sem afastar (provavelmente, sem sentir) as espadanas que lhe dilaceravam as carnes e se arrastou, mareado e ensangüentado, até o recinto circular que coroa um tigre ou cavalo de pedra, que teve certa vez a cor do fogo e agora a da cinza. Esse círculo é um templo que os incêndios antigos devoraram, que a selva palúdica profanou e cujo deus não recebe honra dos homens. O forasteiro estendeu-se sob o pedestal. O sol alto o despertou. Comprovou sem assombro que as feridas cicatrizaram; fechou os olhos pálidos e dormiu, não por fraqueza da carne, mas por determinação da vontade. Sabia que esse templo era o lugar que seu invencível propósito postulava; sabia que as árvores incessantes não conseguiram estrangular, rio abaixo, as ruínas de outro templo propício, também de deuses incendiados e mortos; sabia que sua imediata obrigação era o sonho. Por volta da meia-noite, despertou-o o grito inconsolável de um pássaro. Rastros de pés descalços, alguns figos e um cântaro advertiram-no de que os homens da região haviam espiado respeitosos seu sonho e solicitavam-lhe o cuidado ou temiam-lhe a mágica. Sentiu o frio do medo e na muralha dilapidada buscou um nicho sepulcral e se tapou com folhas desconhecidas.

7.1.10

Aforismo 00019  

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Não lute contra monstros,
para que não se torne um,

e se você olha para o abismo,
o abismo também olha para você.

--tendi-Nietzsche

4.1.10

Aforismo 00018  

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Quando acontece de alguém ser visto com a frente de seu tempo, pode apostar: ele vive no presente.

—Marshall McLuhan & Timóteo Pinto



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