27.2.09

koan do mamão solitário  

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ou
O Bater da Palma de um Mamão
(The Sound of One Hand)

A muuito tempo, num templo kennin havia um mestre chamado Mokurai, o Trovão Silencioso. Ele cuidava de um garoto de doze aninhos chamado Toyo. O moleque todos os dias via os discípulos mais velhos visitarem o mestre fora das aulas, todas as manhãs, todas as noites. Tanto para receber instruções pessoais de sanzen, como para pedir ajuda a driblar obstáculos e resolver problemas como teoricuzices e frescuras do gênero. E todos eles recebiam koans difíceis e misteriosos para pensar no caminho de casa.
(porqua naquela época não tinha ônibus nem propagandas no caminho)


Dai, o guri quis fazer sanzen, também.
(soou legal nea?)

"Não," disse Mokurai. "'Cê ainda é muito cabaço."

Anoitecendo, o moleque foi até a porta da sala de sanzen do cara e bateu no gongo avisando que tinha chegado, como nada aconteceu e havia gostado do barulho, ele deu umas porradas bem altas na merda do gongo até o velho acordar irritado e amaldiçoar 5 gerações futuras do guri.

Tendo o chamado antendido, fez 3 reverências e entra, senta e fica com uma cara de bicho de pelúcia pedindo por favor. O mestre aceita ensinar ao pentelho e começa:

"Você sabe o som de duas mãos quando elas batem uma na outra, mas me diga como é o som de uma mão."

Não, ele não bateu punheta. Ao invés, reverenciou de novo o coroa e foi pro quarto dele pensar naquilo tudo. Olhando para a mão ele pensa, "Puta merda, 5 gerações...". E nonada ele ouviu de sua janela o uma gueisha cantando, mas seu canto era esquisito, era como se estivesse com alguma coisa na boca... "Ah, deve ser isso!" concluiu ele.

Na noite seguinte, quando o mestre pediu prele ilustrar o som de uma mão, Toyo começou a imitar os sons da geisha.

Assustado o velho pergunta "É esse o barulho que você faz quando... Você andou se masturbando, seu pestinha?!"

Aturdido e sem saber o que "gemer como uma vadia" significava, resolveu ir num lugar mais calmo para meditar. E meditou. "Como diabos é o som de um mamão?". E aconteceu dele ouvir o barulho do rio correndo.

Na noite seguinte ele imitou o barulho do rio pro mestre.

"Quê? Não 'leque, isso é barulho de água."

Em vão o guri meditou. Ele ouviu o barulho do vento, que foi rejeitado. O choro de uma coruja, grilos, e ele não desistia.

Por vinte e três vezes ele visitou o mestre com sons diferentes. Todos mó viagem. E ficou assim por quase um ano.

Mas um dia, nonada, o pequeno grande Toyo conseguiu entrar num profundo estado meditativo e transcendeu todos os sons. "Já não havia mais nada pr'eu chutar" ele explicou depois, "então me veio na cabeça o som sem barulho."

E ele descobriu o som de um mamão só.

26.2.09

PROVOS - ou como eu sou o cara mais enrolão do mundo.  

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HA! FINALMENTE!!
TAQUI A PORRA DO LINK PRA MERDA DO LIVRO, CARALHO.
EU QUESCANNEI A PORRA TODA.
PROVOS.rar

20.2.09

Existência  

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"Existência em sua essência pode ser considerada um abismo transbordo de ausência de sentido.
Eu não vejo isso como uma constatação pessimista, mas como uma declaração de autonomia
a minha imaginação & vontade e a seus mais belos atos de conceber sentido sob a própria existência."
-H.B.

14.2.09

Compre Compre Compre  

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<-> Nós <-> Mídia <-> Consumo <-> Lixo <->

"CONSUMO"

É algo ruim? NÃO.
É na verdade algo que todos nós fazemos e continuaremos a fazer.
MAS
.como tudo nessa vida, quanto mais soubermos sobre algo, mais facilmente poderemos formar nossa própria opinião.
E assim agir conforme essa opinião.
[opinião essa que nunca será totalmente ‘individual’, mas não estou aqui para falar disso now]

Podemos [ou eu posso, ou tento, ou finjo] analisá-lo sob alguns pontos:
- arma de revolução e resistência [boicote];
- usá-lo contra mudanças climáticas e merdas ambientais [consumo sustentável/consciente]
- consumismo [como doença crônica ou não, analisando a sociedade como um todo ou não]
- subproduto da mídia [ou vice-versa]

Let’s Go!


BOICOTE

Usamos algo em que estamos presos [consumo]-[sim presos!] para mostrar desaprovação e impor [de um modo mais suave e indireto eu diria] nossas vontades e desejos.

Os produtos que são usados aqui são símbolos daquilo que estamos querendo ver fora de nossa realidade.
Parar de consumi-los é assim um símbolo.
Usamos um símbolo para quebrar outro símbolo.
[E essa é a teoria do boicote via simbologia by ThaiS] [ounão]

Não gosto do modo como a img da mulher é explorada nos comerciais de tais cervejas: A, B, C e D.
Então vou parar de consumir essas tais como forma de demonstração da minha insatisfação


Mas...isso...
FUNCIONA???

Resultados de qualquer tipo de ação nunca acontecem instantaneamente.
É a pequena diferença q você fez num dia q começa a espalhar esse MEME que com sorte e o auxilio de Éris vai acabar sendo pior q HIV na África.

Hakim Bey no boicote [Boycott Cop Culture]

No CMI


http://www.boicote.com.br/


CONSUMO CONSCIENTE

Compramos coisas. As consumimos. Geramos lixo.
E o lixo se acumula.
Não é um ciclo bem elaborado eu diria.
Precisamos ter consciência disso.

Como?????
>>Compre somente o necessário
>>Evite mercadorias com muitas embalagens
>>Não jogue no lixo o que você pode doar
>>Compacte o lixo, antes de jogá-lo fora
>>Aproveite as partes boas de verduras e legumes
>>Compacte o lixo, antes de jogá-lo fora

http://www.climaeconsumo.org.br/default.asp
http://www.terrazul.m2014.net/spip.php?article151
http://www.akatu.org.br/

CONSUMISMO

A idéia de consumismo está ligada a de consumo exacerbado, desligado de consciência, seja essa consciência social, ambiental ou o que for.

