12.5.10
0 x23 comentários


"Os problemas dela eram de um cunho sexual?"
"Os problemas de todas as pessoas na nossa sociedade são de natureza sexual"


8.5.10

Nietzsche, Kant & Sinatra - Sobre a existência  

0 x23 comentários

"Fazer é ser"
"Ser é fazer."
"[cantarolando]"

4.5.10

Milagre!  

1 x23 comentários











Tudo é milagre.
É um milagre que uma pessoa nao se dissolva
no banho como um cubo de açucar.

Pablo Picasso













 

2.5.10

Cê não é novo demais pra tá tão cansado?!  

0 x23 comentários

too young too tired

12.4.10

Aforismo 00024  

0 x23 comentários



"As Religiões de um modo geral estão para a Espiritualidade assim como a Pornografia está para o Sexo."

Grant Morrison




3.3.10

deLEuzes 00002  

4 x23 comentários





A questão fundamental de nosso paradígma político ainda é a mesma que merda que Spinoza viu tão bem (e que Wilhelm Reich redescobriu): Por que diabos lutamos por nossa "servitude" com tanta vontade como se fosse a nossa salvação?!

24.2.10

Aforismo 00022  

0 x23 comentários


Qualquer coisa material que você desejar não passa de um símbolo; o desejo não pertence a coisa em si; Mas porque ela, ao mesmo tempo, contém e contenta algo de seus espíritos naquele momento.

Mark Twain & Timóteo Pinto

17.12.09

Isaac Asimov – A Última Pergunta  

0 x23 comentários

exelente conto retirado daqui.


ReachForTheStarsA última pergunta foi feita pela primeira vez, meio que de brincadeira, no dia 21 de maio de 2061, quando a humanidade dava seus primeiros passos em direção à luz. A questão nasceu como resultado de uma aposta de cinco dólares movida a álcool, e aconteceu da seguinte forma…

Alexander Adell e Bertram Lupov eram dois dos fiéis assistentes de Multivac. Eles conheciam melhor do que qualquer outro ser humano o que se passava por trás das milhas e milhas da carcaça luminosa, fria e ruidosa daquele gigantesco computador. Ainda assim, os dois homens tinham apenas uma vaga noção do plano geral de circuitos que há muito haviam crescido além do ponto em que um humano solitário poderia sequer tentar entender.

Multivac ajustava-se e corrigia-se sozinho. E assim tinha de ser, pois nenhum ser humano poderia fazê-lo com velocidade suficiente, e tampouco da forma adequada. Deste modo, Adell e Lupov operavam o gigante apenas sutil e superficialmente, mas, ainda assim, tão bem quanto era humanamente possível. Eles o alimentavam com novos dados, ajustavam as perguntas de acordo com as necessidades do sistema e traduziam as respostas que lhes eram fornecidas. Os dois, assim como seus colegas, certamente tinham todo o direito de compartilhar da glória que era Multivac.

Por décadas, Multivac ajudou a projetar as naves e enredar as trajetórias que permitiram ao homem chegar à Lua, Marte e Vênus, mas para além destes planetas, os parcos recursos da Terra não foram capazes de sustentar a exploração. Fazia-se necessária uma quantidade de energia grande demais para as longas viagens. A Terra explorava suas reservas de carvão e urânio com eficiência crescente, mas havia um limite para a quantidade de ambos.

No entanto, lentamente Multivac acumulou conhecimento suficiente para responder questões mais profundas com maior fundamentação, e em 14 de maio de 2061, o que não passava de teoria tornou-se real.

A energia do sol foi capturada, convertida e utilizada diretamente em escala planetária. Toda a Terra paralisou suas usinas de carvão e fissões de urânio, girando a alavanca que conectou o planeta inteiro a uma pequena estação, de uma milha de diâmetro, orbitando a Terra à metade da distância da Lua. O mundo passou a correr através de feixes invisíveis de energia solar.

