24.5.10

Salve Éris! ou "Isso é tudo pessoal"  

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uhuw!


domingo foi um dia especial. domingo foi dia 23 do 5.
o mais erístico do calendário gregoriano.

bem, eu tive a minha comemoração  ; ]

agora, no virtual, nada mais eristico (ou não) 
do que por fim nesta joça.

...

fim!



14.5.10

Espaço Reservado ao Ócio Amador  

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12.5.10
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"Os problemas dela eram de um cunho sexual?"
"Os problemas de todas as pessoas na nossa sociedade são de natureza sexual"


10.5.10

Aforismo 00025  

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"Não seria a própria imprensa um órgão de censura de posições contrárias aos interesses de seus mecenas?"

8.5.10

Nietzsche, Kant & Sinatra - Sobre a existência  

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"Fazer é ser"
"Ser é fazer."
"[cantarolando]"

4.5.10

Milagre!  

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Tudo é milagre.
É um milagre que uma pessoa nao se dissolva
no banho como um cubo de açucar.

Pablo Picasso













 

2.5.10

Cê não é novo demais pra tá tão cansado?!  

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too young too tired

30.4.10

Futebol Errante (no centro da cidade)  

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28.4.10

Pensar por imagens, a arte que perdemos.  

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Como Kant disse,  
coisa-em-si é não-coisa


Transcende a coisidade  
e vai além de tudo o que poderia ser pensado. 


As melhores coisas não podem ser ditas  
pois transcendem o nosso pensamento.



26.4.10

Kubrick - "If life is so purposeless, do you feel that it's worth living?"  

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24.4.10

O Tao da Dança  

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Em um pequeno vilarejo, um norte americano visita um mestre zen 
em busca de entender o que diabos é essa budega de zen.
E o gringo diz:

"Assistimos um bom número de seus eventos 
e vimos alguns de seus monastérios. 
Mas ainda não faço a mínima
da sua ideologia, sua teologia". 
O mestre faz uma pausa, sequela, 
e então balança levemente a cabeça.  
"Penso que não temos ideologia, nem teologia.  
A gente dança."

Josef Campbel e Timóteo Pinto


22.4.10

A Verdade Sobre a Água  

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Por Rev. Albert

Eu tuitaria, mas se eu tentasse resumir em 140 caracteres diriam que sou doente. Então eu criei um blog aqui somente pra te convencer que água é uma droga. Sinto-me perdendo tempo, mas não importa mais. Não agora. Enumerarei meus argumentos e de antemão lamento [ou não] que esta redação possa ser interpretada como uma apologia às drogas. Porém, já escancaro [de cara] que não vou me preocupar com esta questão (e muito menos deixar de escrever), porque a mim é claro que a interpretação de um texto não é responsabilidade do autor, mas do leitor. Em suma, não fazer merda depois de ler esse texto é um problema exclusivamente teu.

Aproveitando a forma [que considero] franca como comecei, antes de mais nada penso que seja conveniente partirmos de definições precisas de droga e entorpecente. Eu escolhi usar estas, do Houaiss:

droga: qualquer produto alucinógeno (ácido lisérgico, heroína etc.) que leve à dependência química e, p.ext., qualquer substância ou produto tóxico (fumo, álcool etc.) de uso excessivo; entorpecente.

entorpecente: que ou o que age no sistema nervoso central, provocando estado de entorpecimento, de embriaguez, e que, mesmo tolerável em doses altas pelo organismo, freq. causa dependência e progressivos danos físicos e/ou psíquicos (diz-se de droga, medicamento ou outra substância); estupefaciente.

Se discordas dessas definições, leitor teimoso e irritante, não percas tu tempo lendo o resto de meu texto ou comentando pois meu blog é uma autocracia e não vou alterá-las; recomendo-te que escrevas uma carta endereçada ao Polipadre Timóteo Pinto (Rua Cinco, 23 — Omarlópolis, Maldoislândia — Planeta Éris) que ele adorará discutir contigo. Obrigado pela compreensão. Aos idiotas de mente fraca que aceitam tudo que falo, agora exponho os meus argumentos, em cinco partes:
Água é um produto alucinógeno

É fato comprovado estatisticamente que quem ingere água tem alucinações. De fato, todos que já ingeriram água fantasiam um mundo nonsense cheio de pessoas malucas, acontecimentos estranhos e posts absurdos em blogs de reverendos inexistentes.

As alucinações são fortes a ponto das pessoas que ingerem água terem certeza que aquilo é realidade, e inventam mesmo sua própria existência, amigos, ciência, tecnologia. Nenhuma outra droga tem um efeito tão avassalador.
Água leva à dependência química

Todos que já beberam água o fazem diariamente durante toda sua pseudoexistência. Quando um tenta parar, tem intensa crise de abstinência e morre em poucos dias. O organismo pede mais água do que qualquer outra coisa, e esta água vai tomando o corpo da pessoa, que pensa que ela faz bem. Se discordas, para de usar e depois vem discutir.
Água é uma substância tóxica de uso excessivo

As estatísticas mostram que o ser humano não foi feito pra beber água. Ela causa sérios danos ao organismo (tanto que todos que ingerem água morrem) e são conhecidos casos de pessoas que beberam água e contraíram todo tipo de doença já diagnosticada pela humanidade. Logo, é por definição um produto tóxico.

O uso excessivo já foi comentado no ponto anterior.

(Os outros dois argumentos serão omitidos para serem usados em futuras discussões, não por minha culpa, mas porque Éris ainda não me disse quais são e a minha glândula pineal não está funcionando muito bem porque tenho usado muita água.)

Reflitamos.

Quem não cheira cocaína odeia quem desperdiça sua vida cheirando cocaína pra perder o medo e se sentir mais forte.

Quem não fuma maconha odeia quem desperdiça sua vida fumando pra relaxar.

