27.12.09

Isaac Asimov - Pense  

0 x23 comentários

  
Genevieve Renshaw, Doutora em Medicina, tinha as mãos enfiadas nos bolsos do seu jaleco de laboratório. O contorno dos punhos cerrados lá dentro aparecia claramente, mas falava num tom calmo:

- O fato – dizia ela – é que estou quase pronta, mas vou precisar de ajuda para continuar tocando a coisa pelo tempo necessário para ficar pronta.

James Berkowitz, um físico que tendia a proteger meras médicas, quando eram atraentes demais para serem desprezadas, tinha o hábito de chamá-la Jenny Wren*, sempre que ninguém o estava ouvindo. Gostava de dizer que Jenny Wren possuía um perfil clássico e sobrancelhas surpreendentemente suaves, e, no íntimo, considerava que atrás delas se adensava um cérebro dos mais aguçados. Seria a melhor forma para expressar sua admiração – do perfil clássico – sem cair num chauvinismo masculino. Sem dúvida, admirar o cérebro era preferível, mas, em geral, evitava fazê-lo em voz alta na presença dela.

- Não acho que o escritório central vá ter paciência por muito mais tempo – disse ele, com o polegar raspando o queixo com barba por fazer. – A impressão que tenho é que vão encostá-la na parede antes do fim da semana.

- É por isso que preciso da sua ajuda.

- Receio que não haja nada que eu possa fazer.

Ele pegou um inesperado reflexo de seu próprio rosto no

* Alusão às enfermeiras que fazem parte do Women “s Royal Naval Service. (N.R.)


26.12.09

Alan Watts is God for 10 Minutes  

0 x23 comentários


17.12.09

Isaac Asimov – A Última Pergunta  

0 x23 comentários

exelente conto retirado daqui.


ReachForTheStarsA última pergunta foi feita pela primeira vez, meio que de brincadeira, no dia 21 de maio de 2061, quando a humanidade dava seus primeiros passos em direção à luz. A questão nasceu como resultado de uma aposta de cinco dólares movida a álcool, e aconteceu da seguinte forma…

Alexander Adell e Bertram Lupov eram dois dos fiéis assistentes de Multivac. Eles conheciam melhor do que qualquer outro ser humano o que se passava por trás das milhas e milhas da carcaça luminosa, fria e ruidosa daquele gigantesco computador. Ainda assim, os dois homens tinham apenas uma vaga noção do plano geral de circuitos que há muito haviam crescido além do ponto em que um humano solitário poderia sequer tentar entender.

Multivac ajustava-se e corrigia-se sozinho. E assim tinha de ser, pois nenhum ser humano poderia fazê-lo com velocidade suficiente, e tampouco da forma adequada. Deste modo, Adell e Lupov operavam o gigante apenas sutil e superficialmente, mas, ainda assim, tão bem quanto era humanamente possível. Eles o alimentavam com novos dados, ajustavam as perguntas de acordo com as necessidades do sistema e traduziam as respostas que lhes eram fornecidas. Os dois, assim como seus colegas, certamente tinham todo o direito de compartilhar da glória que era Multivac.

Por décadas, Multivac ajudou a projetar as naves e enredar as trajetórias que permitiram ao homem chegar à Lua, Marte e Vênus, mas para além destes planetas, os parcos recursos da Terra não foram capazes de sustentar a exploração. Fazia-se necessária uma quantidade de energia grande demais para as longas viagens. A Terra explorava suas reservas de carvão e urânio com eficiência crescente, mas havia um limite para a quantidade de ambos.

No entanto, lentamente Multivac acumulou conhecimento suficiente para responder questões mais profundas com maior fundamentação, e em 14 de maio de 2061, o que não passava de teoria tornou-se real.

A energia do sol foi capturada, convertida e utilizada diretamente em escala planetária. Toda a Terra paralisou suas usinas de carvão e fissões de urânio, girando a alavanca que conectou o planeta inteiro a uma pequena estação, de uma milha de diâmetro, orbitando a Terra à metade da distância da Lua. O mundo passou a correr através de feixes invisíveis de energia solar.

Sete dias não foram o suficiente para diminuir a glória do feito e Adell e Lupov finalmente conseguiram escapar das funções públicas e encontrar-se em segredo onde ninguém pensaria em procurá-los, nas câmaras desertas subterrâneas onde se encontravam as porções do esplendoroso corpo enterrado de Multivac. Subutilizado, descansando e processando informações com estalos preguiçosos, Multivac também havia recebido férias, e os dois apreciavam isso. A princípio, eles não tinham a intenção de incomodá-lo.

Haviam trazido uma garrafa consigo e a única preocupação de ambos era relaxar na companhia do outro e da bebida.

“É incrível quando você pára pra pensar…,” disse Adell. Seu rosto largo guardava as linhas da idade e ele agitava o seu drink vagarosamente, enquanto observava os cubos de gelo nadando desengonçados. “Toda a energia que for necessária, de graça, completamente de graça! Energia suficiente, se nós quiséssemos, para derreter toda a Terra em uma grande gota de ferro líquido, e ainda assim não sentiríamos falta da energia utilizada no processo. Toda a energia que nós poderíamos um dia precisar, para sempre e eternamente.”

Lupov movimentou a cabeça para os lados. Ele costumava fazer isso quando queria contrariar, e agora ele queria, em parte porque havia tido de carregar o gelo e os utensílios. “Eternamente não,” ele disse.

“Ah, diabos, quase eternamente. Até o sol se apagar, Bert.”

“Isso não é eternamente.”

“Está bem. Bilhões e bilhões de anos. Dez bilhões, talvez. Está satisfeito?”

Lupov passou os dedos por entre seus finos fios de cabelo como que para se assegurar de que o problema ainda não estava acabado e tomou um gole gentil da sua bebida.

“Dez bilhões de anos não é a eternidade”

“Bom, vai durar pelo nosso tempo, não vai?”

“O carvão e o urânio também iriam.”

“Está certo, mas agora nós podemos ligar cada nave individual na Estação Solar, e elas podem ir a Plutão e voltar um milhão de vezes sem nunca nos preocuparmos com o combustível. Você não conseguiria fazer isso com carvão e urânio. Se não acredita em mim, pergunte ao Multivac.”

“Não preciso perguntar a Multivac. Eu sei disso.”

“Então trate de parar de diminuir o que Multivac fez por nós,” disse Adell nervosamente, “Ele fez tudo certo”.

“E quem disse que não fez? O que estou dizendo é que o sol não vai durar para sempre. Isso é tudo que estou dizendo. Nós estamos seguros por dez bilhões de anos, mas e depois?” Lupov apontou um dedo levemente trêmulo para o companheiro. “E não venha me dizer que nós iremos trocar de sol.

Alan Watts  

0 x23 comentários


http://innova7ion.com/images/Alan%20Watts-low.jpg

"Nunca, de forma alguma, somos capazes de examinar, de fazer de objeto nossa própria mente, assim como não conseguimos olhar diretamente para os próprios olhos e não conseguimos morder os próprios dentes. Porque nós SOMOS nossos dentes, nossos olhos e nossa mente. Mas se mesmo assim se você tenta esse tipo de coisa com ela, ora, isso é uma terrivel falta de compreenção e confiança. Isso mostra que você não compreende de fato seu 'isso', e se você é 'isso', nada precisa fazer em relação a isso. Não há nada para se procurar. E o teste é: mesmo assim você está procurando algo?"







"...Assim, perdemos o ponto da questão,
o qual é dançar."

 



"Perceba como você é a folha e o vento."





R.U.A.  

0 x23 comentários



http://4.bp.blogspot.com/_oXbt-ROvmE4/STqK2_Zg5-I/AAAAAAAAD1s/THSpcAM2p9Q/s400/roendo-unhas.jpg
Quando há energia demais e você não sabe o que fazer com ela, é comum começar a roer as unhas ou fumar. As pessoas fazem qualquer coisa para se manterem ocupadas — é difícil aguentar a energia parada.

Quando alguém critica esse comportamento, alegando que é "nervosismo", você se sente reprimido. É como se não tivesse liberdade nem para roer as próprias unhas!

As pessoas acabam encontrando formas mais inofensivas de liberar essa energia, como mascar chiclete ou morder a caneta.