Sete dias não foram o suficiente para diminuir a glória do feito e Adell e Lupov finalmente conseguiram escapar das funções públicas e encontrar-se em segredo onde ninguém pensaria em procurá-los, nas câmaras desertas subterrâneas onde se encontravam as porções do esplendoroso corpo enterrado de Multivac. Subutilizado, descansando e processando informações com estalos preguiçosos, Multivac também havia recebido férias, e os dois apreciavam isso. A princípio, eles não tinham a intenção de incomodá-lo.

Haviam trazido uma garrafa consigo e a única preocupação de ambos era relaxar na companhia do outro e da bebida.

“É incrível quando você pára pra pensar…,” disse Adell. Seu rosto largo guardava as linhas da idade e ele agitava o seu drink vagarosamente, enquanto observava os cubos de gelo nadando desengonçados. “Toda a energia que for necessária, de graça, completamente de graça! Energia suficiente, se nós quiséssemos, para derreter toda a Terra em uma grande gota de ferro líquido, e ainda assim não sentiríamos falta da energia utilizada no processo. Toda a energia que nós poderíamos um dia precisar, para sempre e eternamente.”

Lupov movimentou a cabeça para os lados. Ele costumava fazer isso quando queria contrariar, e agora ele queria, em parte porque havia tido de carregar o gelo e os utensílios. “Eternamente não,” ele disse.

“Ah, diabos, quase eternamente. Até o sol se apagar, Bert.”

“Isso não é eternamente.”

“Está bem. Bilhões e bilhões de anos. Dez bilhões, talvez. Está satisfeito?”

Lupov passou os dedos por entre seus finos fios de cabelo como que para se assegurar de que o problema ainda não estava acabado e tomou um gole gentil da sua bebida.

“Dez bilhões de anos não é a eternidade”

“Bom, vai durar pelo nosso tempo, não vai?”

“O carvão e o urânio também iriam.”

“Está certo, mas agora nós podemos ligar cada nave individual na Estação Solar, e elas podem ir a Plutão e voltar um milhão de vezes sem nunca nos preocuparmos com o combustível. Você não conseguiria fazer isso com carvão e urânio. Se não acredita em mim, pergunte ao Multivac.”

“Não preciso perguntar a Multivac. Eu sei disso.”

“Então trate de parar de diminuir o que Multivac fez por nós,” disse Adell nervosamente, “Ele fez tudo certo”.

“E quem disse que não fez? O que estou dizendo é que o sol não vai durar para sempre. Isso é tudo que estou dizendo. Nós estamos seguros por dez bilhões de anos, mas e depois?” Lupov apontou um dedo levemente trêmulo para o companheiro. “E não venha me dizer que nós iremos trocar de sol.

8.11.09

Rabia al-Adawiyya  

0 x23 comentários


Um dia, Rabia al-Adawiyya estava correndo pela cidade com um balde d'água numa mao e uma tocha na outra. Quando perguntaram a ela o que ela estava fazendo, ela disse "Eu quero apagar o fogo dos inferno e queimar as recompensas do paraíso. Essas coisas bloqueiam o caminho para Deus. Eu nao quero adorar Deus por medo de punições ou pelas recompensas do paraíso, mas simplesmente por amor a Deus."

27.10.09

Minhas Prioridades  

0 x23 comentários

Eu estou escolhendo essas coisas como minhas prioridades
tanto escolhi essas coisas quanto escolhi faze-las
quanto escolhi não fazer outra.
Mesmo que apenas tenha olhado para um lado
e escolhido aleatoriamente
eu escolhi me abster de uma escolha ativa.
E isso também é uma escolha.
Não importa se são escolhas confortáveis ou não.
Não importa se são escolhas úteis ou não.
Não importa se são escolhas com buracos ou não.
Vou executa-las até acabar;
A não ser que leas fiquem muito paradas ou
caracinza ou encham meu saco.
ai vou escolher fazer outras coisas
(ou nada, o que é outra escolha)
para fazer meu dia valer.

14.10.09

koan da xícara de chá  

0 x23 comentários

Nan-in, mestre zen da era Meiji,
recebeu um professor universitario que veio inquiri-lo sobre Zen.