Quem não fuma odeia quem joga fora seus pulmões ao passar a vida fumando.

Quem não bebe bebidas alcoólicas odeia quem causa confusão porque precisa de álcool pra ter uma festa boa.

É fato conhecido que os piores seres da história da humanidade estiveram sob o efeito de água quando agiram das maneiras mais cruéis existentes. Alexandre O Grande, Napoleão, Adolf Hitler e Artur da Costa e Silva são alguns exemplos que mostram que a água causa danos muito piores à sociedade do que a cocaína.

Por isso, afirmo: meu caro, és um viciado como qualquer outro. Quem não toma água odeia tu, que destróis o mundo porque dependes dela pra viver.



20.4.10

Neil Gaiman - Snow, Glass, Apples  

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I do not know what manner of thing she is. None of us do. She killed her mother in the birthing, but that’s never enough to account for it.

They call me wise, but I am far from wise, for all that I foresaw fragments of it, frozen moments caught in pools of water or in the cold glass of my mirror. If I were wise I would not have tried to change what I saw. If I were wise I would have killed myself before ever I encountered her, before ever I caught him.

18.4.10

Aforismo 00025  

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"Quando você realizar o quão "perfeito" as coisas já são, 
sua cabeça irá para atrás e cê vai se cagar de rir ao céu."
Buddha

16.4.10

A BOMBA F  

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14.4.10

ZEN  

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"Uma coisa legal do "Zen" é que, oras, qual outro metaparadigma se perpetua por anedotas (koans)? 
E ainda por cima nem precisa apelar pro sagrado nem para o dogmático!

Esses simples contos, em sua simplicidade, é tipo a porra de uma gota d'água contendo o oceano!
Manjou a gota, manjou o oceano!"


Osho &Timóteo Pinto

12.4.10

Aforismo 00024  

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"As Religiões de um modo geral estão para a Espiritualidade assim como a Pornografia está para o Sexo."

Grant Morrison




8.4.10

Neil Gaiman - Nicholas era...  

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...mais velho que o pecado e sua barba não podia ficar mais branca. Ele queria morrer.

Os anões nativos das cavernas do Ártico não falavam sua língua, mas chilreavam na deles e realizavam rituais incompreensíveis quando não estavam trabalhando nas fábricas.

Uma vez por ano, forçavam-no, aos prantos e sob protestos, pela Noite Sem Fim. Durante a jornada permaneceria ao lado de cada criança do mundo, deixando um dos presentes invisíveis dos anões ao pé da cama.

As crianças dormiam, congeladas no tempo.

Ele invejava Prometeu, Loki, Sísifo e Judas. Seu castigo era mais sombrio.

Ho.
Ho.
Ho.
 

Retirado do livro "Fumaça e Espelhos: contos e ilusões"



6.4.10

Um pouco dos "...Limbos do Pacífico"  

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"A alma só começa a ter um conteúdo assinalável  
para além da cortina de pele que separa o dentro do fora.
E ela se enriquece infinttamente à medida que se anexa
aos círculos mais amplos em torno do ponto eu."


"Existir significa estár fora.
O que não existe insiste.
Insiste para existir. 

Ex-sistere."


"O que mais o repugnava não era tanto a brutalidade,
o ódio e a ganância que estes homens civilizados e 
altamente honoráveis demonstravamcom inocente tranquilidade. 
Ficava sempre a possibilidade de imaginar outros homens que, 
no lugar destes, fossem amáveis, indulgentes e generosos. 
Para Robison o mal era bem mais profundo. 
No seu íntimo, reconhecia-o na irremediável relatividade 
dos fins que via a todos perseguir febrilmente. 
Pois o que todos tinham como objetivos 
era tal aquisição, tal riqueza, tal aquisição. 
mas porque esta aquisição, esta riqueza, esta satisfação? 
Por que vives tu?"


4.4.10

Resposta ao Black ParrachianISMO  

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"Black Parrachian"

Resposta:

27.3.10

Nietzsche - As Borboletas e as Bolhas de Sabão  

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"Creio que aqueles que mais entendem
de felicidade são as borboletas e as
bolhas de sabão...

Ver girar essas pequenas almas leves, loucas,
graciosas e que se movem é o que, de mim,
arrancam lágrimas e canções.

Eu só poderia acreditar em um Deus que
soubesse dançar.
 
E quando vi meu demônio, pareceu-me sério,
grave, profundo, solene.

Era o espírito da gravidade. Ele é que faz cair
todas as coisas.

Não é com ira, mas com riso que se mata.
 
Coragem!

Vamos matar o espírito da gravidade!

Eu aprendi a andar.  
 
Desde então, passei por mim a correr.
 
Eu aprendi a voar.

Desde então, não quero que me empurrem
para mudar de lugar.

Agora sou leve, agora vôo, agora vejo por baixo
de mim mesmo, agora um Deus dança em mim!"

Friedrich "Bigode" Nietzsche
 
 
 

26.3.10
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http://www.religiousstudies.uncc.edu/aburlein/Foucault%20and%20Religion/syllabi/foucault_handbig.jpg

25.3.10

Medo do Medo do Medo.  

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Provisoriamente 
não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo,
que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo,
nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,

cantaremos o medo dos ditadores, 
o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte 
e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo.
E sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.

Carlos Drummond de Andrade

24.3.10

A sexualidade entre o Sol e Lua  

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http://inspiringnews.files.wordpress.com/2009/01/sun-moon-eclipse2.jpg
  

Mesmo depois de tanto tempo o Sol nunca pede da Lua gratidão.
Pois olha o que acontece com um amor desses,
ilumina o céu todo!


23.3.10

Coyote  

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"A gente não sente amor ou desejo pelas pessoas. 
A gente sente amor e desejo é nas pessoas. 
Quando o desejo e o amor acontecem pelas pessoas, eles acabam logo."