Ele demonstra o total controle da mídia sobre o indivíduo.

Você é um consumidor consciente ou um consumista?


http://www.infoescola.com/psicologia/consumismo/

http://pt.shvoong.com/humanities/1739650-consumismo-meio-ambiente-viol%C3%AAncia/


SUBPRODUTO DA MÍDIA / AIDÌM AD OTUDORPBUS

I SEE MEMES EVERYWHERE o_O

A imposição de costumes e gostos pela cultura acontece em sua maior parte através da mídia.
Não podemos fugir dela, não queremos fugir dela.
O lance é aprender a filtrar os estímulos recebidos.
Aprender a manipular isso a nosso favor.

TRY THIS:

Primeiro: NEGAR todos os estímulos de consumo que chegam pra você através da mídia [na TV, rádio, ads malas da internet...].
Depois: AFIRMAR todos eles.
Anote suas persepções . Analise a si mesmo frente a isso.
O que te faz bem??! Do que você realmente precisa?!


Treinamento mental.

AUTO-BRAINWASHING!

Hacking Memes
ADBUSTERS
clique e morra

tchunz
:::

7.2.09

Ismália  

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Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar…
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar…
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar…

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar…
Estava perto do céu,
Estava longe do mar…

E como um anjo pendeu
As asas para voar…
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar…

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par…
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar…


Religiões e a Regra dos Três  

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religiões e a reciprocidade

6.2.09

CHURRASCO VEGETARIANO 2!  

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S5300126 b

5.2.09

Materialismo versus Idealismo  

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Durante as tentativas de explicar a ‘‘substância da realidade’’, a filosofia acabou por se dividir em duas correntes bem delineadas: o materialismo e o idealismo. Enquanto a primeira apresentava um problema (do que os pensamentos são feitos?), a segunda o resolvia de forma... No mínimo porca. Para inteirar o leitor: para o materialismo, tudo (inclusive o que pareceser imaterial, como a consciência) é redutível à matéria básica; para o idealismo, tudo pode ser reduzido ao imaterial, ao ideal. Assim, exemplificando a visão idealista, um gato é como se fosse a sombra de um gato ideal, um arquétipo de gato, um leonitas domesticado. Pro materialismo, o ‘‘gato ideal’’ provém dos ‘‘gatos materiais’’ que a mente conhece.

A discussão sempre foi importante no ramo da filosofia, pois a primeira corrente implica num determinismo estafante e a segunda num Universo que admite um criador.

Seja como for, este texto apresenta uma solução interessante, que vou brevemente elucidar & comentar.

Parte-se da idéia de que tudo aquilo que é impossível de existir já é, intrinsecamente, inexistente; também que o impossível é impensável (por exemplo, o ‘‘nada’’ puro, é impensável. Pensar, delinear, imaginar o nada é simplesmente impossível, pois, ao se pensar, já está se pensando em ‘‘algo’’, que, absolutamente, é alguma coisa diferente de nada). Dessa forma, tudo o que é possível existe, seja como possibilidade ou fato concreto. Mas, isso não seria encontrar a matéria sui generis; seria, na mais feliz das hipóteses, achar o caminho para tal matéria fundamental.

E, de fato, essa dualidade é quebrada com uma argumentação muito válida: coisas como as cores, as imagens, as sensações, são criadas dentro de nossos cérebros de forma que, efetivamente, não são a coisa-em-si. Um daltônico pode ver cores erradas, o que prova que nossa realidade é tão somente uma camada por cima da realidade primeira.

De qualquer forma, existem coisas que são fatos. Por exemplo, uma fórmula matemática: um objeto que é logicamente possível, também é possível na realidade, enquanto que um objeto logicamente impossível não pode ser construído; do mesmo modo, a matemática é uma descoberta, não uma invenção. E é a partir dela que o cérebro calcula a distância dos elementos da nossa visão, criando a sensação de três dimensões (sabemos que ele faz isso a partir das duas imagens 2D que os olhos recebem). A matemática - a geometria, a lógica - existe independentemente do indivíduo ou da matéria, sendo, assim, a única coisa irredutível que se pode encontrar. Prova-se que a realidade é construída a partir de algorítimos, pois pode-se reproduzir o Universo num computador - a realidade virtual, um jogo de computador. Quanto mais complexo, mais perto chega do mundo que observamos. Podemos criar nossos próprios algorítimos, criando uma realidade virtual alternativa, também, o que prova que modificações nos algorítimos resultam em sensações & realidades diferentes.

Isso destrói (para a nossa felicidade) a distinção entre matéria & pensamento, pois ambos podem ser descritos por um algorítimo (salvo padrões ilógicos e, portanto, impossíveis). Levantamos o véu de Maya e vimos Brahma: nossa realidade mais básica é a dos bits, da informação, do logos, o que nos coloca em frente à derradeira Matrix.

4.2.09

Sociedade Cacofônica - eu já tenho a minha  

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sobre o primeiro encontro cacofonico do grupo carioca:
http://www.youtube.com/timoteopinto
blog cacoparrachiano:

parrachia.blogspot.com


Portal Oficial da Sociedade Cacofôníca Tupiniquim
Cacofônia segundo Timóteo Pinto

original:
http://www.cacophony.org/primer.html



Comece um Acampamento Cacofônico Você - Mesmo

um guia para organizar seu próprio coletivo cacofônico


Bem Vindo!

Este faça-você-mesmo foi escrito pelo Reverendo Al (em retiro) do Los Angeles Chapter e trabalhou como um condenado para fazer o acampamento de LA o que ele é hoje. Este mesmo texto foi testado, aprovado e traduzido (não necessariamente nessa ordem) por mim, você, nós todos, Timóteo Pinto.

PARA INICIANTES

Cacofonia é o que a Cacofonia FAZ.