Nan-in serviu chá.
Ele encheu a xícara de seu visitante mas não parou de despeijar chá.
O professor assistiu o transbordo até não se conter mais.
"Está cheio. Não cabe mais nada!"

"Assim como essa xícara," disse então Nan-in, "você está cheio de opniões e especulações. 
Como posso lhe mostrar o Zen sem antes você esvaziar sua xícara?"

13.10.09

mememememe - E se Ideias Forem Vírus?  

0 x23 comentários


"Pessoas possuem Ideias;
Ideologias possuem Pessoas."
[em construção]

Consider the T-phage virus. A T-phage cannot replicate itself; it reproduces by hijacking the DNA of a bacterium, forcing its host to make millions of copies of the phage. Similarly, an idea can parasitically infect your mind and alter your behavior, causing you to want to tell your friends about the idea, thus exposing them to the idea-virus. Any idea which does this is called a "meme" (pronounced `meem').

Unlike a virus, which is encoded in DNA molecules, a meme is nothing more than a pattern of information, one that happens to have evolved a form which induces people to repeat that pattern. Typical memes include individual slogans, ideas, catch-phrases, melodies, icons, inventions, and fashions. It may sound a bit sinister, this idea that people are hosts for mind-altering strings of symbols, but in fact this is what human culture is all about.

As a species, we have co-evolved with our memes. Imagine a group of early Homo Sapiens in the Late Pleistocene epoch. They've recently arrived with the latest high-tech hand axes and are trying to show their Homo Erectus neighbours how to make them. Those who can't get their heads around the new meme will be at a disadvantage and will be out-evolved by their smarter cousins.

Meanwhile, the memes themselves are evolving, just as in the game of "Telephone" (where a message is whispered from person to person, being slightly mis-replicated each time). Selection favors the memes which are easiest to understand, to remember, and to communicate to others. Garbled versions of a useful meme would presumably be selected out.

So, in theory at least, the ability to understand and communicate complex memes is a survival trait, and natural selection should favor those who aren't too conservative to understand new memes. Or does it? In practice, some people are going to be all too ready to commit any new meme that comes along, even if it should turn out to be deadly nonsense, like: "Jump off a cliff and the gods will make you fly."
 
Such memes do evolve, generated by crazy people, or through mis-replication. Notice, though, that this meme might have a lot of appeal. The idea of magical flight is so tantalizing -- maybe, if I truly believed, I just might leap off the cliff and...

Ai está um ponto vital: pessoas infectam umas as outras com memes  que elas  acham mais bonitinhos, independentemente de ser [consensualmente] real ou de seus objetivos. Fora que o hospedeiro pode nunca realmente correr riscos no processo; é capaz de passar o resto de sua vida infectando outras pessoas com o tal meme, induzindo incontáveis otários a um fim. Historicamente, esse tipo de coisa acontece todo o tempo. Agora, se "memes" podem ser considerados realmente "vivos" ou não é um tópico para debate, mas para nós é irrelevante: eles se comportam de forma semelhante a seres vivos, e a tal ponto que nos permite combinar as tecnicas analiticas de epidemologia, evolucionismo, imunologia, linguistica e semiotica, num sistema dinâmico conhecido como "Memética". Ao invez de debater a "verdade" inerente ou a falta dela numa ideia, a memética está mais preocupada em como essas ideias auto-replicam.

This is a vital point: people try to infect each other with those memes which they find most appealing, regardless of the memes' objective value or truth. Further, the carrier of the cliff-jumping meme might never actually take the plunge; they may spend the rest of their long lives infecting other people with the meme, inducing millions of gullible fools to leap to their deaths. Historically, this sort of thing is happening all the time.
Whether memes can be considered true "life forms" or not is a topic of some debate, but this is irrelevant: they behave in a way similar to life forms, allowing us to combine the analytical techniques of epidemiology, evolutionary science, immunology, linguistics, and semiotics, into an effective system known as "memetics." Rather than debate the inherent "truth" or lack of "truth" of an idea, memetics is largely concerned with how that idea gets itself replicated.