Essas são formas muito sutis, ninguém vai reclamar. Se você fumar um cigarro, quase ninguém vai reclamar, mas roer as unhas, que não faz mal algum, parece deselegante e infantil, e você tenta evitar.

Você tem que aprender a viver da forma mais energética, só isso, e todas essas manias desaparecerão. Dance mais, cante mais, nade mais e faça longas caminhadas. Use sua energia de maneira criativa e viva a vida de forma mais intensa. Saia do mínimo e vá para o máximo.

Se estiver fazendo amor, faça-o de forma selvagem, e não com "elegância", pois isso significaria não viver de fato, apenas fazer de conta que está vivendo. Você já não é mais uma criança, então pode fazer o que quiser em sua própria casa. Pule, cante e corra.

Faça isso durante algumas semanas. Você irá parar de roer as unhas sem nem mesmo perceber, pois agora você tem coisas muito mais interessantes para fazer — quem se preocupa com as unhas?

Mas fique atento às causas e não se preocupe demais com os sintomas.



6.12.09

.transformando ADS em ARTE.  

0 x23 comentários


AddArt é uma extensão para FIREFOX que, ao invés de simplesmente bloquear propaganda [ADS], a subtitui por Arte.

[todos odiamos os ads idiotas e invasores da internet. não?]
[invasores? é, já reparou como são incrivelmente direcionados as vezes?? principalmente o do mestre google. tenho medo dessas coisas.. pelo menos com essa extensão posso me enganar que os ads sumiram e que o google não tem um banco de dados com informaçoes sobre meu IP]

(:

https://addons.mozilla.org/en-US/firefox/addon/6846


:::

ACHEI AQUI: http://hackreal.blogspot.com/

5.12.09

Koan da bicicleta  

0 x23 comentários

Um mestre Zen viu cinco dos seus discípulos voltando das compras, pedalando suas bicicletas.
Quando eles chegaram ao monastério e largaram suas bicicletas, o mestre perguntou aos estudantes:
“Por que vocês andam com suas bicicletas?”

O primeiro discípulo disse: “A bicicleta carrega, para mim, os sacos de batata.
Estou feliz por não ter de carregá-los em minhas costas!” 

O mestre elogiou:
“Você é um rapaz muito inteligente!
Quando você crescer você não andará curvo como eu ando.”


O segundo discípulo disse:
“Eu adoro ver as árvores e os campos por onde passo!” 
O mestre elogiou:
“Seus olhos estão abertos e você enxergará o mundo.”

O terceiro discípulo disse:
“Quando eu pedalo minha bicicleta eu fico feliz e cheio de "mio rengue quio” (energia). 
O mestre louvou:
“Sua mente se expandirá com a suavidade de uma roda novamente centrada.”

O quarto discípulo falou:
“Pedalando minha bicicleta eu vivo em harmonia com todas os seres sencientes.” 
O mestre ficou feliz e disse:
“Você pedala no caminho dourado da bondade.”

O quinto aluno disse: 
“Eu pedalo minha bicicleta por pedalar”. 
O mestre sentou-se aos pés dele: 
“Sou seu discípulo.”


retirado do zen budo o qual retirou do bossa zen.

27.11.09

Xamanismo na Prática 00005 - meditação da gilhotina  

0 x23 comentários

Uma das mais belas meditações tântricas:  
caminhe e pense como se a cabeça não existisse, só o corpo.

Sente e pense que a cabeça não existe mais, apenas o corpo.
Lembre-se continuamente de que a cabeça não está presente.

Visualize a si mesmo sem a cabeça.
Faça um quadro de si mesmo ampliado, sem a cabeça; olhe para ele.

Ponha o espelho de seu banheiro numa altura mais baixa para que,
quando você olhar, não possa ver a cabeça, só o corpo.

Faça isso durante alguns dias e sentirá uma leveza acontecendo para você,
um imenso silêncio, pois a cabeça é que é o problema.


Se você puder conceber a si mesmo sem cabeça —
e isso pode ser concebido sem nenhuma dificuldade —
então cada vez mais estará centrado no coração.

Experimente agora mesmo visualizar-se sem cabeça
e você compreenderá imediatamente o que estou dizendo.

18.11.09

Aforismo 00017  

3 x23 comentários

Em nós, em cada um, há uma multidão.

Apenas olhe mais de perto, mais profundamente,
e então você encontrará muitas pessoas dentro de você.

E todas elas fingem, às vezes, ser você.

Thomas von Kempen  

1 x23 comentários



Thomas von Kempen, monge e escritor místico alemão, dizia:


"Primeiro mantenha paz consigo mesmo,
então poderá também levar paz aos outros."
"O hábito é vencido pelo hábito."

"No dia do Julgamento
não nos perguntaram o que haviamos lido
mas o que fizemos."

"Tenha certeza que se você soubesse de tudo,
você perdoaria tudo."

"Um humilde conhecimento de si mesmo
é um caminho mais certo rumo a Totalidade
que uma profunda busca por conhecimento."



8.11.09

A Necessidade de Aprovação e Reconhecimento  

5 x23 comentários


É preciso lembrar que a necessidade de obter aprovação e de ser reconhecido é uma questão que diz respeito a todo mundo. A estrutura de toda a nossa vida é essa que nos foi ensinada: a menos que exista um reconhecimento, nós somos ninguém, nós não temos valor. O trabalho não é o importante, mas sim o reconhecimento. E isso coloca as coisas de cabeça para baixo. O trabalho deveria ser o importante – uma alegria em si mesmo. Você deveria trabalhar, não para ser reconhecido, mas porque você curte ser criativo, você ama o trabalho em si mesmo.


Existiram poucas pessoas como Vincent Van Gogh, capazes de escapar da armadilha que a sociedade lhes impingiu. Ele continuou pintando – com fome, sem casa, sem agasalhos, sem remédios, doente – mas ele continuou pintando. Nem uma pintura sequer estava sendo vendida, não havia reconhecimento de parte alguma, mas o estranho era que em tais condições ele ainda era feliz – feliz porque era capaz de pintar o que queria pintar. Reconhecido ou não, o seu trabalho era intrinsecamente valioso.
Aos trinta e três anos ele cometeu suicídio – não por causa de alguma miséria ou angústia, mas simplesmente porque ele havia pintado o seu último quadro, um pôr-do-sol, no qual havia trabalhado por quase um ano. Ele tentou dezenas de vezes e destruiu, porque não havia atingido aquele seu padrão. Finalmente ele conseguiu pintar o pôr-do-sol da maneira como desejava.
Ele cometeu suicídio escrevendo uma carta para seu irmão, ‘Eu não estou cometendo suicídio por desespero. Eu estou cometendo suicídio por não mais existir qualquer motivo para continuar vivendo – o meu trabalho está concluído. Além disso, tem sido difícil encontrar alternativas para meu sustento. Até aqui as coisas estavam indo bem, porque eu tinha algum trabalho para fazer, algum potencial dentro de mim precisava se exteriorizar, tinha que florescer. De modo que agora, não há sentido em viver como um mendigo. Eu ainda não tinha pensado e nem mesmo tinha olhado para isso, mas agora essa é a única coisa a ser feita. Eu floresci até o meu limite máximo, eu estou realizado, e agora parece ser apenas uma estupidez ficar me arrastando, procurando alternativas de sustento. Por que razão? Para mim isso não é um suicídio; eu apenas cheguei a uma realização, a um ponto final e alegremente estou deixando o mundo. Alegremente eu vivi e alegremente estou deixando o mundo.’
Agora, após quase um século, cada uma de suas pinturas vale milhões de dólares. Existem apenas duzentas pinturas disponíveis. Ele deve ter pintado milhares, mas elas foram destruídas; e ninguém prestou atenção nelas.
Agora, ter um quadro de Van Gogh significa que você tem um senso estético. O quadro dele traz um reconhecimento para você. O mundo não deu qualquer reconhecimento ao trabalho dele, mas ele nunca se preocupou com isso. E esta deve ser a maneira de ver as coisas: você deve trabalhar se amar aquele trabalho.
Não peça reconhecimento. Se ele vier, aceite-o tranqüilamente; se ele não vier não pense a respeito. A sua realização deve estar no próprio trabalho. E se todos aprendessem esta simples arte de amar o seu trabalho, seja qual ele for, curtindo-o sem pedir por qualquer reconhecimento, nós teríamos um mundo mais belo e mais celebrante. Do jeito que o mundo é, vocês têm estado presos num padrão miserável. O que você faz é bom, não porque você ama fazê-lo, não porque você o faz perfeitamente, mas porque o mundo o reconhece, lhe dá uma premiação, lhe dá medalhas de ouro, prêmios Nobel.