Não há regras de como se deve proceder. Cacofônia cresce de forma orgânica, nutrida por exemplos. Os vários acampamentos são diferentes um dos outros, ao mesmo tempo em que há uma familiaridade. Pois como família, eles podem brigar, invejar, apunhalar pelas costas e inspirar. Se você está a se desviar do caminho, sua família irá te dizer. Se você não gosta dessa, sempre poderá tirar o corpo fora.

As partes que mais são motivo de discussão geralmente são idéias político-sociais obtusas (atos anarquistas, libertários ou coisa pior não são recomendados) e eventos “comerciais” (que basicamente é tentar ser reembolsado por serviços, materiais ou contas dos eventos).

Se você pegou informações diferentes de cada um de nós, é de se esperar. Afinal, é Cacofônia! Cada filial tem seu próprio jeito de fazer as coisas. O fato de eles terem dado certo por uns anos é a única razão termos nos aproximado uns dos outros.

Você Provavelmente Já é um Membro!

Acreditamos que você é algum tipo de excêntrico genuíno ou não se interessaria por Cacofônia, afinal. Nossa frase chave, “Você provavelmente já é um membro” já diz bastante coisa sobre como operamos. Na verdade, não temos o costume de criar algo realmente novo. Nunca chegamos a uma cidade ensinando às pessoas como ser divertidamente subversivas. Elas já o fazem! Simplesmente levantamos uma bandeira, e vemos quem irá se juntar debaixo dela disposta a travessuras subseqüentes.

Obvio que existe um monte pessoas criativas e descontentes fazendo o que gostam de fazer tendo ou não a menor noção do que é a nossa Sociedade. Acreditamos que você seja um deles. Se for, demos sorte. Se tiver alguns amigos que pensam parecido, somos mais sortudos ainda. E se você tem algum tipo de fervor em evangelizar e espalhar ideias, tempo livre, talvez algum dinheiro, então você poderá ajudar a virar de cabeça para baixo mais uma cidade.

Tudo Começa Com Mentiras

Para mim, Cacofonia começou como uma brincadeira! Quando tive meu primeiro encontro com isto, através de um flyer num café, fui posto perplexo pelo texto que falava duma Sociedade que havia existido em Los Angeles por anos e eu quis saber onde esse misterioso cadáver subversivo ficava. Depois de algumas semanas tentando me situar de seus perpetuadores (que na verdade eram de San Francisco) descobri que se eu quisesse encontrar algo cacofônico por aqui, teria que fazer eu mesmo.

Assim foi o começo da Cacofonía em minha cidade, ela começa do mesmo jeito que com qualquer um se jogando de coração aberto em algo absurdo, uma organização baseada no caos.

Cacofonia é nebuloso, bastante difícil de definir. Participação é inconsciente (“Você Provavelmente Já é Membro!”). Mantendo sua fluidez, somos capazes de evitar algumas situações problemáticas, fazer divertidas reivindicações hiperbólicas e negar responsabilidade de atos ‘desobedientes’.

Você também precisará mentir. Especialmente para a mídia. Eles serão gratos pelos relatos mais coloridos. Sim, sim, sim, todos nós sabemos que a mídia “explana” o subground, mas essa não é uma razão para afastar-se. Faça da mídia sua parceira de jogo. É possível que em algum momento seus interesses sejam nutridos por um desses negociantes da mídia que leva a vida contando os segredos do underground. Depois de se tornar alguém de “dentro”, não vai ter graça manter a diversão da Cacofônia só pra você. Divida com a mídia, minta, contribua com o próximo usando um pouco de engenharia de ruído cultural.

A mídia gosta de transbordar à si. Você pode alimentá-la com desinformação e pedaços do nosso site.

ORGANIZAÇÃO?

Organização Caótica!

O que estabelece a Sociedade são eventos periódicos, e um flyer mensal em que se possa contar. As pessoas precisam ver a Cacofônia como sendo algo de certa forma estável para se atrair a isso num grau que tenham vontade de assumir responsabilidades. Me parece que quando pessoas tentam e começam um acampamento em sua cidade, eles tomam conta de muita responsabilidade, coordenando vários eventos em um mês e explodindo no final. Um evento e um flyer cada mês é um bom ritmo para uma pessoa e dá ao acampamento alguma credibilidade, e se pessoas com ideias parecidas quiserem organizar outros eventos também, melhor ainda.

Acho que cada cidade precisa de alguém para ter certeza que alguma coisa, independente da escassez, aconteça todo mês e que as pessoas vejam os flyers. Criatividade não é uma obrigação. Por que não plagiar ideias de outras cidades? A preocupação cabe no início, tomando a iniciativa para preencher um papel liderança na Sociedade. E lembre-se, nós fazemos isso porque é divertido.

A Cabala e a Multidão, um precedente histórico.

Alguma vez você já deu uma espiada em uma frota de carros em miniatura dirigidos por “Shriners” vestindo barretes turcos e ponderou como uma irmandade secular pode-se manter-se com tanta ridicularidade fantástica? Porque, a ideia é surreal! Obviamente, essas bizarrices são simplesmente uma camuflagem para grupos mais sinistros e divertidos, incluindo re-ratificações de antigos rituais de sacrifício e RITUAIS SEXUAIS DEMONÍACOS.

Permita-me explicar.

Comunidades de Interesse, como Cacofônia (ou qualquer outra sociedade secreta que valha o nome), é estruturada para manter vários níveis de iniciação. Muitos desses “membros” que realmente acreditam ser “insiders” são na verdade pouco mais que felizes ignorantes pára-lamas entre uma pequena, porém poderosa cabala e o universo que influência com sucesso.

Cacofônia identifica um bom plano quando vê um.

Muitos daqueles que ocasionalmente freqüentam grandes eventos organizados pela Sociedade têm uma “boêmica” vontade de aparecer pros amigos mostrando o quão por dentro da Sociedade estão. Eles podem até estar antenados sobre as atividades através de divulgação e lista de e-mails. Mas suas funções continuam a ser espectadores, não participantes.