Memética é vital para a compreenção de cultos, ideologias e campanhas de marketing de todos os tipos. Além de ajudar a prover imunidade contra informações-contagiosas (memes) perigosas. Você deveria ter noção de que, por exemplo, você acabou de ser exposto a um Meta-Meme, um meme sobre memes...

The lexicon which follows is intended to provide a language for the analysis of memes, meme-complexes, and the social movements they spawn. O nome da pessoa que cunhou e definiu cada palavra aparece em parenteses, apesar de que algumas definições possam estar parafraseadas e alteradas.

5.10.09

MULTIDISCIPLINARY ASSOCIATION FOR PSYCHEDELIC STUDIES - kids and psychodelics  

0 x23 comentários


MULTIDISCIPLINARY ASSOCIATION FOR PSYCHEDELIC STUDIES
VOLUME XIV NUMBER 2, RITES OF PASSAGE: KIDS AND PSYCHEDELICS 2004



WE ARE LIVING IN A DEPRIVED SOCIETY, as far as spiritual rituals are concerned. We suffer from a shortage of rites of passage—or at any rate a shortage of meaningful rites of passage. It's true that we get married and we get buried, we have our baptisms and our first communions and our bar mitzvahs, but sometimes they don't seem to touch our hearts very deeply. In the worst cases, they're just episodes we go through mechanically, by rote.—Psychedelic Rites of Passage I've always done psychedelics away from civilization so I could have a deeper relationship with nature and the earth, in an uninterrupted manner. I wanted to help him reconnect to the earth as his mother and to the incredible power and beauty of the animals, birds and plants. We'd had family camp-outs before, but this was the first time that we ever camped out alone. We went to the Steens Mountains in Southern Oregon. I felt at the time that it was the best experience I'd ever had with another person, let alone my son. There wasn't a bit of tension.—A Mother and Son Peyote Ritual
Raising children to have a healthy spiritual attitude about entheogens in a hostile Drug War climate is challenging, but I think a few general conclusions can be drawn from our experience. As parents and caregivers, we must be aware of the example and environment we provide for our children, as they are constantly learning from the examples, good and bad, of others. If children witness a daily demonstration of devotion and reverence towards entheogens, they will recognize the spiritual nature of entheogens.—Parenting the Peyote Way
The message in school is basically, "Don't do drugs, don't do drugs, don't do drugs." Over and over again. It doesn't teach you anything about drugs. It says nothing specifically that might be good about drugs. Everything is bad. No good will come from any of it. And I wonder why they lie about this? I don't know. I suppose that they just want people to believe that what they are saying is true, so that they won't do drugs. However, I agree that people shouldn't be doing drugs at my age—like 13 or 14.—Parenting in a War Zone
DanceSafe's commitment to harm reduction principles means we recognize every individual's right to choose for themselves what activities they participate in. However, there must be a balance between safety and risk when dealing with potentially harmful activities. We refrain from taking a specific policy stance on issues unless we feel that the specific issue may influence the safety and health of our patrons.—DanceSafe
Though peyote and its psychoactive constituent, mescaline, are listed as Schedule I drugs of abuse, millions of peyote "buttons" are legally distributed and consumed across the United States each year by the 300,000 members of the NAC [Native American Church of the Morning Star]. The NAC, in fact, is the largest single denomination amongst Native Americans.—American Indian Religious Freedom