Eles têm tirado todo o valor intrínseco da criatividade e destruído milhões de pessoas – pois você não pode dar prêmios Nobel a milhões de pessoas. E têm criado o desejo por reconhecimento em todo mundo, de modo que ninguém consegue trabalhar em paz, curtindo qualquer coisa que esteja fazendo. E a vida consiste em pequenas coisas. Para as pequenas coisas não existem premiações, nenhum título concedido pelos governos, nenhuma graduação honorária dada pelas universidades.

Um dos grandes poetas do século XX, Rabindranath Tagore, viveu em Bengala, Índia. Ele publicou suas poesias e seus romances em bengali – mas não recebeu qualquer reconhecimento. Então ele traduziu um pequeno livro, GITANJALI, Oferta de Canções, para o inglês. E ele estava consciente de que o original tinha uma beleza que a tradução não tinha e não conseguiria ter – porque essas duas línguas, o bengali e o inglês têm estruturas diferentes, maneiras diferentes de expressar.
O bengali é muito doce. Mesmo se estiver brigando, vai parecer que você está envolvido numa conversação agradável. É uma linguagem muito musical, cada palavra é musical. Essa qualidade não existe no inglês, não pode ser trazida para ele. O inglês tem qualidades diferentes. Mas de alguma maneira ele conseguiu traduzir e a tradução – que é pobre comparada com o original – recebeu o prêmio Nobel. Então, de repente, toda a Índia ficou sabendo. O livro esteve disponível em bengali e em outros idiomas indianos por anos, e ninguém prestava atenção nele.
Todas as universidades quiseram lhe dar um título de Doutor. Calcutá, onde ele vivia, foi a primeira universidade a lhe conceder o título de Doctor of Letters. Ele recusou, dizendo, ‘Vocês não estão dando uma graduação a mim nem estão reconhecendo o meu trabalho, vocês estão dando reconhecimento ao prêmio Nobel, porque o livro esteve aqui de uma forma muito mais bela e ninguém se preocupou em escrever ao menos uma crítica’. Ele recusou-se a receber qualquer doutorado honorário. Ele dizia, ‘Isso é um insulto para mim’.

Jean-Paul Sartre, um dos grandes romancistas e homem de tremendo insight sobre a psicologia humana, recusou o prêmio Nobel. Ele disse, ‘Eu recebi recompensa suficiente enquanto estava criando o meu trabalho. Um prêmio Nobel não consegue acrescentar coisa alguma a isso – ao contrário, ele me joga para baixo. Ele é bom para amadores que estão em busca de reconhecimento, eu já sou bastante velho, eu já desfrutei o suficiente. Eu amei tudo o que fiz. Essa foi a minha própria recompensa, eu não quero qualquer outra recompensa, porque nada pode ser melhor do que aquilo que eu já recebi.’ E ele estava certo. Mas as pessoas certas são poucas no mundo. O mundo está cheio de pessoas vivendo dentro das armadilhas.

Por que você deve se preocupar com reconhecimento? Preocupação com reconhecimento somente faz sentido se você não ama o seu trabalho, nesse caso ele não tem significado, então o reconhecimento parece ser um substituto. Você detesta o trabalho, não gosta dele, mas você o faz porque será reconhecido, será apreciado e aceito. Ao invés de pensar no reconhecimento, reconsidere o seu trabalho. Você gosta dele? – então ponto final. Se você não gosta, então, troque-o!

Quando eu cursava a universidade, me disseram repetidas vezes, ‘Você deve parar de fazer essas coisas… Você continua formulando perguntas que sabe perfeitamente bem que não podem ser respondidas e que colocam o professor numa situação embaraçosa. Você tem que parar com isso, caso contrário essas pessoas irão se vingar. Elas têm o poder e poderão reprová-lo.’
Eu dizia, ‘Não me preocupo com isso. Neste momento eu estou curtindo formular perguntas e fazê-los sentirem-se ignorantes. Eles não são corajosos o bastante para simplesmente dizer, ‘Eu não sei.’ Desse modo, não haveria qualquer embaraço. Mas eles querem fingir que sabem tudo. Eu estou curtindo isso; a minha inteligência está sendo aguçada. Quem se preocupa com exames? Eles poderão me reprovar apenas quando eu aparecer nos exames – e quem vai aparecer? Se eles estiverem com essa idéia de que podem me reprovar, eu não entrarei nos exames, e repetirei a mesma série. Eles terão que me aprovar pelo simples medo de ter que me encarar por mais um ano novamente.’
Todos eles me aprovaram e me ajudaram a passar porque queriam ficar livres de mim. Aos olhos deles, eu estava destruindo os outros estudantes, porque eles começaram a questionar coisas que, por séculos, eram aceitas sem questionamentos.

Quando eu estava ensinando na universidade, a mesma coisa aconteceu, sob um ângulo diferente. Agora eu estava formulando perguntas aos estudantes para trazer a atenção deles ao fato de que todo o conhecimento que eles tinham acumulado era emprestado e que eles nada sabiam. Eu lhes dizia que não me importava com a graduação deles, eu me importava com a experiência autêntica deles – e eles não tinham nenhuma. Eles estavam simplesmente repetindo os livros, que estavam desatualizados, que já tinha sido provado que estavam errados há muito tempo. Agora as autoridades da universidade estavam ameaçando-me, ‘Se você continuar por esse caminho, atormentando os alunos, você será colocado para fora da universidade.’
Eu disse, ‘Isso é estranho – eu era um estudante e não podia formular perguntas aos professores; agora eu sou um professor e não posso formular perguntas aos estudantes! Então, qual função esta universidade está preenchendo? Este deve ser um lugar onde as perguntas são formuladas, onde os questionamentos começam. As respostas devem ser encontradas na vida e na existência, não nos livros.
Eu disse, ‘Vocês podem me colocar para fora da universidade, mas lembrem-se, estes mesmos estudantes, em nome de quem vocês estão me colocando para fora, irão reduzir a cinzas toda a universidade. Eu disse ao vice-reitor, ‘Você deve vir e ver a minha sala’.
Ele não conseguiu acreditar – na minha sala havia pelo menos duzentos estudantes… E não havia espaço, de modo que eles sentavam em qualquer lugar que encontrassem – nas janelas, no chão. Ele disse, ‘O que está acontecendo, pois tem apenas dez alunos matriculados na sua matéria?’
Eu disse, ‘Essas pessoas vêm para ouvir. Elas abandonam as suas aulas e adoram estar aqui. Esta aula é um diálogo. Eu não sou superior a eles e eu não posso recusar ninguém que queira vir à minha aula. Se ele é meu aluno ou não, não importa, se ele vem me ouvir, então é meu aluno. Na verdade, você deveria me permitir utilizar o auditório. Estas salas de aula são muito pequenas para mim.’
Ele disse, “Auditório? Você quer dizer, toda a universidade reunida no auditório? O que, então, os outros professores estarão fazendo?’
Eu disse, ‘Isso é bom para eles pensarem a respeito. Eles deveriam ir embora e se enforcar! Eles deveriam ter feito isso há muito tempo. Ao ver que seus alunos não estavam indo assistir suas aulas, isso já era uma indicação suficiente.’
Os professores ficaram com raiva e as autoridades também. Finalmente eles tiveram que me ceder o auditório, mas com muita relutância, porque os alunos ficaram pressionando. Mas eles disseram, ‘Isto é estranho, alunos que nada têm a ver com filosofia, religião ou psicologia, por que eles devem estar indo lá?’
Muitos alunos disseram ao vice-reitor, ‘Nós gostamos disso. Não sabíamos que filosofia, religião e psicologia poderiam ser tão interessantes, tão intrigantes, senão já teríamos nos inscrito nelas. Nós pensávamos que essas matérias eram secas e que somente um tipo de pessoas muito ligado a livros se inscreveria nelas. Nós nunca tínhamos visto pessoas com muita energia se inscrevendo nessas matérias. Mas esse homem fez com que essas matérias ficassem tão significantes que parece que mesmo se formos reprovados em nossas próprias matérias, isso não vai importar. O que nós estamos fazendo está tão correto e está tão claro para nós, que nem pensamos em mudar isso.’
Contra o reconhecimento, contra a aceitação, contra as graduações… Mas, finalmente eu tive que deixar a universidade, não por causa de suas ameaças, mas porque eu reconheci que aquilo era um desperdício, pois milhares de estudantes poderiam ser ajudados por mim. Eu poderia ajudar milhões de pessoas do lado de fora, no mundo. Por que eu deveria permanecer apegado a uma pequena universidade? O mundo inteiro poderia ser a minha universidade.