O que muitos participantes ativos em nossa Sociedade não sabem é que existe uma multidão muda e com a pretensão de se declarar fiel aos princípios da Cacofônia. Atualmente há mais de 1000 assinantes na nossa lista de email. Mais ou menos 10% desses 1000 são assinantes da nossa Lista de Discussão, entidade online planejada a ter a função de guia do corpo Cacofôníco. O resto são recipientes passivos de “mala-direta” das atividades. Uma fração ainda menor desses assinantes tira suas bundas de casa e vão aos encontros de planejamento mensais.

EXPERIÊNCIAS ALÉM DO MAINSTREAM

Que Tipo de Eventos?

“Experiências além do mainstream” é a frase, primeiramente usada pelo grupo de São Francisco, que serve de lema para todos os grupos cacofônicos. Em Los Angeles, ao menos, a usamos para descrever os 4 tipos de eventos. Eles não são descritos detalhadamente em termos de conteúdo específico, mas de como você pode usá-los para atrair mais pessoas a se envolver com os esforços coletivos.

Shows, Levantamento de Fundos ou Festas Temáticas

Graças à massiva chupação de saco da mídia, a maioria das “pessoas da multidão” em algum ponto da sua vida sentem vontade de saber qual é a da cultura alternativa. Em muitos também acompanha a necessidade de curtir um show e se encher de adrenalina e outras coisas também. Nos eventos dessa categoria cabe tudo isso e mais, leva-se tudo para as coisas sejam mais ao absurdas e provocativas. Neles, sejam num clube, exposições de arte, ou na casa de alguém, há também sempre um esforço para possibilitar interatividade, sem faltar espaço para socializações e cantos escuros para garotas levadas. E Frequentemente há o que se pode chamar de “performances artísticas”. Se tudo saiu na boa, os cacofônicos do show vão aparecer ansiosa e assustadoramente criando bagunça e tumulto fora de hora. Esses eventos servem bem para a categoria “normal” de musica e arte “alternativa” semanal, além de arrastar muita gente para eles. Não se esqueça de uma lista de inscrição para a mala direta online, isso é imperativo para que a Sociedade cresça. E em LA nós cobramos um cachê para pagar o aluguel do equipamento de som/luz, salários, espaços, artistas,etc. Se sobra alguma coisa disso, as pessoas que organizaram o evento podem levar, mas sem deixar de guardar alguma coisa para próximos eventos do tipo.

Derivas Psicogeográficas

Visitas a áreas esquisitas ou desconhecidas por perto. Esses são os eventos mais bem visitados. São ainda os mais fáceis de organizar, afinal precisam-se apenas alguns telefonemas e e-mails chamando as pessoas.

Workshops

Mais participativo, e ainda uma atmosfera social tranqüila. Participantes por exemplo podem criar coisas a serem usadas ou distribuídas no trajeto de outro evento. Em LA, criaramos mail art para enviar por ai, presentes para nossos Noéis arruaceiros distribuírem, ursos de pelúcia recheados com cimento para travessuras, suprimentos pra eventos de Halloween, fantasias para uma manifestação improvisada. Ou até cookies de forno para o Jack Kevorkian*.

[*nota do tradutor: quando um cookie “infla” com o fermento, está fazendo isso por causa de bolhas de monóxido de carbono. Daí a referência ao Dr. Morte, grande defensor da eutanásia, por ele usar justamente o monóxido de carbono para seus suicídios assistidos.]

Teatro Guerrilha & Happenings

Esses eventos geralmente são pequenos, afinal, não é para qualquer um. Algumas vezes também precisará de fantasias. Incluindo marchas de protestos inoportunos, pessoas fantasiadas de cachorro tentando entrar em campeonatos de cachorros reais, ou ainda palhaços tentando entrar num prédio comercial procurando por seus monociclos. Esses são eventos que a mídia gosta de ver. Querendo ou não eles chamam a atenção e aumentam no público o nível de consciência e interesse no que estamos fazendo.

Travessuras, Pregação de Peças e Ruído Cultural

Criação e distribuição de materiais constrangedores e desconcertantes. Falsos flyers e manifestos, sabotagem de outdoors, frigideiras coladas na parede, corpos delimitados em bancos de calçada, enfiar nas prateleiras produtos falsos, tipo nossos "cement cuddlers." e barraquinhas oferecendo coisas como gesso de graça para braços não quebrados. Envolve mais trabalho do que usuais teatros de rua por exigirem apresentações sem pontas soltas para realmente impressionar as pessoas. Muito se fala sobre esse tipo ser o mais complicado. Geralmente levado sozinho ou em rápido turnos noturnos. O fator “medo” mais as preparações mirabolantes fazem deles os mais difíceis de fazer acontecer, restringindo-o a poucos com suficiente “paudurencência”.

De Onde os Eventos Vem?

Em LA, nós tínhamos um grupo de mais ou menos 10 pessoas que tomavam turnos para organizar os eventos, o que funcionava bem. Porque gosto de encorajar novas pessoas a organizar eventos, e sempre deixo de lado minhas próprias idéias quando algum novato propõem algo. Se o mês está devagar eu apresento uma delas, ou as vezes a galera pede o último evento de novo, o que te alivia de partos criativos forçados durante calmarias mentais. Você também pode roubar idéias de eventos bem-sucedidos de outros grupos da Sociedade.

Hm, O Que Significa Organizar Um Evento?

Em algum momento depois de freqüentar os eventos alguém pode querer alimentar o Monstro além. Eles vão querer “organizar um encontro”. Diga a eles:

No Mínimo:

Você aparece no evento. Planeja específicamente (dia e hora, ponto de encontro). Dá seu telefone e/ou email para pessoas com dúvidas. Administra o grupo quando necessário depois que o evento começar (basicamente contar quantas pessoas estão presentes, determinar quando todo mundo que RSVP’d chegou, e anunciar o que vai acontecer).