SSDP believes it is imperative that all students receive a comprehensive drug education. The vast majority of current drug education programs—those espousing "Just Say No" solutions to the problems of youth drug abuse—have failed. We need drug education programs that use a harm reduction model instead of zero tolerance reinforcements of the prohibitionist mind set.—Students for Sensible Drug Policy
In a nutshell, kids were repeatedly told that all illegal drugs are equally bad, and use inevitably leads to abuse and addiction. That message "took" until savvy teens figured out that drugs are vastly different from one another in terms of effects and risks; that the vast majority of users do not progress to increasingly harder drugs or become addicted; and that many legal drugs are far more toxic than illegal drugs. With this knowledge, and the realization that they'd been duped, many teenagers became cynical about any drug information coming from adults, no matter how well-meaning the source. This scared me.—The Safety First Approach to Teens and Drugs
For many, it is now a given that DARE not only fails to prevent kids from using drugs but may actually increase such use... The potentially negative "boomerang effects" of the DARE program have been exposed by many researchers... Questions have been raised related to DARE's dominance of the educational market, its profit motives, apparent programmatic reinvention, and the potential (yet ancillary) benefits of having an officer on the school site during these insecure times. Deft public relations have so far allowed DARE to continue despite these debates.—Drug Education and a Resilient (Re)action
Unitarian Universalism is a religion as old as our nation. Grounded in the inherent worth and dignity of every person, we are often in the vanguard on cutting-edge social justice issues. In June 2002, the General Assembly of the Unitarian Universalist Association (UUA) passed a drug policy Statement of Conscience, advocating that marijuana should be legalized (like alcohol) and that all other drugs should be decriminalized and regulated by prescription.—Unitarians Develop Cutting-Edge Drug Education
IN 2002 the U.S. Supreme Court decided an important case (Board of Education v. Earls) opening the doors to much wider drug testing of America's public school students...Under the ruling, America's teenage students are treated like suspects. If a student seeks to participate in after-school activities his or her urine can be taken and tested for any reason, or for no reason at all. Gone are any requirements for individualized suspicion. Trust and respect have been replaced with a generalized distrust, an accusatory authoritarian demand that students prove their "innocence" at the whim of the schoolmaster...The Court's ruling turns logic on its head, giving the insides of students' bodies less protection than the insides of their backpacks, the contents of their bodily fluids less protection than the contents of their telephone calls. The decision elevates the myopic hysteria of a preposterous "zero-tolerance" Drug War, over basic values such as respect and dignity for our nation's young people.—Dangerous Lessons: Urine Testing in Public Schools
The Huichol believe that the best time to learn how to use peyote is during early childhood. Children should have reached "the age of understanding" so they can verbally articulate their experience. Rather than fix a chronological age for initiation, the maturity, interest, and personal circumstances of each child are individually considered. The Huichol find that pre-pubescent children can integrate a peyote initiation better than an adult whose mind is already rigid, or an adolescent going through the confusion of role transition and sexual maturation.—Psychedelic Family Values