E você pode ver. Eu fui condenado.

Esse foi o único reconhecimento que eu recebi.

Eu fui descrito de maneira totalmente incorreta. Tudo o que pode ser dito contra uma pessoa, foi dito contra mim; tudo o que pode ser feito contra um homem foi feito contra mim. Você acha que isso é reconhecimento? Mas eu amo o meu trabalho. Eu o amo tanto que nem mesmo o chamo de trabalho; eu simplesmente o chamo de minha alegria.
E todas as pessoas mais velhas, bem reconhecidas, me diziam, ‘O que você está fazendo não irá lhe trazer qualquer respeitabilidade no mundo.’
Mas eu dizia, ‘Eu nunca pedi por isso e não vejo o que poderei fazer com a respeitabilidade. Eu não posso comê-la nem bebê-la.’

Aprenda uma coisa básica. Faça o que você quer fazer, o que ama fazer, e nunca peça por reconhecimento. Isso é mendicância. Por que alguém deve pedir por reconhecimento? Por que alguém deve ansiar por aceitação?

Olhe no fundo de si mesmo. Talvez você não goste do que está fazendo, talvez você tenha medo de encarar que está no caminho errado. A aceitação irá ajudá-lo a achar que está certo. O reconhecimento irá fazê-lo achar que está indo para o objetivo correto.
A questão diz respeito aos seus próprios sentimentos internos, ela nada tem a ver com o mundo externo. Por que depender dos outros? Todas essas coisas dependem dos outros – você está se tornando dependente.


Eu não aceitarei qualquer prêmio Nobel. Toda essa condenação de todas as nações ao redor do mundo, de todas as religiões, é mais valiosa para mim. Aceitar o prêmio Nobel significa que eu estou me tornando dependente – agora eu não estarei mais satisfeito comigo mesmo, mas sim com o prêmio Nobel. Neste exato momento eu só posso estar satisfeito comigo mesmo, nada mais existe com que eu possa me satisfazer.
Dessa maneira você se torna um indivíduo. Para ser um indivíduo, viva em total liberdade, apoiado em seus próprios pés, beba a sua própria fonte. Isso é o que torna um homem verdadeiramente centrado, enraizado. Este é o início do seu florescimento supremo.
Essas pessoas tidas como reconhecidas, honradas, estão cheias de lixo e de nada mais. Mas elas estão cheias do lixo que a sociedade quer que elas estejam repletas – e a sociedade as compensa lhes dando premiações.

Qualquer homem, que tem algum senso de sua individualidade, vive pelo seu próprio amor, pelo seu próprio trabalho, sem se preocupar com o que os outros pensam a respeito. Quanto mais valioso for o seu trabalho, menor será a chance de obter alguma respeitabilidade para com ele. E se o seu trabalho for o trabalho de um gênio, então você não verá nenhum respeito enquanto viver. 


Você será condenado enquanto viver… Depois de dois ou três séculos, erguerão estátuas para você, os seus livros serão respeitados – porque demora quase dois ou três séculos para a humanidade compreender o tamanho da inteligência que um gênio tem hoje. O espaço de tempo é grande.


Sendo respeitado por idiotas, você terá que se comportar de acordo com suas maneiras e expectativas. Para ser respeitado por essa humanidade doente, você terá que ser mais doente que ela. Então eles irão respeitá-lo. Mas, o que você irá ganhar? Você perderá a sua alma e nada ganhará.

Rabia al-Adawiyya  

0 x23 comentários


Um dia, Rabia al-Adawiyya estava correndo pela cidade com um balde d'água numa mao e uma tocha na outra. Quando perguntaram a ela o que ela estava fazendo, ela disse "Eu quero apagar o fogo dos inferno e queimar as recompensas do paraíso. Essas coisas bloqueiam o caminho para Deus. Eu nao quero adorar Deus por medo de punições ou pelas recompensas do paraíso, mas simplesmente por amor a Deus."

7.11.09

Aforismo 00016  

0 x23 comentários


"Palavras verdadeiras não soam belas;
palavras que soam belas não são verdadeiras.
Homens sábios não precisam debater;
homens que precisam debater não são sábios."


1.11.09

Deleuze - Signo, tempo e consciência: Gilles Deleuze e António Damásio  

0 x23 comentários


Luís Carmelo, Universidade Autónoma de Lisboa

Deleuze - De que serve perceber tão rapidamente como um pássaro veloz...  

1 x23 comentários

"De que serve perceber tão rapidamente como um pássaro veloz, se a velocidade e o movimento continuam escapando noutra direcção? As desterritorializações continuam a ser relativas, compensadas pelas reterritorializações mais abjectas, por isso o imperceptível e a percepção não cessam de perseguir-se ou de correr uma atrás da outra sem nunca chegar a unir-se verdadeiramente. Em vez de buracos que permitam fugir às linhas do mundo, as linhas de fuga enrolam-se e põem-se a girar em buracos negros".


Gilles Deleuze e Félix Guattari, Capitalisme et schizophrénie. 
Mille plateaux, Paris, Les Éditions de Minuit, 1980, p. 348

Henri Berson  

0 x23 comentários

"O bergsonismo é uma dessas raras filosofias nas quais a teoria da pesquisa se confunde com a própria pesquisa, excluindo essa espécie de desdobramento reflexivo que engendra as gnoseologias, as propedêuticas e os métodos.
Do pensamento bergsoniano pode-se repetir, em certo sentido, o que foi dito do spinozismo: que não existe para ele método substancialmente e conscientemente distinto da meditação sobre as coisas, que o método, cuja marcha geral ela de algum modo desenha, é antes imanente a essa meditação.
Bergson insistia outrora com bastante inquietação sobre a vaidade dos fantasmas ideológicos que se insinuam perpetuamente entre o pensamento e os fatos e mediatizam o conhecimento.
A filosofia da vida esposaria a curva sinuosa do real sem que nenhum método transcendente viesse relaxar essa estreita aderência; mais ainda, seu "método" seria a própria linha do movimento que conduz o pensamento na espessura das coisas."

Vladimir Jankélévitch: Henri Bergson, Paris, PUF, 1959, p. 5.

28.10.09

Noticias do Front  

1 x23 comentários

27.10.09

ad infinitum  

0 x23 comentários


http://blog.genyes.com/wp-content/uploads/phrenology_chart.jpg

"Se o que temos do mundo não passa de uma imagem em nossa cabeça e sendo ela um componente do mundo; então temos nossa cabeça dentro da cabeça, dentro da cabeça, dentro da cabeça, dentro da cabeça, dentro da cabeça...!"
-Timóteo Pinto


Minhas Prioridades  

0 x23 comentários

Eu estou escolhendo essas coisas como minhas prioridades
tanto escolhi essas coisas quanto escolhi faze-las
quanto escolhi não fazer outra.
Mesmo que apenas tenha olhado para um lado
e escolhido aleatoriamente
eu escolhi me abster de uma escolha ativa.
E isso também é uma escolha.
Não importa se são escolhas confortáveis ou não.
Não importa se são escolhas úteis ou não.
Não importa se são escolhas com buracos ou não.
Vou executa-las até acabar;
A não ser que leas fiquem muito paradas ou
caracinza ou encham meu saco.
ai vou escolher fazer outras coisas
(ou nada, o que é outra escolha)
para fazer meu dia valer.