Ou Ainda Melhor:

Você arranja um evento e o escreve (ou só um esboço se não tiver muita capacidade descritiva). Você convida seus amigos para ele ou, ao menos, joga idéia na lista de discussão. (não espere muita coisa se você mesmo não chamar ninguém diretamente, nem se você não reforçar os convites tanto online quanto ao vivo). E pede a ajuda que precisar, ou se vira (encontrando e fazendo acordos, marcando tours, reuniões, etc.).

SE RESOLVENDO COM OS OUTROS CABAÇOS

Estamos todos aqui espalhar alegria e confusão. E provavelmente vocês vieram todos do mesmo saco. grupo de L.A. cresceu assim:

No início nosso calendário de eventos era mais um quadro de informações não muito para “eventos Cacofônicos” mas para “eventos alternativos” e deles trazendo as pessoas à cacofonia. Em qualquer comunidade você vai encontrar várias pessoas com pensamentos parecidos atrás de compartilhar seus talentos nessas circunstâncias. Geralmente essas pessoas são artistas marginais, terroristas poéticos ou loucos em geral. Eles faziam as coisas deles antes da Sociedade ter aparecido, mas foram atraídos a ela e foram sugerindo eventos favoráveis suas habilidades e interesses. Ocasionalmente, falar sobre posse em relação aos eventos que eles organizam é, no mínimo, complicado. Uma linguagem clara nos flyers e anúncios geralmente contornam esse problema. As cacofônias de LA & SF usam a categoria “Soa Como Cacofonia” no boletim informativo preservando distinções e reafirmando alianças.

Começando com explosões ou sussurros?

Em geral há dois jeitos de começar bem, uma é se tornar notório com um evento bem grande, como a galera de Portland fez. Essa leva muito tempo para organizar e muitos contatos.

Outra forma é com algo pequeno e de boca-a-boca. Esse é o menos chamativo e mais para um encontro de gente Freak, onde as pessoas freqüentam não pelas grandes atrações, mas pelas pessoas que vão. Para esse tipo de coisa precisa-se de reuniões pra manter as pessoas por dentro, e talvez também tenha que aceitar algumas idéias que cumpram as expectativas de algum ideal provocativo. Mas se você consegue juntar uma galera, da pra afinar a harmonia depois.

Quando os Zines Dominavam o Mundo

O Duro Caminho

Em novembro de 99, o grupo de LA pos na ruas a última edição do “Tales From the Zone”. Chegamos a conclusão que a distribuição online é beem mais efetiva, pelos motivos abaixo. Era legal abrir a caixa do correio. Divertido ler e pegar na zine. Mas mesmo interrompendo isso tudo não houve queda na qualidade ou na quantidade de pessoas, e é isso o que conta.

Uma das desvantagens da mala direta é o custo. Com mais ou menos 250 pessoas, o custo do papel e da tinta era mais ou menos de $60/mês. Postagem: $110-120/mês. Além de todo o trabalho envolvido no layout e encontrando e criando imagens. Com uma lista de mala direta postal, se precisa de suporte lógico e pessoas dedicadas à tarefa de mantê-la: por os nomes novos na lista conforme eles aparecem, despachar amostras grátis e consertar notícias quando necessário.

Na época, fazíamos 700 cópias por mês, indo umas 250 para o correio e o resto para ser distribuído por ai. No início, pra por as coisas andando, mandávamos flyers para todos os cacofônicos em potencial que conseguíamos o nome e endereço. Aos poucos, fomos ganhando notoriedade e confiança, e pudemos nos livrar dos fiados, mas sem deixar de mandar alguma amostra para iniciantes ou pessoas a qual estávamos pagando favores.

O CARTEIRO & A POLTRONA CACOFÔNÍCA

A uns anos atrás, introduzimos 2 tipos de mala direta, comum ($10 anual) e fanático ($15). Mantendo a tradição de SF, sempre que dava incluíamos pequenas surpresas com as cartas (objetos encontrados, flyers fnord, tatuagens temporárias, etc.) mas os fanáticos tinham mais quantidade e qualidade dessas obras de arte postal. Perto do fim das malas diretas por correio, vimos que uns 80% dos inscritos eram fanáticos. Parece que enquanto a maioria das pessoas estavam curtindo a Cacofônia como um fenômeno postal, elas queriam faze-lo valer a pena, e capricharam por mais extras.

Existe uma curiosa e quase inversa relação entre a participação e as malas diretas pagas. Os caras que estão com as mangas arregaçadas montando eventos não se preocupam realmente em ser “membros oficiais”. Enquanto aqueles que nos pagam ano após ano geralmente são as pessoas que moram fora da vizinhança da cidade e estão satisfeitas com essa associação vigária. As vezes é como se o conceito de membro fosse antiético ao ideal Cacofoníco (ou talvez é assim que eu queira ver).

Escrever no calendário, online ou impresso, sempre será muito importante. Acredito que é sempre bom ter alguém pra escrever e escrever com calor quando as coisas estiverem meio fodidas e não deixar o fogo apagar quando a Cacofonia estiver meio parada. Ela pode se sustentar com tipo uma zine letárgica. Um bom blog para notícias (mesmo quando não muitas) mantém a “poltrona Cacofonica” pronta, assim como a lista de discussão online. Quando um evento no mundo real acontecer, eles estarão prontos para cair em cima.

A partir de agora, tudo online

VOCÊ ESTÁ COMEÇANDO A ENTENDER!

Você nesse exato momento você esta numa boa com a propagação online como se já tivesse nascido com isso. E esse é o lance. Como boa marginal, Cacofonia naturalmente se inclinou de todas as formas (legais ou não) a cobrir os sacrifícios da produção das impressões. A internet não só permite isso como também incentiva mais espontaneidade no planejamento, facilitando aquelas sempre necessárias mudanças de última hora – coisa que não acontecia quando o calendário era impresso e enviado um mês antes. Publicações online também encorajam participantes em potencial suprindo-o com fotos, mapas interativos e links em geral sobre o trajeto das viagens de campo, alvos para TPs ou artistas participantes do show.