23.9.09

Os Puladores  

0 x23 comentários

tradução da sara dum conto surreal:

A pulga, o gafanhoto e o bonito certa feita quiseram ver qual deles podia pular mais alto, e então eles convidaram o mundo inteiro – e qualquer outra pessoa que quisesse vir – para assistir a brincadeira. E os três puladores apropriados entraram juntos no salão.
“Bem, eu darei a minha filha para aquele que pular mais alto!”, disse o rei. “Porque é de pouco consolo que essas pessoas pulem por nada!”
A pulga deu um passo à frente primeiro. Ela tinha maneiras requintadas e se inclinou para todos os lados, porque sangue de solteirona corria nas suas veias e ela estava acostumada a se associar às pessoas. E isso, no fim das contas, significa um bocado.
O gafanhoto veio em seguida. Ele, é claro, era consideravelmente maior, mas ainda assim ele tinha modos razoavelmente bons. Ele estava vestindo um uniforme verde, com o qual havia nascido vestido. Além disso, esta pessoa ilustre disse que vinha de uma família antiga nas paragens do Egito, e que em sua terra natal tinham-no em muito alta estima. Ele havia sido tirado do campo e colocado numa casa de cartas de três andares – todas cartas com rostos, com os lados coloridos virados para dentro. A casa tinha tanto porta quanto janelas que haviam sido cortadas da cintura da Rainha de Copas.
“Eu canto tão bem”, ele disse, “que dezesseis grilos da região, que trinam desde que são pequeninos e ainda não receberam uma casa de cartas, ficaram tão contrariados que se tornaram ainda mais magros depois de me ouvir cantar.”
Ambos – a pulga e o gafanhoto – deram, assim, uma boa descrição de quem eram e de porque achavam que eles podiam mesmo casar com uma princesa.
O bonito nada disse, mas foi dito que ele se achava ainda mais; e o cão de caça da corte cheirou somente ele porque reconheceu que o bonito vinha de uma boa família. O velho conselheiro, que já tinha recebido três ordens pra calar a boca, sustentava que o bonito tinha o dom da profecia: podia-se dizer pelas suas costas se o inverno ia ser brando ou severo, e ninguém pode dizer isso nem com base nas costas do homem que escreve o Almanaque.
“Bem, eu não estou dizendo nada,” disse o velho rei, “mas eu sempre fui assim e guardei meus pensamentos pra mim!”
Agora o pululê ia começar. A pulga pulou tão alto que ninguém podia ve-la, e então consideraram que ela não tinha sequer pulado. E isso foi injusto.
O gafanhoto só pulou metade da altura que a pulga pulou, mas ele pousou bem na cara do rei, e então o rei disse que aquilo era revoltante!
O bonito ficou paradinho e meditou por um bom tempo. Por fim, pensaram que ele não podia pular de jeito nenhum.
“Se apenas ele não tivesse ficado indisposto!”, disse o cão de caça da corte, e depois cheirou-o novamente: SWOOOOOOOOOOOOOOOOOOSH! O bonito deu um pulo curto e vacilante direto pro colo da princesa, que estava sentada num banquinho de ouro baixo.
O rei disse “o pulo mais alto é pular para a minha filha, porque esse é o verdadeiro objetivo! Mas uma cabeça é necessária para acertar um tal alvo, e o bonito mostrou que tem uma cabeça. Ele tem pernas na sua testa!”
E assim ele ficou com a princesa.
“Apesar de tudo fui eu quem pulou mais alto!”, disse a pulga. “Mas não importa. Que ela tenha aquele troço de pernas-de-pau e cera! Eu pulei mais alto! Mas nesse mundo uma pessoa precisa ter um corpo se quer ser vista.”
E então a pulga foi pras guerras no estrangeiro, onde dizem que ela foi morta.
O gafanhoto sentou numa vala e ficou pensando nas coisas do mundo como elas realmente são. E então ele também disse “o que é necessário é um corpo! O que é necessário é um corpo!”
E então ele cantou sua própria canção melancólica, e foi daí que nós tiramos essa história. Mas podia muito bem ser uma mentira, mesmo que tenha aparecido impressa.
.
.
(tradução livre de The Jumpers, do Hans Andersen)
(note-se que esse conto é Larista e Discordiano e Peixuxiano! \ö/ viva os bonitos e os atuns, principalmente!)

11.9.09

Against intellectual property  

0 x23 comentários

There is a strong case for opposing intellectual property. Among other things, it often retards innovation and exploits Third World peoples. Most of the usual arguments for intellectual property do not hold up under scrutiny. In particular, the metaphor of the marketplace of ideas provides no justification for ownership of ideas. The alternative to intellectual property is that intellectual products not be owned, as in the case of everyday language. Strategies against intellectual property include civil disobedience, promotion of non-owned information, and fostering of a more cooperative society.

13.8.09

O Trabalho é o exato oposto de Criação, que é um Jogo.  

3 x23 comentários


Eu só fui capaz de ver alguma coisa de valor no mundo quando parei de ser um sério membro da sociedade e me tornei: eu mesmo. Estado e nação, não passam de uma grande agregação de indivíduos que repetem os erros de seus antecessores. Eles foram pegos na Roda desde o nascimento e ali ficarão até a morte – e eles tentaram dar sentido a seus pêndulos de frustração e ansiedade chamando-os de “vida”.

Se pedíssemos a qualquer um que explicasse ou definisse Vida, teríamos uma resposta em branco. "Vida" é o que filósofos tratam em livros que ninguém lê. Aqueles bem no meio dessa vida, “que se encaixam bem num arreio”, nem tem tempo para questões tão indolentes. “Você tem que comer não é?” Essa resposta, uma improvisação manjada, se não uma merda completa, é uma completa merda para alguém que sabe o que significa; é uma pista para todas as questões que bebem dalguma fonte euclidiana.