17.3.10

fëng  

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14.3.10

Toda noite dormimos...  

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Toda noite
dormimos
com tudo aquilo que nos marca.

O que
vemos,
tateamos,
cheiramos,
escutamos e degustamos.
Com ou sem nossa licença.
Se sabemos - dormimos.
Se não sabemos - dormimos


E se não dormimos?...




Abel Luiz

13.3.10

Playing and singing without seeing  

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"Music is an exceptional tool for helping people because of its power to reach everyone. Like nothing else, music creates multiple stimuli, allowing many different people to experience its effects regardless of their disability. Music can touch everyone. While music is usually thought of as an auditory stimulus, or a series of pitches that people can hear, it also creates tactile stimulation. When a large cymbal is struck with a mallet the vibrations can be felt by touching the cymbal. When the loud booming bass on a stereo is heard it is also possible to experience the power of the vibrations in the body. Music does not need to be heard to be beneficial. Because of the universality of music, music therapy becomes an aid that can help children with impairments in vision and hearing.

Music therapy is the use of music, by a trained professional, to help patients make changes in their lives so as to adjust better to or overcome obstacles. There are two types of music therapy, adaptive and palliative. Adaptive music therapy is used to help people adapt to their handicaps. (Heller, 1987) Palliative music therapy is used to treat the symptoms of patients with physical, mental and emotional disturbances. (Heller, 1987) Both forms of music therapy help patients achieve their goals and have a better life.

Using music to help deaf and blind children better function at basic skills is an example of adaptive music therapy. For the deaf and blind child basic skills are difficult to learn because they have impairments in two senses: sight and hearing. Because of their handicaps, deaf and blind children grow up in an isolated world. They are often unaware of their surroundings, cannot, communicate, and have difficulty in learning motor skills. In working with a deaf and blind child, the goals of a music therapist include: providing sensory stimulation, increasing self awareness, developing awareness of others, developing an awareness of the absence of sound, increasing the attention span, increasing the accuracy of motor skills, improving social interaction, providing a means of emotional expression and developing language and concepts (Cormier, 1982, p 11). Music therapy can help the deaf and blind child learn to adapt to a seeing and hearing world despite their handicaps.

Music therapist worked with J, a nine-year-old boy with vision and hearing impairments, to improve his expressive language, improve social skills, and refine motor skills. Because J has sight and hearing impairments, music seemed a viable way to reach the client. The music therapists created several music activities that would give the client tactile stimulation to learn from. To increase the attention span and improve the social skills of the client, the music therapist and the client engage in a call-response rhythm game. Facing each other the therapist and client place their hands on each other’s shoulders while the therapist taps out simple rhythms
. Encouraging the child to imitate the rhythm patterns on the therapist shoulders focuses the child’s attention and interacting with the therapist promotes social skills. This activity can be slightly altered to encourage vocalization and improve the client’s language skills. The therapist and the client place their hands on each other’s throat while the therapist sings. By allowing the client to feel the vibrations of the vocal chords, the client can learn how it feels to sings. This music activity develops an awareness of others in the client, improves social interaction between the client and other people, and increases the attention span of the client.


Music therapy uses the many aspects of music to help people heal and adjust to their lives
. The use of music therapy in deaf and blind children is very effective. Using vibrations, deaf and blind children can experience music without having to see or hear it. Music helps to provide deaf and blind children with tactile stimulation while it increases self awareness and awareness of others. It increases the attention span by requiring children to focus on an activity and improves social interaction by incorporating others in music activities. Because music is so versatile it can reach everyone. Music therapy used with deaf and blind children is an effective way to help them learn basic skills and adapt to their disabilities."


Melissa, November 23rd, 1998 Music Therapy 185 Dr. Solomon


12.3.10

Desapegue-se!  

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clique na imagem para amplia-la.

8.3.10

Koan do Moranguinho  

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Um viajante, passando por uma estrada rente a um precipício, é surpreendido por um tigre grande, mau, feroz e faminto.


O f*****odido deita no chão e agarra meia dúzia de raízes expostas d'alguma vinha. Se pendurando no tal precipício. O tigre o espreita (e baba) a poucos centímetros de sua cabeça. Tremendo, o homem olha para baixo e vê: nenhum fundo! Apenas as raízes o impede de virar panqueca ou comida-de-tigre.


Até que subtamente, alguma coisa se move na terra à volta da tal raíz:
"Putz," pensou "a raíz ta cedendo!!".

Porém, quando tudo parecia estar perdido:
seus olhos percebem um belo morango vicejando.
Segurando-se com uma mão, ele pegou o morango com a outra e o comeu.

Que delícia! ele disse.

7.3.10

Mate Buda.  

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Noções e conceitos podem ser úteis se aprendermos a usá-los habilmente, sem sermos aprisionados por eles. O mestre zen Lin Chi disse : "Se você vir Buda em seu caminho, mate-o." Ele quis dizer que, se você tem uma idéia de Buda, ela impede você de ter uma experiência direta de Buda, porque você está preso a um objeto de sua percepção. E o único meio de você se livrar e experimentar Buda é matar sua noção de Buda. Este é o segredo da prática.

Se você se prende a uma idéia ou noção, você perde a oportunidade. Aprender a transcender suas construções mentais sobre a realidade é uma arte. Os mestres devem ajudar seus estudantes a aprenderem como não acumular conceitos. Se você carrega noções, nunca será emancipado. Aprender a olhar profundamente para enxergar a verdadeira natureza das coisas, ter contato "direto" com a realidade e não somente descrever a realidade em termos de noções e conceitos, é a prática.

Thich Nhat Hanh - Cultivando a Mente de Amor

4.3.10

Comida Alcalina e Energia.  