25.10.09

Aforismo 00015  

0 x23 comentários

http://www.myenergetictouch.com/TANTRA%20PICSSS.jpg

Só se começa a entender de fato o que é Tantra quando se compreendesse a sexualidade entre o Sol e a Lua.

Aforismo 00014  

0 x23 comentários


Meu Humor NÃO tEM pUDOR.

14.10.09

koan da xícara de chá  

0 x23 comentários

Nan-in, mestre zen da era Meiji,
recebeu um professor universitario que veio inquiri-lo sobre Zen.

Nan-in serviu chá.
Ele encheu a xícara de seu visitante mas não parou de despeijar chá.
O professor assistiu o transbordo até não se conter mais.
"Está cheio. Não cabe mais nada!"

"Assim como essa xícara," disse então Nan-in, "você está cheio de opniões e especulações. 
Como posso lhe mostrar o Zen sem antes você esvaziar sua xícara?"

13.10.09

mememememe - E se Ideias Forem Vírus?  

0 x23 comentários


"Pessoas possuem Ideias;
Ideologias possuem Pessoas."
[em construção]

Consider the T-phage virus. A T-phage cannot replicate itself; it reproduces by hijacking the DNA of a bacterium, forcing its host to make millions of copies of the phage. Similarly, an idea can parasitically infect your mind and alter your behavior, causing you to want to tell your friends about the idea, thus exposing them to the idea-virus. Any idea which does this is called a "meme" (pronounced `meem').

Unlike a virus, which is encoded in DNA molecules, a meme is nothing more than a pattern of information, one that happens to have evolved a form which induces people to repeat that pattern. Typical memes include individual slogans, ideas, catch-phrases, melodies, icons, inventions, and fashions. It may sound a bit sinister, this idea that people are hosts for mind-altering strings of symbols, but in fact this is what human culture is all about.

As a species, we have co-evolved with our memes. Imagine a group of early Homo Sapiens in the Late Pleistocene epoch. They've recently arrived with the latest high-tech hand axes and are trying to show their Homo Erectus neighbours how to make them. Those who can't get their heads around the new meme will be at a disadvantage and will be out-evolved by their smarter cousins.

Meanwhile, the memes themselves are evolving, just as in the game of "Telephone" (where a message is whispered from person to person, being slightly mis-replicated each time). Selection favors the memes which are easiest to understand, to remember, and to communicate to others. Garbled versions of a useful meme would presumably be selected out.

So, in theory at least, the ability to understand and communicate complex memes is a survival trait, and natural selection should favor those who aren't too conservative to understand new memes. Or does it? In practice, some people are going to be all too ready to commit any new meme that comes along, even if it should turn out to be deadly nonsense, like: "Jump off a cliff and the gods will make you fly."
 
Such memes do evolve, generated by crazy people, or through mis-replication. Notice, though, that this meme might have a lot of appeal. The idea of magical flight is so tantalizing -- maybe, if I truly believed, I just might leap off the cliff and...

Ai está um ponto vital: pessoas infectam umas as outras com memes  que elas  acham mais bonitinhos, independentemente de ser [consensualmente] real ou de seus objetivos. Fora que o hospedeiro pode nunca realmente correr riscos no processo; é capaz de passar o resto de sua vida infectando outras pessoas com o tal meme, induzindo incontáveis otários a um fim. Historicamente, esse tipo de coisa acontece todo o tempo. Agora, se "memes" podem ser considerados realmente "vivos" ou não é um tópico para debate, mas para nós é irrelevante: eles se comportam de forma semelhante a seres vivos, e a tal ponto que nos permite combinar as tecnicas analiticas de epidemologia, evolucionismo, imunologia, linguistica e semiotica, num sistema dinâmico conhecido como "Memética". Ao invez de debater a "verdade" inerente ou a falta dela numa ideia, a memética está mais preocupada em como essas ideias auto-replicam.

This is a vital point: people try to infect each other with those memes which they find most appealing, regardless of the memes' objective value or truth. Further, the carrier of the cliff-jumping meme might never actually take the plunge; they may spend the rest of their long lives infecting other people with the meme, inducing millions of gullible fools to leap to their deaths. Historically, this sort of thing is happening all the time.
Whether memes can be considered true "life forms" or not is a topic of some debate, but this is irrelevant: they behave in a way similar to life forms, allowing us to combine the analytical techniques of epidemiology, evolutionary science, immunology, linguistics, and semiotics, into an effective system known as "memetics." Rather than debate the inherent "truth" or lack of "truth" of an idea, memetics is largely concerned with how that idea gets itself replicated.

Memética é vital para a compreenção de cultos, ideologias e campanhas de marketing de todos os tipos. Além de ajudar a prover imunidade contra informações-contagiosas (memes) perigosas. Você deveria ter noção de que, por exemplo, você acabou de ser exposto a um Meta-Meme, um meme sobre memes...

The lexicon which follows is intended to provide a language for the analysis of memes, meme-complexes, and the social movements they spawn. O nome da pessoa que cunhou e definiu cada palavra aparece em parenteses, apesar de que algumas definições possam estar parafraseadas e alteradas.