A partir de algumas leituras percebi que os homens que melhor vivem a vida, que moldam a vida, que são a própria vida, comiam pouco, dormiam pouco e possuíam pouco ou nada. Eles não têm nenhuma ilusão sobre o dever, de perpetuação de sua espécie ou de preservação do Estado.
Eles são interessado na verdade e somente a verdade. E reconhecem apenas um tipo de atividade, a criação. Ninguém poderia mandá-lo servir, porque lhes era de próprio agradado dar tudo. E davam sem cobrar nada em troca, porque essa é única forma de dar de verdade.
Isso é vida, não o simulacro que pessoas a minha volta veneram. Essa é a vida com que concordo: ela me faz sentido. ”


traduzido e adaptado por Timóteo Pinto

13.7.09

running on emptiness the failure of symbolic thought  

0 x23 comentários

by John Zerzan
hypertexture=dimitri
"If we do not 'come to our senses' soon, we will have permanently forfeited the chance of constructing any meaningful alternatives to the pseudo-existence which passes for life in our current 'Civilization of the Image.'" David Howes

13.5.09

ANAGRAMMA: GAHINNEVERAHTUNIN ZEHGESSURKLACH ZUNNUS.  

0 x23 comentários

"O caminho da realidade não leva ao futuro, mas além do tempo e do espaço. Quando se compreende e realiza isso, dualidades ganham uma perspectiva diferente.
Vida e Morte, tempo e espaço não cessam de existir, mas a existência em sí se torna uma miragem." J G Bennett

14.4.09

Reclaim Your Mind, by Terence Mckenna  

3 x23 comentários


Catalisadores para dizer o que nunca antes foi dito, para ver o que nunca foi visto.
Para desenhar, pintar, esculpir, dançar e agir de um modo nunca feito antes.
Para impulsionar a criatividade e a linguagem.
E o que realmente importa é a presença da experiência pessoal.
O que pode parecer frescura, mas simplesmente significa que devemos parar de consumir nossa cultura.

Nós temos que criar cultura.

Não Veja TV, não leia revistas, nem mesmo ouça rádio.
Crie o seu próprio “roadshow”.
Onde você está agora é o setor mais imediato do seu universo.
E se você está preocupado com Big Brother, com a Maísa ou qualquer outro ícone do momento, você está sem poder nenhum.
Você está cedendo a ícones.
Ícones que são mantidos pela mídia, e assim você quer se vestir como X ou ter os lábios da Y [esse tipo de pensamento é merda pura].
Essa é a cultura da distração.

E o que é real é você e seus amigos, seus insights, seus high’s, seus orgasmos, suas esperanças, seus planos, e seus medos.

E nos dizem NÃO.

Não somos importantes, somos secundários. Consiga um diploma, um emprego, compre isso, compre aquilo! E aí você é só mais um jogador.

E você nem mesmo quer jogar o jogo.

Você quer sua mente de volta, tirar ela das garras dos engenheiros culturais que estão transformando você num caracinza que consume todo esse lixo que está sendo produzido de um mundo que morre pouco a pouco.

Tradução livre feita por rev. S

[trecho de uma palestra, e com meu conhecimento em Terence Mckenna diria q os catalisadores citados logo no inicio são os psicotrópicos que ele tanto exalta^^]

[[+]] texto original
[[+]] áudio

8.4.09

Ácido!  

0 x23 comentários

"Ácido não é para qualquer cérebro - somente os saudáveis, felizes, interessantes, bem-humorados, sagazes, integrados deveriam procurar essas experiências. E Esse elitismo é totalmente auto-determinado.

A não ser que você seja auto-confidente, auto-consciente, auto-seleto, por favor abstenha-se."
St. T. Leary


la rosa (jaden) - LSD fuego

Related Posts with Thumbnails