COMUNIDADE DE E-MAILS

Nós temos 2 tipos de lista de email, COMUM (lista de mão única), usada para anunciar cada evento com antecedência {with copy lifted from the newsletter} e DISCUSSÃO, usada para idealizar em grupos os eventos, brainstorms, chat, desenvolver o grupo, etc. Descobri que a lista de discussão pode ser de grande ajuda para aumentar a participação das pessoas. Particularmente nos últimos meses, a maioria dos eventos veio dessa lista.

Eu estava bastante hesitante em relação ao uso de emails pensando que isso era coisa de um bando de teoricuzões que ficam na de dar opiniões de vento e não de montar eventos, e por mais que esse lado seja real, ainda é bem válido usar emails. Há alguns anos atrás eu era contra dispersar informação pela rede pensando que era elitista demais, mas hoje em dia, acredito que já seja suficientemente universal.

Além de postar informações na web, mandar emails anunciando eventos, a Cacofonia criou uma comunidade online dedicada a brainstorms coletivos, compartilhando noticias internas de atividades e singularidades, além de discutir outras coisas subversivas e esotéricas muito interessantes. Hoje em dia nos eventos é bastante comum ouvir pessoas anti-sociais saindo de seus hobbys em casa e mencionando suas identidades online: “É, eu sou o antisocial@loner.net!”. Se você quiser conferir vai descobrir que muitas amizades e irmandades-ultra-secretas surgiram com o nascimento da nossa lista de discussão online.

CUIDANDO DO REBANHO CIBERNÉTICO

É claro que há problemas em qualquer sistema. Discussões toscas, mal educadas e irritantes surgem. Estas são nossas regras para assinatura da lista de discussão:

1) A Postagem tem de ter algo a ver com os eventos.

2) Nunca mande imagens para a lista.

3) NUNCA RESPONDA PARA TODOS QUANDO UMA MENSAGEM PRIVADA PODE RESOLVER. A configuração padrão manda os emails pra todo mundo automaticamente. Mas há 200 pessoas na lista! Elas diabos precisam ler sua resposta? Se não, copie-e-cole pro destinatário somente a pessoa a quem você se refere.

4) Sem postagens de uma linha. Tipo “concordo” ou “to indo nesse evento com certeza!”. Um bom uso para a lista é como meio de divulgação de noticias, recados, etc. Mas, quando alguém pergunta, “alguém ai interessado?” por favor confirme por email! Também ajuda pondo no final da mensagem, "Quem estiver interessado, estou no timoteo@pinto.com”.

5) Nada de sugestões de eventos para os outros fazerem. Brainstorm é liberado, e eu sei que nem sempre é possível superar certos impedimentos, mas esta é uma regra de ouro: de idéias de coisas que gostaria de participar.

VIRTUALMENTE NADA

Não da pra dizer quem é fogo de palha e quem não. Esse é um excelente motivo para um encontro. Frente a frente. Testando descobrimos que encontros mensais ao vivo davam uma moral ao discernir quais são os sabichões virtuais e quem é realmente capaz de meter a mão na massa. Se os caras nunca aparecem nas reuniões ao vivo para discutir as idéias que vinham dando, é claro que também não vão fazê-las acontecer. Aí, depois de tê-lo avisado e continuar na mesma, iremos ignorá-lo educadamente quando der as caras. Os encontros são bastante frouxos, mas mesmo assim nos mantemos a uma agenda, basicamente revendo os eventos passados um por um, discutindo idéias para o próximo mês e transcrevendo as conclusões ao online, e só depois rola a putaria de idéias para seja lá o que for.

BRAINPOOL ONLINE

Eu me dei a tarefa de ir cada mês catar boas idéias na lista de discussão. Ouvir a opinião das pessoas e ver se elas largam e mão ou se seguem a diante com a idéia. Naturalmente, num curto encontro regular, todos os detalhes, inclusive a data do próprio evento, simplesmente não saem. Nessa, as que são levadas adiante costumam ser resolvidas afinal (inevitavelmente no último minuto) por telefone.

WEBPÁGINAS

Não se engane; a internet encoraja um estilo de vida anônimo, à espreita e abusado. Os curiosos vão querem saber mais sobre seu grupo sem qualquer compromisso (como dar email ou telefone). Pelo o que eles acham, somos loucos-fudidos-com-tendências-a-dar-punhaladas-por-trás ou pior – marketeiros. Por mais que não seja necessário para um coletivo pequeno ou fechado para amigos, considere montar ao menos um sítio digital super simples. É muito tranquilo encontrar sites com hospedagem grátis. E nós linkaremos ao sítio nacional, assim mais gente pode chegar e cair de pára-quedas no grupo de vocês.

Visitando o sítio de outros grupos, da pra fazer várias aproximações. Já o sítio seu grupo, é importante que tenha pelo menos alguma forma das pessoas entrarem em contato com vocês. Além disso, é bom ter também informações dos próximos eventos e o que já aconteceu. Com o tempo, é legal por imagens, links textos relacionados à proposta do grupo e qualquer coisa que o seu coraçãozinho mandar.

Finalmente

O aconselhável é ter conhecer os altos e baixos do LA chapter e outros coletivos. Consultando-os conforme o seu próprio cresce com certeza vai lhe evitar um monte de dor de cabeça que outros já tiveram que passar. Boa sorte, cara.

3.2.09

quer um cerebro melhor?  

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A parada é,
por muuuito tempo todo mundo via o cérebro como uma parada que depois da formação básica só podia se deteriorar.
Parada estática, sem progresso, se tu fuma maconha nunca mais irá repor aqueles neurônios.

Mas não!

Maluco, o cérebro é flexível, tanto é capaz de "produzir" mais neurônios, como desenvolver partes específicas.
Por mais que o cérebro não seja um músculo, ele funciona como um.

Ou seja,
Se você não o usa ele fica fraco, murcho, inútil, assim como o paradigma socio-sexual atual faz com seu... tornozelo.