5.10.09

MULTIDISCIPLINARY ASSOCIATION FOR PSYCHEDELIC STUDIES - kids and psychodelics  

0 x23 comentários


MULTIDISCIPLINARY ASSOCIATION FOR PSYCHEDELIC STUDIES
VOLUME XIV NUMBER 2, RITES OF PASSAGE: KIDS AND PSYCHEDELICS 2004



WE ARE LIVING IN A DEPRIVED SOCIETY, as far as spiritual rituals are concerned. We suffer from a shortage of rites of passage—or at any rate a shortage of meaningful rites of passage. It's true that we get married and we get buried, we have our baptisms and our first communions and our bar mitzvahs, but sometimes they don't seem to touch our hearts very deeply. In the worst cases, they're just episodes we go through mechanically, by rote.—Psychedelic Rites of Passage I've always done psychedelics away from civilization so I could have a deeper relationship with nature and the earth, in an uninterrupted manner. I wanted to help him reconnect to the earth as his mother and to the incredible power and beauty of the animals, birds and plants. We'd had family camp-outs before, but this was the first time that we ever camped out alone. We went to the Steens Mountains in Southern Oregon. I felt at the time that it was the best experience I'd ever had with another person, let alone my son. There wasn't a bit of tension.—A Mother and Son Peyote Ritual
Raising children to have a healthy spiritual attitude about entheogens in a hostile Drug War climate is challenging, but I think a few general conclusions can be drawn from our experience. As parents and caregivers, we must be aware of the example and environment we provide for our children, as they are constantly learning from the examples, good and bad, of others. If children witness a daily demonstration of devotion and reverence towards entheogens, they will recognize the spiritual nature of entheogens.—Parenting the Peyote Way
The message in school is basically, "Don't do drugs, don't do drugs, don't do drugs." Over and over again. It doesn't teach you anything about drugs. It says nothing specifically that might be good about drugs. Everything is bad. No good will come from any of it. And I wonder why they lie about this? I don't know. I suppose that they just want people to believe that what they are saying is true, so that they won't do drugs. However, I agree that people shouldn't be doing drugs at my age—like 13 or 14.—Parenting in a War Zone
DanceSafe's commitment to harm reduction principles means we recognize every individual's right to choose for themselves what activities they participate in. However, there must be a balance between safety and risk when dealing with potentially harmful activities. We refrain from taking a specific policy stance on issues unless we feel that the specific issue may influence the safety and health of our patrons.—DanceSafe
Though peyote and its psychoactive constituent, mescaline, are listed as Schedule I drugs of abuse, millions of peyote "buttons" are legally distributed and consumed across the United States each year by the 300,000 members of the NAC [Native American Church of the Morning Star]. The NAC, in fact, is the largest single denomination amongst Native Americans.—American Indian Religious Freedom
SSDP believes it is imperative that all students receive a comprehensive drug education. The vast majority of current drug education programs—those espousing "Just Say No" solutions to the problems of youth drug abuse—have failed. We need drug education programs that use a harm reduction model instead of zero tolerance reinforcements of the prohibitionist mind set.—Students for Sensible Drug Policy
In a nutshell, kids were repeatedly told that all illegal drugs are equally bad, and use inevitably leads to abuse and addiction. That message "took" until savvy teens figured out that drugs are vastly different from one another in terms of effects and risks; that the vast majority of users do not progress to increasingly harder drugs or become addicted; and that many legal drugs are far more toxic than illegal drugs. With this knowledge, and the realization that they'd been duped, many teenagers became cynical about any drug information coming from adults, no matter how well-meaning the source. This scared me.—The Safety First Approach to Teens and Drugs
For many, it is now a given that DARE not only fails to prevent kids from using drugs but may actually increase such use... The potentially negative "boomerang effects" of the DARE program have been exposed by many researchers... Questions have been raised related to DARE's dominance of the educational market, its profit motives, apparent programmatic reinvention, and the potential (yet ancillary) benefits of having an officer on the school site during these insecure times. Deft public relations have so far allowed DARE to continue despite these debates.—Drug Education and a Resilient (Re)action
Unitarian Universalism is a religion as old as our nation. Grounded in the inherent worth and dignity of every person, we are often in the vanguard on cutting-edge social justice issues. In June 2002, the General Assembly of the Unitarian Universalist Association (UUA) passed a drug policy Statement of Conscience, advocating that marijuana should be legalized (like alcohol) and that all other drugs should be decriminalized and regulated by prescription.—Unitarians Develop Cutting-Edge Drug Education
IN 2002 the U.S. Supreme Court decided an important case (Board of Education v. Earls) opening the doors to much wider drug testing of America's public school students...Under the ruling, America's teenage students are treated like suspects. If a student seeks to participate in after-school activities his or her urine can be taken and tested for any reason, or for no reason at all. Gone are any requirements for individualized suspicion. Trust and respect have been replaced with a generalized distrust, an accusatory authoritarian demand that students prove their "innocence" at the whim of the schoolmaster...The Court's ruling turns logic on its head, giving the insides of students' bodies less protection than the insides of their backpacks, the contents of their bodily fluids less protection than the contents of their telephone calls. The decision elevates the myopic hysteria of a preposterous "zero-tolerance" Drug War, over basic values such as respect and dignity for our nation's young people.—Dangerous Lessons: Urine Testing in Public Schools
The Huichol believe that the best time to learn how to use peyote is during early childhood. Children should have reached "the age of understanding" so they can verbally articulate their experience. Rather than fix a chronological age for initiation, the maturity, interest, and personal circumstances of each child are individually considered. The Huichol find that pre-pubescent children can integrate a peyote initiation better than an adult whose mind is already rigid, or an adolescent going through the confusion of role transition and sexual maturation.—Psychedelic Family Values

Sociedade Caco[parrachi]fonica Apresentou:  

2 x23 comentários


adivinha quem tava pirofagiando!?

1.10.09

Futurismo Quântico  

0 x23 comentários

A modificação sináptica é o processo na qual o sistema nervoso reforça certos caminhos e enfraquece outros, resultando em exclusivos padrões eletroquímicos de ativação.

Em outras palavras, um padrão de ativação eletroquímica codifica a atividade simultânea de todos os cincos sentidos como se fosse uma peça de informação.

Ao mesmo tempo, o cérebro também está testando seu mundo interior, via o córtex somatosensorial e codificando a reação fisiológica de todo o corpo para o evento externo no mesmo padrão de ativação.

Qualquer coisa que reative esse único padrão eletroquímico de ativação também ativa a reação fisiologica do corpo que estava codificada com este padrão.

A informação pura, no sentido matemático, não exige energia; ela é que ordena a energia. Ela é a negação da entropia, o processo que faz com que os sistemas entrem em desordem.

Jung propos o que ele chamou de inconsciente coletivo, um campo não-local, como aqueles da teoria quântica, e que mais tarde Rupert Sheldrake hipotéticamente chamou de campo morfogenético.

Esse campo se comunica entre os genes, mas não pode ser encontrado "dentro" dos genes, são campos de formas, padrões ou estruturas de ordem que levam informação, campos não físicos que exercem influência sobre sistemas que apresentam algum tipo de organização inerente.

“Campos mórficos são laços afetivos entre pessoas, grupos de animais - como bandos de pássaros, cães, gatos, peixes - e entre pessoas e animais. Não é uma coisa fisiológica, mas afetiva. São afinidades que surgem entre os animais e as pessoas com quem eles convivem. Essas afinidades é que são responsáveis pela comunicação.”

Esse sistema de informação contém não só memórias do passado, mas distintas trajetórias do futuro.

O que temos que nos atentar aqui é: Quais padrões de ativação desencadeam uma reação psicofisiológica inconsciente, ja que tanto a Arte quanto a Ciência estão se utilizando dos nossos sistema morfogenético for fun & profit.



Os textos acimas foram extraidos de:

Explorações Mente e Cérebro - Mark Furman
Psicologia Quântica - RAW
A Ascensão de Prometeus - RAW

:::

copiado
conforme ameaçado
eu: lol

entao eu copio

freee

:P


DAKI >>> [[ ++++ ]]

26.9.09

drão-grão  

0 x23 comentários


A Lição  

0 x23 comentários

Um estudante universitário saiu um dia a dar um
passeio com um professor, a quem os alunos
consideravam seu amigo devido à sua bondade
para os que seguiam as suas instruções.

Enquanto caminhavam, viram no seu caminho
um par de sapatos velhos e calcularam que
pertenciam a um homem que trabalhava no
campo ao lado e que estava prestes a terminar o
seu dia de trabalho.
O aluno disse ao professor:
Vamos fazer-lhe uma brincadeira; vamos
esconder-lhe os sapatos e escondemo-nos atrás
dos arbustos para ver a sua cara quando não os
encontrar.
Meu querido amigo, disse o professor – nunca
devemos divertir-nos à custa dos pobres.
Tu és rico e podes dar uma alegria a este homem.
Coloca uma moeda em cada sapato e depois
escondemo-nos para ver a sua reacção quando os
encontrar.
Fez isso e ambos se esconderam no meio dos
arbustos. O pobre homem terminou a suas
tarefas diárias e caminhou até aos sapatos, para
voltar para casa.
Ao chegar junto dos sapatos deslizou o pé no
sapato, mas sentiu algo dentro deste. Baixou-se
para ver o que era e encontrou a moeda. Pasmado
perguntou-se o que havia acontecido. Olhou a
moeda e voltou-a e voltou a olhá-la.
Olhou à sua volta, para todos os lados, mas não
via nada nem ninguém. Guardou-a no seu bolso e
foi calçar o outro sapato; sua surpresa foi ainda
maior quando encontro a outra moeda.
Seus sentimentos esmagaram-no; pôs-se de
joelhos, levantou o olhos ao céu, e em voz alta fez
um enorme agradecimeto, falando de sua esposa
doente e sem ajuda, e de seus filhos que não
tinham pão e devido a uma mão desconhecida
não morreriam de fome.
O estudante ficou profundamente emocionado e
seus olhos ficaram cheios de lágrimas.
Agora-disse o professor-não está mais satisfeito
com esta brincadeira?

O jovem respondeu:
Você ensinou-me uma lição que jamais hei-de
esquecer. Agora entendo algo que antes não
entendia: é melhor dar que receber.

0 x23 comentários


clique na imagem para amplia-la

24.9.09

A Estranha Linha Entre o Aprendizado e o Ensino  

0 x23 comentários

(Do lado do aprendizado:)

Eu não posso aprender nada se eu pensar que já aprendi tudo.

Se alguém me diz uma coisa, mas eu já tenho opinião formada, não serei capaz de ouvir o que o outro está falando.

Eu não irei verdadeiramente entender se achar que já entendi tudo.

Assim, as pré-concepções dificultam o entendimento.

Mas o que o aluno deve aprender?


(Do lado do ensino:)


Por outro lado, dificilmente eu consigo ensinar algo a alguém. Isso porque qualquer coisa que eu queira transmitir, irá esbarrar nas pré-concepções da outra pessoa.

De fato a outra pessoa irá aprender por ela mesma, quando derrubar suas pré-concepções (ou deixá-las enfraquecerem naturalmente).