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Quando alguma coisa morre, como um cão atropelado por um carro ou uma pessoa depois de uma longa doença, as células do corpo imediatamente perdem a vibração e se tornam muito ácidas quimicamente. Esse estado ácido é o sinal para os micróbios do mundo, os vírus, as bactérias e os fungos, de que está na hora de decompor aquele tecido morto. Assim quando a energia em nosso corpo diminui por causa do tipo de alimento que comemos, isso nos torna suscetíveis às doenças.

Eis como funciona : quando comemos, o alimento é metabolizado e deixa resíduos ou cinzas em nosso corpo. Esses resíduos são de natureza ácida ou alcalina, dependendo da comida; se ela for alcalina, então pode ser rapidamente extraída de nosso corpo com pouca energia. No entanto, se esses produtos residuais são ácidos, fica muito difícil para o sangue e o sistema linfático os eliminarem, e eles são depositados em nossos órgãos e tecidos como sólidos, formas cristalinas de baixa vibração que criam bloqueios ou rupturas nos níveis vibratórios das nossas células.

Sim! Os alimentos impróprios podem baixar nosso nível vibratório ao ponto em que as forças da natureza começam a devolver nosso corpo à terra.

Todas as doenças surgem através de ação microbiana. Vários microbios foram associados às lesões arteriais da doença coronária, assim como à produção de tumores cancerígenos. Mas, lembre-se, os micróbios estão apenas fazendo a sua função; a verdadeira causa é a alimentação que provoca o ambiente ácido. As doenças debilitantes que aflingem a humanidade existem porque poluímos nosso corpo, o que avisa aos micróbios dentro de nós que estamos prontos para nos decompor, desenergisar, morrer.

Geralmente os alimentos que deixam resíduos ácidos em nosso corpo são pesados, cozidos demais, industrializados demais e doces; os alimentos alcalinos são mais verdes, mais frescos, mais vivos, tais como legumes frescos e seu suco, verduras, brotos e frutas como abacate, tomate, pomelo e limão.

Sempre que nos perguntamos porque certas pessoas expostas aos mesmos micróbios não sofrem contágio de uma doença; a diferença é o ambiente interior do organismo. A boa notícia é que, mesmo se tivermos excesso de acidez no corpo e começarmos a nos decompor, a situação pode ser revertida se melhorarmos nossa nutrição e passarmos para um estado alcalino, e de energia mais alta.


Retirado do livro "O Segredo de Shamballa" de James Redfield 

3.3.10

deLEuzes 00002  

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A questão fundamental de nosso paradígma político ainda é a mesma que merda que Spinoza viu tão bem (e que Wilhelm Reich redescobriu): Por que diabos lutamos por nossa "servitude" com tanta vontade como se fosse a nossa salvação?!

2.3.10

Os 5 elementos no Taoísmo  

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Os 5 Elementos representam as atividades das forças Yin e Yang quando estão se alternando, manifestas nos ciclos de mudanças na natureza que regulam a vida na terra. Também chamadas como os 5 movimentos (Wu Yun), definem os vários estágios de transformação que acontecem nas mudanças de estações: crescimento e declínio; mudanças do clima; sons e sabores; emoções na psicologia humana. Cada energia está associada com um elemento natural cuja função se parece com a função destas energias, e tomam dali o seu nome. Diferente da forma de nomear os elementos por sua forma e substância como fazemos no Ocidente e em outros sistemas, o sistema chinês leva em conta a energia e sua transformação. Os elementos simbolizam atividades da energia com as quais estão associados.
 
As manifestações da força Yin e Yang na terra, as cinco fases da energia representam vários estágios de vazio e cheio pelas quais essas energias passam ao equilibrar um determinado sistema energético. Um antigo texto chinês diz sobre isto:
 

As cinco fases da energia ou os Elementos de Madeira, Metal, Água, Terra e Fogo aparecem em sua natureza especifica, durante as transformações da força Yang e de sua união com a força Yin. Estas fases de energia estão em constante mudança de atividade, nutrindo e controlando uma a outra para que haja uma constância nos movimentos de transformação do vazio para o cheio e do cheio para o vazio, num movimento circular sem fim ou começo. A interação destas forças primordiais cria a harmonia nas mudanças e no curso dos ciclos na natureza. As Cinco fases das Energias Elementares se combinam e re-combinam em inúmeras formas e produzem a vida manifesta. Todas as coisas que existem contêm os cinco elementos em variadas proporções.
 
Vamos analisar estas idéias observando os ciclos das estações do ano que influenciam tudo sobre a terra. A água é a fase da energia associada ao inverno, quando prevalece a força Yin. O inverno é o tempo do descanso, da quietude, quando a energia é poupada, recolhida, condensada, conservada e armazenada. A água é um elemento muito concentrado, contendo um grande potencial, um grande poder esperando para ser liberado. No corpo humano, a água está associada com os fluidos essenciais como os hormônios, os líquidos linfáticos, a medula, as enzimas, todos com grande potencial de energia. Sua cor é o preto ou o azul noite. A cor que contêm todas as outras cores de forma concentrada. Na natureza, a água evapora com o excesso de calor; nos seres humanos a energia da água dispersa pelo excesso de estresse e de emoções fortes. A forma de se conservar a energia da água é através da quietude e do repouso, é se manter "frio". 

A próxima fase do ciclo das estações do ano é a primavera, surge o elemento madeira do potencial energético da água, assim como as plantas florescem na terra durante a primavera. Este é o novo estágio Yang do ciclo das energias. A fase Madeira é expansiva, alegre e explosiva. É uma geração criativa de energia, despertando o desejo sexual de procriar. Está associada ao vigor, à juventude, ao crescimento e ao desenvolvimento. A energia da Madeira pede livre expressão e espaço para dar vazão à sua expansão. Se bloquearmos seu desenvolvimento, criamos sentimentos de frustração, raiva, ciúme e estagnação.