5 coisas que estimulam o desenvolvimento do cérebro:





1ª,
Malabarismo


Depois de experimentos com 23 cobaias, pesquisadores alemães publicaram na Nature sobre como o cérebro pode se desenvolver com a prática de... malabarismo!
Eles dividiram as cobaias em dois grupos.
Por três meses, um grupo aprendeu a malabarizar. Não se sabe o quanto se amarram nisso, mas em três meses, ressonâncias magnéticas mostraram que o volume e a densidade de seus cérebros em áreas associadas à visão e coordenação motora cresceram.
E o foco da pesquisa era a estrutura do cérebro, não a atividade em si.

O grupo que não fez a atividade não mudou. A má notícia? 3 meses depois sem praticar, o grupo malabarista perdeu seus ganhos. Os pesquisadores não estão certos do período de treino necessário para não se perder o desenvolvimento conquistado. Até que mais evidências sejam coletadas, podemos chamar isso de desenvolvimento "use ou perca", demonstrada em fatos sólidos.



2ª,
Meditação
Um grupo de neurocientistas foram visitar o Dalai Lama & Cia (Dalai Lama & Companhia! não Dalai Lama & CIA) em Dharamsala, Índia. Afim de saber de que forma a meditação pode expandir e fortalecer os circuitos cerebrais de uma pessoa.
Sendo que já foi comprovado que estímulos externos podem alterar a estrutura cerebral, a questão era saber se o poder interno de concentração também.

Os resultados (publicados na Academia Nacional de Ciência) foram incríveis.
Monjes com mais de 10.000 horas de experiências em meditação meditaram sobre idéias específicas, como a compaixão. Enquanto suas atividades cerebrais foram comparadas às pessoas inexperientes no assunto.
A diferença não só foi muitas vezes maior que comparado a pessoas inexperientes,
como foi simplesmente maior que qualquer registro em experiência similar!
As atividades de alta frequência chamadas de ondas gamma aumentaram dramaticamente durante o experimento, além de imagens de ressonância magnética documentando a atividade do córtex prefrontal esquerdo no cérebro dos participantes.
O experimento mental de fato sobrecarregou o córtex prefrontal direito, onde ansiedade e emoções negativas "moram".
O que traz a parecer que a disciplina deles aumentou o nível de consciência de uma forma bastante positiva.
Informações adicionais advindas da cientista Sara Lazar do
Massachusetts General Hospital e Harvard Medical School comprovaram que o córtex cerebral daqueles que praticam mais denso nos cérebros daqueles que praticam Meditações Buddhistas.





3ª,
Contato face a Face

Um tal de Edward M. Hallowell, de Hogwarts Harvard, em seu artigo "The Human Moment at Work" nos da uma idéia sobre como precisamos mesmo é de contato humano, ao vivo, face-a-face para ter nosso(s) cérebro(s) dando o máximo de si. Realmente, as informações que processamos num contato impessoal ou pela tela do computador simplesmente não se compara com os neurônios que fritamos quando estamos interpretando o rosto de alguém engajado em complexos conjuntos de habilidades usadas enquanto interagindo com alguém.
Pesquisas na Universidade de McGill mostraram como algo próximo de 2, 3 dias é mais que suficiente para uma pessoa "normal" começar a alucinar sem contato humano. (off: daqui a pouco vou testar isso, quando eufor fazer essa parada aqui)


4ª,
Sexo
bicho, mente relaxada e sem estresse expande limites. Da pra pensar em váários jeitos de ficar assim... música, diversão (≠entretenimento), caminhadas, exercícios, bom sono.. tudo isso sem contar com o bom e velho entraesai!
Durante o orgasmo, o hormônio oxitocina (‘o hormônio do amor...’) é liberado.
Essa parada traz uma sensação de confiança mútua, trazendo tanto um relaxamento quase-que-total e também apego emocional, a(o) parceir@.

Mas falando sobre a parte técnica dos benefícios que uma boa foda pode trazer, mais uma experiência maluca:
Pacientes com desordens altistas recebem doses desse tal hormônio (eu disse doses!! nenhuma enfermeira "deu" pras cobaias... digo, pacientes...).

Daí, a parada além de "consertar" (falando na linguagem dos psicólogos-que-morrendo-afogados-se-clamam-salva-vidas) certos aspectos de seus distúrbios, melhorou o desempenho do cérebro no geral, com destaque na parte de interação social (empatia, etc).
Principalmente, esse hormônio possibilitou um "acesso" melhor ao córtex prefrontal, lugar onde entre outras coisas, processa estímulos faciais.

Outra pesquisa interessante na área fala sobre o número de infecções por DST's (AIDS, sífilis, gonorréia...)! Mas ai, lembre-se de por a droga da camisinha! sobre isso, nem se precisa falar nada.



5ª,
Drogas
Não necessariamente as ilícitas. Eu falo das drogas de aumento de cognição. Várias têm sido desenvolvidas para resolver problemas patológicos relacionados, mas tem se mostrado tão benéficas também em cabeças saudáveis.
Pesquisas mostram que com o uso de Stavigile, mesmo pessoas privadas de dormir podem ter um desempenho mental melhor de alguém perfeitamente descansado. Ritalina, usado em desvio de atenção e hiperatividade, ganhou uso comum entre pessoas sem qualquer distúrbio de atenção pelo alto nível de concentração disponível pelo remédio.
A (maléfica) indústria farmacêutica vem desenvolvendo com velocidade uma longa lista de drogas de aumento no rendimento da memória. A maioria deles age nos receptores nicotínicos para excitar o cérebro ou o sistema cannabinoide evitando que a pessoa fique relaxada demais.
Há também outras drogas focadas na melhora da memória mas pesquisadores já prevêem obstáculos na área. Percebeu-se que essas drogas podem acionar memórias indesejadas (traumas, cagadas, flashbacks, etc.). As vezes, esquecer das coisas também é uma vantagem. Talvez por isso haja gente que diga que feliz é aquele com uma memória ruim, pois é o capaz de experimentar uma coisa boa pela primeira vez várias vezes, e por ser capaz de esquecer de suas dores com mais facilidade.


bela. parrachia.  

