14.5.10

Espaço Reservado ao Ócio Amador  

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8.5.10

Nietzsche, Kant & Sinatra - Sobre a existência  

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"Fazer é ser"
"Ser é fazer."
"[cantarolando]"

4.5.10

Milagre!  

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Tudo é milagre.
É um milagre que uma pessoa nao se dissolva
no banho como um cubo de açucar.

Pablo Picasso













 

28.4.10

Pensar por imagens, a arte que perdemos.  

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Como Kant disse,  
coisa-em-si é não-coisa


Transcende a coisidade  
e vai além de tudo o que poderia ser pensado. 


As melhores coisas não podem ser ditas  
pois transcendem o nosso pensamento.



20.4.10

Neil Gaiman - Snow, Glass, Apples  

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I do not know what manner of thing she is. None of us do. She killed her mother in the birthing, but that’s never enough to account for it.

They call me wise, but I am far from wise, for all that I foresaw fragments of it, frozen moments caught in pools of water or in the cold glass of my mirror. If I were wise I would not have tried to change what I saw. If I were wise I would have killed myself before ever I encountered her, before ever I caught him.

14.4.10

ZEN  

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"Uma coisa legal do "Zen" é que, oras, qual outro metaparadigma se perpetua por anedotas (koans)? 
E ainda por cima nem precisa apelar pro sagrado nem para o dogmático!

Esses simples contos, em sua simplicidade, é tipo a porra de uma gota d'água contendo o oceano!
Manjou a gota, manjou o oceano!"


Osho &Timóteo Pinto

8.4.10

Neil Gaiman - Nicholas era...  

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...mais velho que o pecado e sua barba não podia ficar mais branca. Ele queria morrer.

Os anões nativos das cavernas do Ártico não falavam sua língua, mas chilreavam na deles e realizavam rituais incompreensíveis quando não estavam trabalhando nas fábricas.

Uma vez por ano, forçavam-no, aos prantos e sob protestos, pela Noite Sem Fim. Durante a jornada permaneceria ao lado de cada criança do mundo, deixando um dos presentes invisíveis dos anões ao pé da cama.

As crianças dormiam, congeladas no tempo.

Ele invejava Prometeu, Loki, Sísifo e Judas. Seu castigo era mais sombrio.

Ho.
Ho.
Ho.
 

Retirado do livro "Fumaça e Espelhos: contos e ilusões"



6.4.10

Um pouco dos "...Limbos do Pacífico"  

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"A alma só começa a ter um conteúdo assinalável  
para além da cortina de pele que separa o dentro do fora.
E ela se enriquece infinttamente à medida que se anexa
aos círculos mais amplos em torno do ponto eu."


"Existir significa estár fora.
O que não existe insiste.
Insiste para existir. 

Ex-sistere."


"O que mais o repugnava não era tanto a brutalidade,
o ódio e a ganância que estes homens civilizados e 
altamente honoráveis demonstravamcom inocente tranquilidade. 
Ficava sempre a possibilidade de imaginar outros homens que, 
no lugar destes, fossem amáveis, indulgentes e generosos. 
Para Robison o mal era bem mais profundo. 
No seu íntimo, reconhecia-o na irremediável relatividade 
dos fins que via a todos perseguir febrilmente. 
Pois o que todos tinham como objetivos 
era tal aquisição, tal riqueza, tal aquisição. 
mas porque esta aquisição, esta riqueza, esta satisfação? 
Por que vives tu?"


27.3.10

Nietzsche - As Borboletas e as Bolhas de Sabão  

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"Creio que aqueles que mais entendem
de felicidade são as borboletas e as
bolhas de sabão...

Ver girar essas pequenas almas leves, loucas,
graciosas e que se movem é o que, de mim,
arrancam lágrimas e canções.

Eu só poderia acreditar em um Deus que
soubesse dançar.
 
E quando vi meu demônio, pareceu-me sério,
grave, profundo, solene.

Era o espírito da gravidade. Ele é que faz cair
todas as coisas.

Não é com ira, mas com riso que se mata.
 
Coragem!

Vamos matar o espírito da gravidade!

Eu aprendi a andar.  
 
Desde então, passei por mim a correr.
 
Eu aprendi a voar.

Desde então, não quero que me empurrem
para mudar de lugar.

Agora sou leve, agora vôo, agora vejo por baixo
de mim mesmo, agora um Deus dança em mim!"

Friedrich "Bigode" Nietzsche
 
 
 

25.3.10

Medo do Medo do Medo.  

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Provisoriamente 
não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo,
que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo,
nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,

cantaremos o medo dos ditadores, 
o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte 
e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo.
E sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.

Carlos Drummond de Andrade

24.3.10

A sexualidade entre o Sol e Lua  

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http://inspiringnews.files.wordpress.com/2009/01/sun-moon-eclipse2.jpg
  

Mesmo depois de tanto tempo o Sol nunca pede da Lua gratidão.
Pois olha o que acontece com um amor desses,
ilumina o céu todo!