Assim como a primavera se desenvolve naturalmente para o verão, assim também a energia expansiva e criativa da Madeira amadurece para a energia florescente do Yang velho, a energia do fogo. Esta é a fase mais cheia de energia de todo o ciclo, quando acontece a fase mais quente da energia yang cheia. Todas as formas de vida se esquentam nesta fase de crescimento da energia do fogo. O fogo está associado ao coração, que é a morada das emoções humanas e o órgão que pulsa e distribui o sangue e sua energia pelo corpo. Sua cor é o vermelho a cor do calor e do sangue. Esta energia está associada ao amor e à compaixão, à generosidade e à alegria, à abertura e à abundância. Se bloquearmos esta energia, o resultado é a hipertensão, os problemas do coração e as desordens nervosas.

No final do verão chega um momento de interlúdio, de perfeito equilíbrio quando a energia do fogo diminui, se transformando em energia da terra, nem muito Yin e nem muito Yang quando se instala um estado de equilíbrio perfeito. Este momento é o clímax do ciclo, o intervalo entre as energias Yang da primavera e do verão e as energias Yin do outono e do inverno. O humor das 5 fases da energia está em harmonia neste momento, trazendo uma sensação de bem estar e completude. A energia do final do verão é a energia da terra, sua cor é o amarelo, a cor do sol e da terra. Na anatomia humana está associada ao estômago, ao baço e ao pâncreas que estão situados no centro do corpo e alimentam todo o sistema do corpo. Se a energia da terra for insuficiente, o organismo fica mal nutrido, afeta a digestão e todo o sistema se desequilibra e fica desvitalizado.
 

Quando o verão passa para o outono, a energia da terra se transforma em Metal. Durante a fase Metal, a energia começa novamente a se condensar, se contrair, volta-se para dentro para acumular e se armazenar, assim como armazenamos nossos alimentos no outono, para sobreviver no inverno. Nesta fase liberamos tudo que está gasto como as folhas das árvores que caem para poupar a essência, que é então armazenada para suportar a fase não produtiva da água, do inverno. Se nesta fase não houver bastante energia para contrair, não haverá força suficiente para passar o inverno e o próximo ciclo da madeira/primavera será fraco. A energia do Metal controla o pulmão, que extrai a energia essencial e expele as toxinas do sangue e do intestino grosso, que elimina a sujeira pesada enquanto retêm e recicla toda a água do organismo. A cor da fase Metal é o branco, a cor da pureza e da essência. O outono é a estação da introspecção e da meditação, de reciclar sentimentos antigos, apegos externos e o excesso de emoções adquiridas durante o verão, assim como as árvores se livram das folhas secas e buscam os nutrientes de suas raízes. Se resistirmos a esta energia e ficarmos aprisionados no passado podemos criar estados de melancolia, de tristeza e de depressão que se manifestam em dificuldades respiratórias, dores nas costas, problemas de pele e baixa resistência a doenças. Assim como o metal é a energia refinada extraída da terra e lapidada pelo fogo, o outono é a estação onde devemos extrair aprendizagens das atividades e experiências do verão, transformando-as na quietude e sabedoria do inverno.

Assim a grande roda da vida segue caminhando entre os ciclos das energias elementares, acordando e dando vida a todas as coisas, seguindo um processo ordenado de seqüência rítmica.

[5elementos.gif]

As cinco fases da energia ou 5 elementos mantêm o equilíbrio interno e a harmonia entre as energia Yin e Yang, através de ciclos de equilíbrio e checagem, chamados ciclo criativo e ciclo de controle. Ambos os ciclos, que interagem e equilibram um ao outro, estão em constante atividade, mantendo o campo dinâmico destas forças polares, que é necessário para mover e transformar as energias. O ciclo criativo gera energia e nutre a energia - como a relação entre mãe e filho. Água gera a Madeira nutrindo seu crescimento. Madeira gera Fogo dando-lhe combustível para queimar; Fogo gera Terra, fertizando-a com suas cinzas; Terra produz Metal pela extração e refinamento; Metal se torna líquido como Água quando fundido, somando-lhe propriedades especiais, quando a ela se mistura (como na água mineral).

Por outro lado, o ciclo de controle cria uma relação de subjugar, como a existente nas batalhas entre o vencedor e o vencido. O Livro da Medicina Clássica descreve o ciclo de controle dessa forma:
 
Madeira em contato com Metal é abatida.
Fogo
em contato com Água se apaga.
Terra
em contato com Madeira é penetrada.
Metal
em contato com Fogo de dissolve.
Água
em contato com Terra pára seu curso.
Assim que uma das fases de energia se excede tende a exercer um estimulo excessivo sobre o elemento seguinte do ciclo criativo. Neste exato momento, o elemento que controla esta energia excessiva entra em ação para restaurar a harmonia. Por exemplo: se o elemento Madeira gerar energia em demasia, provendo o elemento Fogo de muito combustível - o que poderia causar muita queimada - o Metal entra em ação, cortando o suprimento de madeira e assim, restabelecendo o equilíbrio. O Ciclo Criativo e o de controle mantêm uma constante relação de harmonia e equilíbrio entre as 5 fases da energia ou as 5 Energias elementares.

Por Daniel Reed

1.3.10

SomosoM  

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Provavelmente o desenvolvimento mais importante na investigação científica sobre a música foi a descoberta de que a música é percebida através da parte do cérebro que recebe os estímulos das emoções, sensações e sentimentos, sem antes ser submetida aos centros cerebrais envolvidos com a razão e a inteligência. Schullian e Schoen explicam este fenômeno: "Música, que não depende das funções superiores do cérebro para franquear entrada ao organismo, ainda pode excitar por meio do tálamo – o posto de intercomunicação de todas as emoções, sensações e sentimentos. Uma vez que um estímulo foi capaz de alcançar o tálamo, o cérebro superior é automaticamente invadido, e, se o estímulo é mantido por algum tempo, um contato íntimo entre o cérebro superior e o mundo da realidade pode ser desta forma estabelecido."
 
