11.2.10

Xamanísmo na Prática 00007 - Ervas Medicinais 1/3  

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Ervas Medicinais

Todas as indicações são preventivas e agem como terapia de ajuda, sempre em casos de doenças graves tem que as ter o acompanhamento médico, mas na hora de dor de barriga é bom sabermos quais as nossas alternativas.

A Mãe Natureza proporciona ao homem uma infinidade de plantas com valores medicinais. A flora brasileira constitui uma fonte inesgotável de saúde e nossos ancestrais sempre souberam se aproveitar desta riqueza, pois o uso das plantas medicinais existe desde o início dos tempos.

No princípio existia apenas o conhecimento empírico. Hoje, porém, muitas pesquisas científicas comprovam as propriedades medicinais de várias plantas, comprovando (ou não) o uso popular destas plantas. É importante ressaltar que, ao contrário do que muitos imaginam, algumas plantas fazem mal à saúde e por isso não devemos fazer uso indiscriminado desta terapia. Sempre que possível, procure orientação de profissionais da área e não tome qualquer tipo de chá encontrado no mato, pois algumas espécies são muito parecidas e você pode usar uma espécie perigosa por engano.

Preparo:
Os chás podem ser preparados por infusão ou cocção:



- Infusão: Consiste em se despejar água fervente sobre a planta e depois abafar por uns 15 minutos. Este processo é utilizado para flores, folhas e também para ervas aromáticas, pois se as fervermos as essências poderão volatilizar (perder-se pela ação do calor), causando a perda de sabor e poder medicinal do chá.
- Cocção: Consiste em se cozinhar a planta. Este processo deve ser restrito a raízes, cascas e sementes e a fervura pode variar de 3 a 15 minutos.

Dosagem:
A quantidade normalmente indicada é de 20 gramas de erva por litro de água ou uma colher de chá por xícara, mas esta dosagem pode variar dependendo da planta.

Posologia:
Pode-se tomar várias xícaras do chá por dia, de preferência longe das refeições, a não ser que o uso do chá seja exatamente para estimular funções digestivas.

Adoçantes:
Os chás geralmente não precisam ser adoçados. Em alguns casos, porém, pode-se usar o mel quando se quiser aproveitar suas propriedades medicinais (gripes, tosses, etc), mas só devemos adoçar depois de coado, quando o chá já estiver morno, nunca antes, pois o calor destrói o poder medicinal do mel.

Prazo de validade:
Nunca use um chá mais de 24 horas depois de preparado, pois ele entra em processo de fermentação (mesmo mantido em geladeira). Prepare a quantidade suficiente para um dia apenas.

Tempo de uso:
Recomenda-se não usar o mesmo chá por tempo prolongado, pois o nosso organismo responde cada vez menos ao tratamento. Use por um período de 30 dias e troque por outro tipo de chá, retomando o seu uso após algum tempo.

Utensílios:
Evite usar utensílios de metal para fazer os chás.
Embora não o notemos, eles podem causar alterações no efeito e sabor do chá. O ideal é usar recipientes de vidro, barro, louça ou esmalte.

Outros usos:
Os chás, além de tomados, podem ser usados na forma de compressas, banhos, gargarejos, inalações e lavagens.
- Compressas: Compressas de chá quente aliviam dores inflamatórias e facilitam a resolução destas inflamações. Neste caso usam-se chás com propriedades antiinflamatórias.
- Banhos: São os banhos de imersão. A água deve estar morna e o banho deve durar uns 20 minutos. O banho pode ser repetido três vezes por semana durante um mês. Após este período mudar a erva utilizada.
- Gargarejos: São recomendados para atuar na cavidade bucal e na garganta. Pode-se colocar sal de cozinha depois de coado, pois este é antiinflamatório e anti-séptico.
- Inalações: Específico para as vias respiratórias. Ferver o chá e colocar um funil de papelão invertido sobre  recipiente, inalando o vapor.
- Lavagens: Normalmente intestinais e vaginais (corrimento). 


 [continua]


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  • 2/11/10 23:17  

    1-ALECRIM (Rosmarinus officinalis L)
    2-ALCANFOR (Artemisia camphorata)
    3-ALFAVACA (Ocimum basilicum L)
    4-AMORA (Morus alba L)
    5-AMOR CRESCIDO(Portulaca pilosa L.)
    6-AQUILÉIA/ Mil folhas (Achillea millefolium)
    7-ARRUDA (Ruta graveolens L)
    8-ARTEMISIA(Artemisia vulgaris L)
    9-AVELÓS -(Euphorbia tirucalli)
    10-BÁLSAMO (Sedum dendroideum)
    11-CANA DO BREJO -(Costus spicatus)
    12-CAPIM SANTO (Cimbopogon Citratus)
    13-CAPUCHINHA(flor vermelha, amarela e laranja)- (Tropaeolum majus L)
    14-CAVALINHA (Equisetum arvense L)
    15-CARQUEJA (Baccharis trimera )
    16CITRONELA (Cymbopogon nardus (L)
    17-CONFREI (Symphytum officinale L)
    18-DENTE DE LEÃO (Taraxacum officinale Weber)
    19-ERVA CIDREIRA -(Lipia alba)
    20-FOLHA SANTA (Kalanchoe brasiliensis)
    21-LOSNA ou ABSINTO (Artemisia absinthium L)
    22-MANJERICÃO (Ocimum basilicum)
    23-MIRRA ou Incenso (Commiphora myrrha)
    24-NOVALGINA/ANADOR /MELHORAL (Justicia pectoralis)
    25-POEJO(Mentha pulegium L)
    26-ROMÃ (Punica granatum L.)
    27-TERRAMICINA/DORIL (Alternanthera brasiliana L.)
    28-Vedélia (Wedelia paludosa.)



    Mari SANTOS
    http://sites.google.com/site/plantasmedicinaisdaamazonia

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