23.3.10

Coyote  

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"A gente não sente amor ou desejo pelas pessoas. 
A gente sente amor e desejo é nas pessoas. 
Quando o desejo e o amor acontecem pelas pessoas, eles acabam logo."


17.3.10

fëng  

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14.3.10

Toda noite dormimos...  

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Toda noite
dormimos
com tudo aquilo que nos marca.

O que
vemos,
tateamos,
cheiramos,
escutamos e degustamos.
Com ou sem nossa licença.
Se sabemos - dormimos.
Se não sabemos - dormimos


E se não dormimos?...




Abel Luiz

8.3.10

Koan do Moranguinho  

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Um viajante, passando por uma estrada rente a um precipício, é surpreendido por um tigre grande, mau, feroz e faminto.


O f*****odido deita no chão e agarra meia dúzia de raízes expostas d'alguma vinha. Se pendurando no tal precipício. O tigre o espreita (e baba) a poucos centímetros de sua cabeça. Tremendo, o homem olha para baixo e vê: nenhum fundo! Apenas as raízes o impede de virar panqueca ou comida-de-tigre.


Até que subtamente, alguma coisa se move na terra à volta da tal raíz:
"Putz," pensou "a raíz ta cedendo!!".

Porém, quando tudo parecia estar perdido:
seus olhos percebem um belo morango vicejando.
Segurando-se com uma mão, ele pegou o morango com a outra e o comeu.

Que delícia! ele disse.

27.2.10

aaaaaaaaaaaaaa  

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a
a
aaaaa
a
a

19.2.10

Que Tal Novos Cliches?!  

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18.2.10

O Cão de Pavlov e O Gato de Schrödinger  

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      por Papa Duubhglas Juarezzz

( I )

Pééé!

Esse era o som da campainha. É, eu sei… Uma grande bosta, mas com o tempo você se acostuma. E depois de um tempo, você até sente falta quando viaja.

Mas, quando se é um cachorro, você não viaja muito. E se você é um cachorro inteligente que assiste tv, você descobre que em algumas viagens, os cachorros não voltam. Mas isso não impede de você abanar a porra do rabo toda vez que vê o dono balançar a chave do carro.

Se você é um cachorro inteligente de verdade, você não vê tv.

Eu sou um cachorro de 1931.

Não precisa ser inteligente de verdade pra saber que em 1931 não existia tv, mas se você é inteligente de verdade, você não está nem aí pra isso; aliás, você está lendo um texto escrito por um cachorro!

17.2.10

Salvador Dali - Alice no Pais das Maravilhas  

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http://www.lockportstreetgallery.com/Dalis/AinW/AinW1-A.jpg 


14.2.10

William S. Burroughs - The Man Who Taught His Asshole To Talk  

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Did I ever tell you about the man who taught his asshole to talk? His whole abdomen would move up and down, you dig, farting out the words. It was unlike anything I ever heard.

This ass talk had sort of a gut frequency. It hit you right down there like you gotta go. You know when the old colon gives you the elbow and it feels sorta cold inside, and you know all you have to do is turn loose?

Well this talking hit you right down there, a bubbly, thick stagnant sound, a sound you could smell.

This man worked for a carnival, you dig, and to start with it was like a novelty ventriloquist act. Real funny, too, at first. He had a number he called The Better ‘Ole that was a scream, I tell you. I forget most of it but it was clever. Like:

‘Oh I say, are you still down there, old thing?’

‘Nah I had to go relieve myself.’

After a while the ass start talking on its own. He would go in without anything prepared and his ass would ad-lib and toss the gags back at him every time.

Then it developed sort of teeth-like little raspy in-curving hooks and started eating. He thought this was cute at first and built an act around it, but the asshole would eat its way through his pants and start talking on the street, shouting out it wanted equal rights.

It would get drunk, too, and have crying jags. Nobody loved it and it wanted to be kissed same as any other mouth.

Finally it talked all the time day and night, you could hear him for blocks screaming at it to shut up, and beating it with his fist, and sticking candles up it, but nothing did any good and the asshole said to him:

‘It’s you who will shut up in the end not me. Because we don’t need you around here any more. I can talk and eat and shit.’

After that he began waking up in the morning with a transparent jelly like a tadpole’s tail all over his mouth. This jelly was what the scientists call UDT — un-differentiated tissue, which can grow into any kind of flesh on the human body.

He would tear it off his mouth and the pieces would stick to his hands like burning gasoline jelly and grow there, grow anywhere on him a glob of it fell.

So finally his mouth sealed over, and the whole head would have amputated spontaneous — (did you know there is a condition occurs in parts of Africa and only among Negroes where the little toe amputates spontaneously?) except for the eyes, you dig?


That’s one thing the asshole couldn’t do was see. It needed the eyes. But nerve connections were blocked and infiltrated and atrophied so the brain couldn’t give orders any more. It was trapped in the skull, sealed off.

For a while you could see the silent, helpless suffering of the brain behind the eyes, then finally the brain must have died, because the eyes went out, and there was no more feeling in them than a crab’s eyes on the end of a stalk.’

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