Tempo e espaço não permitem uma abordagem completa da percepção musical. É suficiente dizer que estudos nos últimos cinqüenta anos tem trazido à luz algumas descobertas bastante significativas, que podem ser resumidas como se segue:
 
A música é percebida e desfrutada sem necessariamente 
ser interpretada pelos centros superiores do cérebro que 
envolvem a razão e o julgamento.

A resposta à música é mensurável,
mesmo quando o ouvinte não está dando
uma atenção consciente a ela.

Há evidencias de que a música pode levar 
a mudanças de estados de espírito pela 
alteração da química corporal e do equilíbrio 
dos eletrólitos.

Rebaixando o nível de percepção sensorial, 
a música amplifica as respostas às cores,
toque e outras percepções sensoriais.

Tem sido demonstrado que os 
efeitos da música alteram a energia 
muscular e promovem ou inibem o 
movimento corporal.

Música rítmica altamente 
repetitiva tem um efeito hipnótico.

O sentido da audição tem um 
efeito maior sobre o sistema nervoso
autônomo do que qualquer outro sentido. 


28.2.10

Inaugur-Ação.  

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Isto funciona em toda parte, ás vezes sem parar, ás vezes descontínuo. Isto respira, isto esquenta, isso come. Isto caga, isto fode. Que erro ter dito o isto. Em toda parte são máquinas, de maneira nenhuma metaforicamente, máquinas de máquinas, com seus acoplamentos, suas conexões. Uma máquina-órgão é ligada em uma máquina fonte: uma emite um fluxo que a outra corta. O seio é uma máquina que produz leite, e a boca, uma máquina acoplada nela. A boca do anoréxico hesita entre uma máquina para comer, uma máquina anal, uma máquina para falar, uma máquina para respirar (crise de asma). É por isso que somos todos bricoleurs, cada um suas pequenas máquinas. Uma máquina-órgão para uma máquina-energia, sempre fluxos e cortes.



O Anti-Édipo, Gilles Deleuze


27.2.10

aaaaaaaaaaaaaa  

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24.2.10

Aforismo 00022  

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Qualquer coisa material que você desejar não passa de um símbolo; o desejo não pertence a coisa em si; Mas porque ela, ao mesmo tempo, contém e contenta algo de seus espíritos naquele momento.

Mark Twain & Timóteo Pinto

22.2.10

Rizoma - Creme e Castigo  

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Conheça o terrorista Noël Godin, que espalha medo na Europa com seus ataques de torta doce.
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Há infinitas formas de subversão. Mas poucas equiparam-se, em comodidade e eficiência, à torta de creme". São palavras de Noël Godin, um distinto senhor de 50 anos, nascido na Bélgica. Desde 1969, ele e sua brigada internacional de entarteurs, como são chamados, vêm melecando os rostos de personalidades poderosas com deliciosos bolos de creme e tortas, direto das melhores confeitarias. Se o ataque fracassa ou é cancelado, eles simplesmente comem as tortas, com certa satisfação. Algumas das 22 vítimas foram a romancista Marguerite Duras, o cineasta Jean-Luc Godard, vários políticos europeus e até mesmo o todo-poderoso Bill Gates.

Só o filósofo Bernard-Henri Levy, conhecido por sua prepotência, já foi alvejado 5 vezes. Certo dia, ele andava pelo aeroporto de Nice em companhia de sua terceira esposa, a atriz Arielle Dombasle, vestido impecavelmente com uma camisa da Christian Dior. Estava sendo filmado, e sorria para as câmeras, com doçura. Enquanto o casal se enfileirava para o check in, sombras esquivavam-se ao fundo, segurando algo intrigante feito de creme. No momento em que o casal apanhava os bilhetes de embarque, três torteadores surgiram do nada, com Noël Godin liderando a turma. O filósofo gritou: "Oh não. Oh não, de novo não" - e foi coberto de recheios, glacê e chantili.

As tortadas sempre são delicadas: entre os praticantes da modalidade, é proibido o lançamento à distância. Os torteadores apenas pousam o artefato suavemente junto ao rosto da vítima -- mas, em geral, não recebem respostas tão sutis. Levy, por exemplo, reagiu por meio de coléricos murros dirigidos a Noël Godin, no mesmo instante em que uma torteadora defendia-se com mais um bocado de creme, e uma segunda entretinha-se em despejar chocolate com cobertura de chantili na cabeça de Arielle " Dombasle. Levanta!", ordenou o filósofo a um dos torteadores, "Ou eu chuto a tua cabeça!".

Os membros da brigada estão proibidos de reagir fisicamente aos ataques, mesmo violentos. Na ocasião, a esposa de Bernard-Henri Levy unhou vigorosamente uma das torteadoras; já o filósofo preferiu quebrar a câmera de vídeo e socar o cameraman no nariz. Os "guerrilheiros" tampouco devem tentar fugir após os ataques: a polícia retirou Noël Godin do local apenas quando ele já estava sendo sufocado por Levy e recebia bolsadas histéricas da atriz.

Os primeiros cinco segundos após um ataque de tortas", postula Noël, "revelam o caráter real da vítima". O cineasta Jean-Luc Godard, vejam só, reagiu com bom-humor: retirou o cigarro da boca, lambeu lentamente o creme e ainda declarou que aquilo era "uma verdadeira homenagem ao cinema mudo". Depois disso, não foi mais incomodado pelos torteadores. "Bem despachada, a torta de creme é um acurado barômetro da natureza humana", constata Noël.