Não é possível empurrar goela abaixo um ensinamento qualquer. Simplesmente, alguns entenderão e outros não. Mesmo o melhor professor de todo o mundo não conseguiria ensinar qualquer coisa a alguém que não queira ouvir, ou tenha uma opinião fechada sobre um assunto.

Mas o que o professor deve ensinar?


(No limite:)


Porém, aprender é de certa forma criar concepções. Para aprender algo é preciso fechar as portas para alguns entendimentos.

Assim, parece que para poder integralmente e continuamente aprender, o aluno deve na verdade desaprender. Livre de pré-concepções, ele pode verdadeiramente compreender. Provavelmente o professor ficará muito satisfeito com esse desaprendizado do aluno.

Assim, de certa forma, nem o professor ensina, nem o aluno aprende.


(Peço desculpas ao eventual leitor pela confusão em excesso. Na verdade, eu não entendi muito bem o que eu escrevi!)

23.9.09

Os Puladores  

0 x23 comentários

tradução da sara dum conto surreal:

A pulga, o gafanhoto e o bonito certa feita quiseram ver qual deles podia pular mais alto, e então eles convidaram o mundo inteiro – e qualquer outra pessoa que quisesse vir – para assistir a brincadeira. E os três puladores apropriados entraram juntos no salão.
“Bem, eu darei a minha filha para aquele que pular mais alto!”, disse o rei. “Porque é de pouco consolo que essas pessoas pulem por nada!”
A pulga deu um passo à frente primeiro. Ela tinha maneiras requintadas e se inclinou para todos os lados, porque sangue de solteirona corria nas suas veias e ela estava acostumada a se associar às pessoas. E isso, no fim das contas, significa um bocado.
O gafanhoto veio em seguida. Ele, é claro, era consideravelmente maior, mas ainda assim ele tinha modos razoavelmente bons. Ele estava vestindo um uniforme verde, com o qual havia nascido vestido. Além disso, esta pessoa ilustre disse que vinha de uma família antiga nas paragens do Egito, e que em sua terra natal tinham-no em muito alta estima. Ele havia sido tirado do campo e colocado numa casa de cartas de três andares – todas cartas com rostos, com os lados coloridos virados para dentro. A casa tinha tanto porta quanto janelas que haviam sido cortadas da cintura da Rainha de Copas.
“Eu canto tão bem”, ele disse, “que dezesseis grilos da região, que trinam desde que são pequeninos e ainda não receberam uma casa de cartas, ficaram tão contrariados que se tornaram ainda mais magros depois de me ouvir cantar.”
Ambos – a pulga e o gafanhoto – deram, assim, uma boa descrição de quem eram e de porque achavam que eles podiam mesmo casar com uma princesa.
O bonito nada disse, mas foi dito que ele se achava ainda mais; e o cão de caça da corte cheirou somente ele porque reconheceu que o bonito vinha de uma boa família. O velho conselheiro, que já tinha recebido três ordens pra calar a boca, sustentava que o bonito tinha o dom da profecia: podia-se dizer pelas suas costas se o inverno ia ser brando ou severo, e ninguém pode dizer isso nem com base nas costas do homem que escreve o Almanaque.
“Bem, eu não estou dizendo nada,” disse o velho rei, “mas eu sempre fui assim e guardei meus pensamentos pra mim!”
Agora o pululê ia começar. A pulga pulou tão alto que ninguém podia ve-la, e então consideraram que ela não tinha sequer pulado. E isso foi injusto.
O gafanhoto só pulou metade da altura que a pulga pulou, mas ele pousou bem na cara do rei, e então o rei disse que aquilo era revoltante!
O bonito ficou paradinho e meditou por um bom tempo. Por fim, pensaram que ele não podia pular de jeito nenhum.
“Se apenas ele não tivesse ficado indisposto!”, disse o cão de caça da corte, e depois cheirou-o novamente: SWOOOOOOOOOOOOOOOOOOSH! O bonito deu um pulo curto e vacilante direto pro colo da princesa, que estava sentada num banquinho de ouro baixo.
O rei disse “o pulo mais alto é pular para a minha filha, porque esse é o verdadeiro objetivo! Mas uma cabeça é necessária para acertar um tal alvo, e o bonito mostrou que tem uma cabeça. Ele tem pernas na sua testa!”
E assim ele ficou com a princesa.
“Apesar de tudo fui eu quem pulou mais alto!”, disse a pulga. “Mas não importa. Que ela tenha aquele troço de pernas-de-pau e cera! Eu pulei mais alto! Mas nesse mundo uma pessoa precisa ter um corpo se quer ser vista.”
E então a pulga foi pras guerras no estrangeiro, onde dizem que ela foi morta.
O gafanhoto sentou numa vala e ficou pensando nas coisas do mundo como elas realmente são. E então ele também disse “o que é necessário é um corpo! O que é necessário é um corpo!”
E então ele cantou sua própria canção melancólica, e foi daí que nós tiramos essa história. Mas podia muito bem ser uma mentira, mesmo que tenha aparecido impressa.
.
.
(tradução livre de The Jumpers, do Hans Andersen)
(note-se que esse conto é Larista e Discordiano e Peixuxiano! \ö/ viva os bonitos e os atuns, principalmente!)

18.9.09

DEOXY.ORG  

0 x23 comentários




Palavras de Osho  

1 x23 comentários


O Potêncial do Estresse
- 42/4 | 18/9



O psicólogo Hans Selye trabalhou durante toda a vida focalizando apenas um problema: o estresse. E chegou a conclusões muito profundas. Uma é que o estresse nem sempre é ruim; ele pode ser usado de maneira admirável.

Não é necessariamente negativo - e, se pensarmos que é sempre negativo, isso não será bom e então geraremos problemas.

O estresse em si pode ser usado como um apoio, pode tornar-se uma força criativa. Porém, fomos ensinados, em geral, que o estresse é ruim, de tal maneira que, ao ser submetido a qualquer tipo de estresse, você se torna receoso. E seu receio o torna até mais estressado; a situação não é ajudada pelo receio.

Por exemplo, talvez os problemas econômicos estejam gerando estresse. No momento em que você sentir que há alguma tensão, algum estresse, você passa a receá-lo. Diz a si mesmo: "Tenho de relaxar". Bem, tentar relaxamento não ajudará, porque você não consegue relaxar; na realidade tentar o relaxamento criará um novo tipo de estresse.

O estresse está presente e você está tentando relaxar e não consegue, portanto está aumentando o problema.

Quando houver o estresse, use-o como energia criativa. Primeiro, aceite-o; não há necessidade de lutar com ele. Aceite-o, isso é perfeitamente correto. Ele apenas diz: "Há problemas econômicos, algo está dando errado, você pode fracassar."

O estresse é tão-só uma indicação de que o corpo está se preparando para enfrentar a situação. Se você tenta relaxar ou toma comprimidos para a dor ou tranquilizantes, está agindo contra o corpo.

O corpo está ficando pronto para lidar com uma certa situação, um certo desafio que existe nele. Aproveite o desafio! Mesmo que você algumas vezes não consiga dormir à noite, não há necessidade de ficar preocupado.

Use a energia que surge do estresse: ande, corra, faça uma caminhada longa. Planeje o que deseja fazer, o que a mente quer fazer. Em vez de tentar adormecer, o que não é possível, use a situação de modo criativo.

A mente apenas está dizendo que o corpo está pronto para enfrentar um problema; essa não é a situação para relaxar. O relaxamento pode ocorrer posteriormente.

Osho, em "Meditação para Pessoas Ocupadas"
Imagem por stuartpilbrow

_____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____



Transformação - 42/4 | 18/9


Um mestre de Zen não é simplesmente um professor. Em todas as religiões, há apenas professores. Eles ensinam a respeito de assuntos que você não conhece, e lhe pedem para acreditar no que dizem, porque não há jeito de transformar essa experiência em realidade objetiva. O professor tampouco as vivenciou - ele acreditou nelas, e transmite a sua crença para outras pessoas.


O Zen não é o mundo do crente. Não é para fiéis; o Zen é destinado àquelas almas ousadas que são capazes de desfazer-se de toda crença, descrença, dúvida, razão, mente, e mergulhar simplesmente na sua existência pura, sem fronteiras.