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entre outras coisas, frei nando disse:


"Todos sabem que o Bela-Parrachianismo é um fenômeno arcaico."
"Muitos ainda se confundem, creditando ao Parrachianismo origem Discordiana/ Erisiana, como se fosse uma ramificação tupiniquim e pós moderna.
Ora, queridos, sinto em novamente ter que reforças a diferença não só de origem, mas de natureza teórico/prática entre as duas doutrinas. Para continuar minha intenção, após esse leve jogar de brasas, devo me ater ao fenômeno Parrachiano que tem cada vez mais saído de suas cavernas e tomado as ruas da cidade do Rio de Janeiro."
"Minha tese é que o Parrachianismo pode ser dividido em 5 fases.
Ainda, para facilitar a compreensão do que pretendo dizer, é mister expor uma entrevista com o Pedro [eu], um dos responsáveis pela renascença do parrachianismo prático no último ano.

Bela-Parrachia poderia ser dividido a partir de tais estágios:
1 – Parrachianismo Pré-Chinês
2 – Parrachianismo Chinês
3 – Parrachianismo Árabe
4 – Parrachianismo Ocidental Contemporâneo (ressaltando o Francês e o Brasileiro, no RJ iniciando com Sâmia, o artista Tiago Ganso e FernandoR e o Konh Hu)
4.2 – Parrachianismo Prático/Cacofonico – tomando força com o Pedro (Cachaça) e com o Sr. Pestifero."

e aqui o inicio da tal entrevista bilateral entre nós
(levemente editada para facilitar a leitura):

Entrevista, relativamente cortada, com Pedro C., divulgador do dadaísmo no RJ:

Pedro = autosuberversao coletiva... engordando o monstro memético diz:
olha
me parece que há 4 fases
a 0
a 1 seria o intervalo entre la e voces
a 2a seriam a com v6
e "eu",
2.5
um desdobramento
afinal eu começei com a vida e morte

Fernando diz:
então, como vc descobriu o parrachianismo?
autosuberversao coletiva... engordando o monstro memético diz:
=O
eu nao sei
nao me lembro
nao sei se por contato indireto contigo
ou diretamente ao vida e morte
nao sei
só sei que eu entrei definitivamente depois de lê-lo pela 5a vez

Fernando diz:
qual pergunta que você acha que deveria ser feita?
autosuberversao coletiva... engordando o monstro memético diz:
olha
tive uma ideia
essa pode ser uma entrevista bilateral
tanto pro seu quanto pro meu blog

Fernando diz:
sim.. eu já estou gravando tudo que esta sendo dito... acho que a entrevista é isso tudo...
autosuberversao coletiva... engordando o monstro memético diz:
gravando como?
Fernando diz:
embora possa ficar grande...
tipo, copiar/colar..
autosuberversao coletiva... engordando o monstro memético diz:
é só editar e limpar depois
ja fiz isso em outros momentos

Fernando diz:
vc é mais rápido..
vc acha que isso pode influenciar o resultado presente do mov. de Santa Teresa?
autosuberversao coletiva... engordando o monstro memético diz:
isso a entrevista?
sendo otimista, sim
Fernando diz:
a entrevista não.. sua velocidade
e a cacofonia... qual a ligação possível com o parrachianismo?
como vc vê essa ligação?
autosuberversao coletiva... engordando o monstro memético diz:
alguns conceitos em comum
e o que mais me atrai é a possibilidade, que ambos permitem, de um usar o outro

e
ce perguntou
vc acha que isso pode influenciar o resultado presente do mov. de Santa Teresa?
Fernando diz:
isso (id)
autosuberversao coletiva... engordando o monstro memético diz:
entao, bicho, não há movimento.
Fernando diz:
como assim?
autosuberversao coletiva... engordando o monstro memético diz:
eu me recuso a formalizar essas maluquices cacoparrachianas como movimento
Fernando diz:
e o que seria isso: ausência de movimento?
autosuberversao coletiva... engordando o monstro memético diz:
melhor ainda seria nao procurar nomes para esses eventos quinzenais

Fernando diz:
ou não seria possível, através da relativazação nominal e do ritual do arroz que esses eventos não fossem os mesmos encontros?
autosuberversao coletiva... engordando o monstro memético diz:
como assim os mesmo encontros?
ce diz entre caco e parrachia?
Fernando diz:
sim... Have a Nietzsche day...
autosuberversao coletiva... engordando o monstro memético diz:
claro
sempre foram

mas ainda assim, nada de movimento!
não há movimento cacofonico ou parrachiano em santa teresa, só eventos e atos cacofonicos e parrachianos, sacas?
eu nao fico dizendo para as pessoas, "bem vindo a sociedade da cacofonia!" ou coisa assim. elas só vivenciam
Fernando diz:
então, vc está dizendo que só há ato?
autosuberversao coletiva... engordando o monstro memético diz:
pode ser
eu fiz meu primeiro evento antes de saber o que era cacofonia, e dividia muitos conceitos com a bela-parrachia antes de conheçe-la, por exemplo
Fernando diz:
então, vc acha que isso é uma possível passagem do mov. das bolas de gude do parrachianismo para um ato contínuo de mutação sem mudança?
autosuberversao coletiva... engordando o monstro memético diz:
achar isso implicaria deu estar encabeçando o "parrachianismo"
fardo queu delego
Fernando diz:
então, carnaval ou contracultura?
autosuberversao coletiva... engordando o monstro memético diz:
puutz.. por que nao os dois?!

E assim termina por hoje.
E assim termina por hoje. [2]

HEEY, ADIVINHA QUEM VOLTOU?  

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NINGUÉM!

isso ae, o cachaça morreu mesmo e a cachaçoteca com ele.

MAS


eu vos apresento PARRACHIA!
com um novo colaborador, novos paradigmas, novos nomes, novos focos, novas ENERGIAS!

e só pra esquentar, vos apresento a tradução completa do "Quer um Cérebro Maior?" e da "Sociedade Cacofôníca", 2 novos periódicos "Notícias do Front, contos na cacoparrachia" e "Osho"; E a primeira parte do scan do livro "PROVOS - amsterdan e o nascimento da contracultura", que está divido em 3 partes.

divirtam-se!

divertidamente,
Pedro.

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