:: A Flor-de-Lótus Não Voltará a Crescer Em Sua Ilha ::

"Sempre disse a mim mesmo que era necessário reagir, sustentar a subversão por meio do humor", declara o belga, sobre o poder das tortas de creme como armas de guerrilha imaginativa (pois suscitam, ao mesmo tempo, comédia e terror). Antes de ser torteador profissional, ele já punha em prática suas idéias pela Europa: quando jovem, fora expulso da Faculdade de Direito por desrespeitar um professor. Sabia-se que o sujeito tinha ajudado a redigir a constituição do ditador Antonio Salazar, e mesmo assim todos estavam indiferentes. Noël e os amigos vestiram-se de operários, entraram na sala de conferências e, assoviando a Internacional Comunista, despejaram um tubo de cola direto na cabeça do mestre.

A expulsão da faculdade não calou Noël, que licenciou-se em história do cinema na Universidade de Lieja e logo foi contratado para trabalhar numa revista católica, resenhando filmes. "Comecei a publicar mentiras absurdas - primeiro aos poucos, depois freqüentemente". Inventava filmes que não existiam e ilustrava-os com fotos de parentes. Escrevia dezenas de entrevistas fictícias com cineastas, sem deixar o próprio quarto. Consciente de que tinha uma porção de leitores devotos, Noël anunciava uma conversão a cada três meses, inclusive de penitentes tão improváveis quanto Luis Buñuel e Tennessee Williams.

Os leitores da revista "Amigos do Cinema", em pouco tempo, foram apresentados à obra de gênios inteiramente insólitos, como Sergio Rossi, Aristide Beck e Vivianne Pei, a única diretora cega da história do cinema, autora do longa-metragem "A Flor-de-Lótus Não Voltará a Crescer Em Sua Ilha". O filme da suposta diretora tailandesa foi descrito por Noël tão vivamente que um especialista em cinema asiático chegou a viajar à Tailândia para procurá-la.

Noël pôde continuar publicando matérias desse naipe graças a um editor crédulo, e também porque a revista não era distribuída fora da Bélgica. Além disso, seus leitores não primavam por um senso crítico dos mais aguçados (até aí, nenhuma novidade). Era quase um convite para prosseguir: o intrépido repórter cobriu o lançamento do filme "Vegetais de Boa Vontade" (1970, Jean Clabau), no qual Cláudia Cardinale fazia o papel de uma endívia gigante. Resenhou também o desenho animado maoísta "Germinal II", com Jean-Louis Barrault fazendo a voz de um formão.

Nas páginas da revista, Marlene Dietrich liderou expedições para encontrar o monstro do Lago Ness, Michael Caine pilotou um carro movido a iogurte e Louis Armstrong confessou ter sido canibal (além de ter financiado, também, o filme "Vegetais de Boa Vontade"). Em entrevista exclusiva, o diretor Richard Brooks confessou que seus filmes eram uma porcaria e ainda arrematou: "Eu sou um cretino".

:: "Quando encontro um novo tom de cinza, sinto-me extasiado" ::

Noël Godin entrou para o negócio das tortas após escrever uma excelente reportagem sobre o dia em que um de seus diretores fictícios, Georges Le Gloupier, atacou Robert Bresson com uma torta de creme. Na edição seguinte, inventou que Marguerite Duras, escritora amiga de Bresson, planejava uma revanche. "Dias depois, fiquei sabendo que Duras estava mesmo vindo para a Bélgica"; foi então que resolveu atacá-la com uma torta de verdade, no momento em que ela dissertava sobre o tema de seu segundo filme, Destroy, She Says. Redigiu uma matéria em que creditava o ataque a Le Gloupier. Em seguida, pegou gosto pelo ofício.

Já são mais de 20 os contemplados com suculentas tortas de creme na região facial. São escolhidas como vítimas as pessoas públicas vazias, fúteis ou simplesmente idiotas, das mais diversas nacionalidades, que compartilhem uma parte do poder. O que têm em comum? Todas se levam a sério demais, acham que são importantes e não possuem o menor senso de humor. "Acredito sinceramente que podemos acertar o Papa", completa.

As tortas são essenciais para lembrar alguns cidadãos de que eles são apenas humanos. Bill Gates, por exemplo, foi alvejado porque escolheu trabalhar pelo status quo, sem realmente usar sua inteligência e imaginação. Quanto a Bernard-Henri Levy, uma só frase dele poderia justificar as 5 tortadas: "quando encontro um novo tom de cinza, sinto-me extasiado".

:: Sérios e dogmáticos ::

O ato de lançar tortas na cara é uma espécie de Esperanto visual e tem uma linhagem nobre, que pode ser traçada através de Jerry Lewis, Wile E. Coyote, os irmãos Marx e yippies como Abbie Hoffman -- todos heróis de Noël, que ainda gosta de Júlio Verne e se considera anarquista. Para ele, o que diferencia os torteadores de muitos revolucionários é que os últimos tendem a ser sérios demais e costumam tornar-se insuportavelmente dogmáticos. Segundo o torteador, é exatamente o que falta no atual movimento "antiglobalização": são sérios além da conta, e bolcheviques demais. "Muitos deles são escoteiros", presume.

Desde jovem, Noël Godin disseminou práticas de sabotagem cotidiana, como obstruir fechaduras, provocar erros na contabilidade, espalhar ameaças de bomba, grudar um naco de piche nas câmeras de vigilância. "Nunca curei-me da febre de maio de 1968", diz. Ele e os colegas entarteurs sempre vestem-se de roupas esdrúxulas (é o uniforme oficial do time), com longas barbas falsas, óculos grossos e gravatas-borboleta. Quando um deles foi preso, após cobrir de creme o ministro da Cultura francês, o argumento usado no tribunal foi de que lançar tortas na cara era um velho costume belga. Ganhou a absolvição.