Ele traz, porém, uma transformação tremenda.

Permitam-me, portanto, dizer que, enquanto outros caminhos estão envolvidos com filosofias, o Zen está envolvido com metamorfose, com uma transformação. Trata-se de uma alquimia autêntica: o Zen transforma você de metal comum em ouro. Mas a sua linguagem precisa ser entendida, não com o seu raciocínio e o seu intelecto, mas com o seu coração amoroso. Ou até mesmo simplesmente escutar, sem se importar se é verdade ou não. Um momento chega, repentinamente, em que você enxerga aquilo que não percebeu a vida inteira. De repente, abre-se aquilo que o Buda Gautama denominou "oitenta e quatro mil portas".

Osho, em "Zen: The Solitary Bird, Cuckoo of the Forest"
Imagem por GroggyFroggy


_____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____


Viver, Amar, Cantar - 14/9 | 38/4



Vida é um verbo. Vida não é um substantivo, é realmente viver, não vida .

Não é amor, é amar. Não é relação, é relacionar. Não é uma canção, é cantar. Não é uma dança, é dançar.

Veja a diferença, sinta o sabor da diferença.




Osho, em "The Book of Wisdom"
Imagem por linda yvonne


_____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____



Pais e política- sei lá, cara...


Quando existe o desejo de ter poder sobre outra pessoa, isso é política.

O poder é sempre político, até mesmo sobre crianças.

Os pais pensam que amam, mas apenas em suas mentes; contudo eles querem que as crianças sejam obedientes. E o que obediência significa? Significa que todo o poder está nas mãos dos pais.

Osho, em "The Path of the Mystic"
Imagem por drspam
Blog Widget by LinkWithin

15.9.09

aforismo 00013  

1 x23 comentários

Rev. S disse aqui:

ser o que quiser

*.*

eu posso.

e só depende de mim.

não é incrível??

(:

14.9.09

Remix: Chakras x Qabbalah x 8 Circuitos Cerebrais  

0 x23 comentários

13.9.09

What does it mean that the most powerful of all psychedelic hallucinogens is a part of normal human metabolism?  

0 x23 comentários

Eu não sei se algum de vocês alguma vez já sentou, 
cruzou as pernas, fumou DMT e foi ver no que dava. 
Bem, o que acontece comigo é essa coisa enorme vindo  
RRRRRAAHH para minha espinha e piscando meu cerebro,  né?

-- O cara da Kundalini Yoga no documentário de Woodstock...


http://deoxy.org/gif/tryptamines.gif
Clique na imagem para amplia-la





Xamanismo na Prática 00004 - respirando pelos ossos  

0 x23 comentários



Os Yogues tem uma forma predileta de respiração psíquica que praticam ocasionalmente, e à qual deram um nome Sânscrito que traduzimos com os termos "grande respiração psíquica".

Apresentamo-lo por último, porque requer um conhecimento prático da respiração rítmica e imaginação mental, que o estudante pode obter por meio dos exercícios que precedem. Os princípios gerais da Grande respiração resumem-se no antigo provérbio hindu que diz:
"Bem-aventurado o Yogue que respirar através dos seus ossos".

Este exercício encherá de Prana (força vital, energia) todo o organismo, e dará energia a todos os ossos, músculos, nervos, células, tecidos, órgãos e partes, afinando-os todos por meio do Prana e pelo ritmo respiratório. É uma purificação geral do sistema, e quem o pratica cuidadosamente, terá uma sensação como se tivesse obtido um corpo novo, recém-criado, desde o crânio até às solas dos pés.

Deixaremos o exercício falar por si mesmo:


1. Deitai-vos, numa posição cômoda, e com os músculos afrouxados.

2. Respirai ritmicamente, até estabelecerdes ritmo perfeito. (parte mais dificil)

3. Depois, ao inalar e ao exalar, formai a imagem mental da respiração haurida através dos ossos das pernas, e pelos mesmos expelida; em seguida formai a imagem mental da respiração haurida e expelida pelos ossos dos braços; pelo crânio; pelo estomago; pela coluna espinhal;
e depois como se a respiração fosse inalada e exalada por todos os poros da pele, estando todo o corpo cheio de Prana e vida.

4. Em seguida, (respirando ritmicamente), enviai a corrente de Prana aos seguintes Sete Centros Vitais, um após outro, aplicando a imagem mental como nos exercícios precedente:

a. terceiro olho (hipofise);

b. parte mais acima do crânio (pineal);

c. base da garganta;

d. Ao plexo solar;

e. Região sacra (parte inferior da espinha dorsal);

f. À 4 dedos abaixo do umbigo;

g. coração (timo).


Terminai, fazendo passar a corrente de Prana por todo o corpo desde o crânio até aos pés, algumas vezes.

12.9.09

Xamanismo na Prática 00003 - chikun  

0 x23 comentários

Curso de Iron Shirt Chi Kun

(Chi Kun da Camisa de Ferro)

Início: 01 de Outubro de 2009

O CHI-KUN é um antigo método da Alquimia Interna Taoísta que conduz ao equilíbrio dos corpos físico, mental e emocional através da respiração, posturas, exercícios de meditação e auto-massagem. O CHI-KUN da Camisa de Ferro fortalece os órgãos internos do corpo, ajuda o enraizamento nas forças terrestres e ativa o equilíbrio individual.

O Programa é composto por 4 temas:

● A Meditação do Sorriso ● Os Sons que Curam

● Camisa de Ferro(as posturas) ● Chi Auto-Massagem

Horário: das 19:00 h até as 21:00 h (todas as 5as.)

Duração: 5 meses (vagas limitadas)

Facilitadora: Tereza Amoêdo (reg. 9881)

Formação: Inst.Inter-Tao; Asbamtho e Abaco. Cursos: Auriculoterapia (Escola Huang Li Chun); Cristais (Antônio Duncan); Reiki (Escola Mestre Mikao Usui); Fitoterapia Chinesa (Magali Lobosco).

3087-7531 e 8899-4983

tamoedo@oi.com.br

www.terezaamoedo.com

Imagem

how to make colored smoke granade  

0 x23 comentários


Xamanismo na Prática 00002 - meditação dinâmica  

0 x23 comentários

A música para esta meditação você pode baixar aqui.

Primeiro Estágio: 10 minutos
Respire rapidamente pelo nariz, concentrando-se na exalação. O corpo cuidará da inalação. Faça isso tão rápido e tão firmemente quanto possível; continue até que você literalmente se torne a respiração. Use os movimentos naturais do corpo para lhe ajudar a estruturar sua energia. Sinta sua energia se firmando, mas não amoleça durante esse primeiro estágio




Segundo Estágio: 10 minutos
Expluda! Expresse tudo que precisa ser jogado fora. Fique totalmente louco. Grite, berre, chore, salte, sacuda, dance, cante, ria; jogue-se para os lados. Não segure nada, mantenha todo seu corpo em movimento. Representar um pouco no princípio ajuda. Não permita que sua mente interfira com o que está acontecendo. Seja total, de todo coração.




Terceiro Estágio: 10 minutos
Com os braços erguidos, salte seguidamente gritando o mantra , HUU, HUU, HUU, tão forte e profundamente quanto possível. Cada vez que seus pés tocarem o chão, deixe o som do mantra martelar forte no seu centro sexual. Dê tudo que puder, não segure nada.





Quarto Estágio: 15 minutos
Pare! Congele onde quer que você esteja, na posição que você estiver. Não ajeite seu corpo de maneira nenhuma. Uma tossida, um movimento, qualquer coisa dissipará o fluxo da energia e o esforço estará perdido. Seja uma testemunha a tudo que aconteça com você.





Quinto Estágio: 15 minutos
Celebre através da dança, expressando sua gratidão para com o todo. Carregue sua felicidade com você pelo resto do dia.


Se você não pode fazer barulho onde você está meditando, há uma maneira alternativa: Ao invés de lançar os sons para fora, deixe que a catarse do segundo estágio aconteça inteiramente através dos movimentos do corpo. No terceiro estágio, o som UUU, pode ser martelado silenciosamente por dentro.

Related Posts with Thumbnails