"Os intelectuais são muito sérios", lamenta Noël, defendendo a guerrilha criativa e manifestando sua simpatia pelos escândalos públicos de Antonin Artaud -- como nas vezes em que ia a restaurantes caros de Paris e usava as mãos para comer, assustando as senhoras respeitáveis. Exemplos assim, finaliza Noël, provam definitivamente que "qualquer um pode matar o poderoso através do rídiculo, tendo em mãos uma torta de nada".

p.s.: Fontes fidedignas asseguram que tortas de creme de ovo são mais eficientes quando o alvo é móvel; já as tortas-merengue de limão resistem melhor durante ataques bruscos. Os anarquistas da brigada de São Francisco, por sua vez, preferem tortas de côco (como as que atiraram no economista Milton Friedman) e de creme de tofu (usada no ataque ao diretor da Monsanto).
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LINKS

Reportagem no jornal Observer - http://www.mindspring.com/~jaybab/observer.html
Reportagem na revista espanhola Babab - http://www.babab.com/no09/noel_godin.htm
Alguns links sobre os entarteus e Noël Godin - http://www.babab.com/no09/noel_godin.htm
Leia também: a biografia de Noël Godin,"Creme e Castigo", ainda não disponível em português.

19.2.10

Que Tal Novos Cliches?!  

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18.2.10

O Cão de Pavlov e O Gato de Schrödinger  

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      por Papa Duubhglas Juarezzz

( I )

Pééé!

Esse era o som da campainha. É, eu sei… Uma grande bosta, mas com o tempo você se acostuma. E depois de um tempo, você até sente falta quando viaja.

Mas, quando se é um cachorro, você não viaja muito. E se você é um cachorro inteligente que assiste tv, você descobre que em algumas viagens, os cachorros não voltam. Mas isso não impede de você abanar a porra do rabo toda vez que vê o dono balançar a chave do carro.

Se você é um cachorro inteligente de verdade, você não vê tv.

Eu sou um cachorro de 1931.

Não precisa ser inteligente de verdade pra saber que em 1931 não existia tv, mas se você é inteligente de verdade, você não está nem aí pra isso; aliás, você está lendo um texto escrito por um cachorro!

17.2.10

Salvador Dali - Alice no Pais das Maravilhas  

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http://www.lockportstreetgallery.com/Dalis/AinW/AinW1-A.jpg 


14.2.10

William S. Burroughs - The Man Who Taught His Asshole To Talk  

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Did I ever tell you about the man who taught his asshole to talk? His whole abdomen would move up and down, you dig, farting out the words. It was unlike anything I ever heard.

This ass talk had sort of a gut frequency. It hit you right down there like you gotta go. You know when the old colon gives you the elbow and it feels sorta cold inside, and you know all you have to do is turn loose?

Well this talking hit you right down there, a bubbly, thick stagnant sound, a sound you could smell.

This man worked for a carnival, you dig, and to start with it was like a novelty ventriloquist act. Real funny, too, at first. He had a number he called The Better ‘Ole that was a scream, I tell you. I forget most of it but it was clever. Like:

‘Oh I say, are you still down there, old thing?’

‘Nah I had to go relieve myself.’

After a while the ass start talking on its own. He would go in without anything prepared and his ass would ad-lib and toss the gags back at him every time.

Then it developed sort of teeth-like little raspy in-curving hooks and started eating. He thought this was cute at first and built an act around it, but the asshole would eat its way through his pants and start talking on the street, shouting out it wanted equal rights.

It would get drunk, too, and have crying jags. Nobody loved it and it wanted to be kissed same as any other mouth.

Finally it talked all the time day and night, you could hear him for blocks screaming at it to shut up, and beating it with his fist, and sticking candles up it, but nothing did any good and the asshole said to him:

‘It’s you who will shut up in the end not me. Because we don’t need you around here any more. I can talk and eat and shit.’

After that he began waking up in the morning with a transparent jelly like a tadpole’s tail all over his mouth. This jelly was what the scientists call UDT — un-differentiated tissue, which can grow into any kind of flesh on the human body.

He would tear it off his mouth and the pieces would stick to his hands like burning gasoline jelly and grow there, grow anywhere on him a glob of it fell.

So finally his mouth sealed over, and the whole head would have amputated spontaneous — (did you know there is a condition occurs in parts of Africa and only among Negroes where the little toe amputates spontaneously?) except for the eyes, you dig?


That’s one thing the asshole couldn’t do was see. It needed the eyes. But nerve connections were blocked and infiltrated and atrophied so the brain couldn’t give orders any more. It was trapped in the skull, sealed off.

For a while you could see the silent, helpless suffering of the brain behind the eyes, then finally the brain must have died, because the eyes went out, and there was no more feeling in them than a crab’s eyes on the end of a stalk.’

13.2.10

Xamanísmo na Prática 00007 - Ervas Medicinais 3/3  

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Frescurítes
Estética
Manutenção


PELE 

Para se ter a pele sadia, deve-se observar algumas regras:
 - A limpeza com substâncias mais naturais, sabonete de glicerina, Outros produtos retiram a oleosidade e umidade natural.
 - A alimentação rica em frutas e verduras cruas.
 - O sono regular.
 - Intestino regular, as toxinas não eliminadas arruinam qualquer pele.
 - A fadiga e a tensão são os principais causadores do envelhecimento.


Ervas para a Pele: 

Confrei: A mais importante erva para a pele, pois a mesma possui aloantaina que estimula a produção de células da pele, além de possuir propriedades amaciantes e curativas. Pode-se fazer a infusão da folha e da raíz na água ou no leite. Tem agentes anti-rugas.
Salsa: O seu suco, com outros elementos.

Espinhas: 

12.2.10

Xamanísmo na Prática 00007 - Ervas Medicinais 2/3  

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Doenças/Ervas


Artrite
Caatinga de Mulata, Malva, Sabugueiro.
Arroto
Poejo
Anemia
Artemísia, Cavalinha, banhos de Manjerona e Alecrim, Cerefólio, Manjericão, Dente de Alho.
Arteriosclerose
Cavalinha
Asma
Cerefólio, Hortelã, Funcho.
Baço

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